Sinopse - Apátrida 


Uma pequena vila na Polônia. Uma menina repleta de vida. Um encontro. Vidas Ceifadas. Sonhos Destruídos. Infâncias Roubadas. As recordações da personagem Irena amarram o leitor na História do Século XX. Baseado no estudo dos fatos que marcaram a época, o palco da narrativa é a conturbada Europa pós Primeira Guerra Mundial, culminando com a eclosão da Segunda Grande Guerra e a destruição que ela provocou na vida de milhões de pessoas. A narradora conduz a exposição em primeira pessoa, e remete o leitor a enxergar, através de seus olhos, o cotidiano a que ficou submetida. É um relato humano, sincero e envolvente que revela a passagem da vida infantil feliz da menina, para o tumulto da existência adulta, cheia de contradições.














Minha opinião 


Um livro emocionante, que me fez refletir muito, quando comecei a ler Apátrida, eu achei que seria mais um livro em minha estante, não achei que mexeria tanto com os meus sentimentos, a cada pagina eu ficava mais e mais angustiada rsrs


Ana Paula, soube mostrar muito bem a 2º guerra mundial, acho que este livro mexeu muito comigo, por que meu avô foi para esta guerra, sempre gostei de historia, na escola tirava só 10, 9,5 e assim vai, mas nunca abaixo de 6 kkkk A narrativa da Ana, me fazia parecer que estava lá, era tudo muito real. Vamos para de falar de mim e ir para o livro, a sim quero agradecer a Ana Paula, por me enviar o livro e pedir desculpa da demora da resenha, espero que goste.
Irena era somente uma criança, vinda de uma família feliz de camponeses, uma família humilde, cheia de restrições e dificuldades, mas mesmo assim Irena teve uma infância feliz., ela corria, brincava como qualquer criança faria. Isso foi até a sua adolescência, onde ela e seus irmãos conheceram Jacob, um menino judeu. O que Irena não imagina é que se apaixonaria, seu grande sonho era se casar com o o seu amor, mas a vida não é como queremos pois como Jacob é um judeu e ela uma católica fica impossível esta união. E Jacob já esta destinado a se casar com outra menina Ewa.

Nesta parte eu entrei em depressão junto com Irena, ela e eu não se conformávamos com esta união, porem com o decorrer do livro eu tive que aceitar e Irena também. Com tempo ela conhece Rurik, o rapaz começa a cortejar ela, já que não tem como ter Jacob, Irena vai fundo na relação, mesmo não o amando, já que o rapaz é atencioso e paciente, assim se casa com ele e se muda para Bielorússia, lá ela tem que trabalhar muito, mas Irena é forte, uma característica que eu amei nesta personagem, ela não se deixa intimidar, ela é uma mulher lutadora.

"Naquele momento tive certeza de que o amava. Não saberia traduzir com palavras o que eu sentia. Era diferente do meu amor por Jacob ou daquilo que sentia por meus irmãos e parentes. Era um amor suave e traquilo, daqueles que podem durar uma vida inteira." Pág 57

A Segunda Guerra mundial chega, e vivemos com Irena os relatos de horrores, humilhações, somos levados pela luta da sobrevivência, muitas coisas me deixaram de boca aberta. Imaginei o que meu vô passou naquele lugar.


Ler o livro da Ana, me deu vontade de saber mais sobre aquele terror que as pessoas passaram. Ana Paula escreveu este romance de uma forma perfeita, ela deve ter passado horas estudando o assunto, eu como escritora sei bem o que é isso, todos os detalhes que ela colocou, deixa a leitura prazerosa, muito fácil de compreender, para quem não leu leia, você não irá se arrepender. Deixo duas partes que eu amei.



"A única benção era, ao final do dia, receber de braços abertos as crianças. Mas um dia vivos!, pensava. E, aprendi, de forma dura, a viver dia após dia, sem imaginar o futuro, comemorando o ar que respirava e o parco alimento que me era entregue, como uma dádiva, pois naquele lugar, não se sabia o que poderia acontecer no próximo minuto, e o amanhã era como uma estrela à luz dia: nós sabíamos que ela estava lá, mas não a enxergávamos." Pág 188

"(...)Não pense que o meu coração é um barco à vela, que navega de amor em amor de acordo com o vento. Ele é mais fixo que as pirâmides do Egito. Ainda que as areias da vida tentem escondê-lo, ele permanece inabalável. Sei que está passando por muitas dificuldades. Onde está é horrível. Mas é seu dever continuar vivo. Levante-se por mim! Não me abandone nesta angústia, sem saber se ainda me quer. Eu o aguardarei por toda a minha existência(...)"

8 Comentários

  1. Eu também me emocionei com a resenha e principalmente com o livro, amei demais a forma como você se colocou na história, também quando fiz a resenha, em muitas vezes me colocava na história. É perfeito como ela fazia-nos adentrar com nossos sentimentos!

    Leituras Vivas

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  2. Parabéns pela resenha Ká! Já li Apátrida e amei! Chorei litros com esse livro! Beijos!

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  3. Esse livro deve ser muito bom mesmo =D
    adorei a sua resenha.

    Bjs...
    http://assuntosobrelivros.blogspot.com/

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  4. Hum que legal, fiquei curiosa, adoro livro que me faz chorar kkk, é mesmo eu gosto de chorar lendo. Bjos Kazinha to muita saudade de você.

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  5. Já vi algumas resenhas sobre esse livro e todas são unânimes em dizer que Apátrida é tocante.
    Também gosto de personagens fortes.
    Abraços
    Elysanna

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  6. Eu simplesmente amo livros em que os autores conseguem passar o sentimento do personagem para gente, nos faz sentir o sofrimento, a alegria, o medo, a ansiedade do personagem. E eu particularmente adoro, parece que a leitura se torna mais intensa. E pela sua resenha eu vejo que a autora consegue passar justamente isso em Apátrida.
    BEJO ;D

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  7. Gostei da resenha, ma acho que nao conseguiria ler o livro.Sou imensamente emotiva com algumas coisas e embora o livro pareça ser bom, tbm parece ser triste.

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  8. Ahhhh Ká, não faz isso comigo!
    Assim eu vou ter que comprar esse livro!
    Mas não tenho dinheiro, bienal me faliu xD, como faz?
    hahahahhaha
    Mil beijosss ;***

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