Olá pessoal, e ai quem quer saber o ganhador dos kits do livro A escolha e A casa da orquídeas? Bem eu já sei srsr Foram 19 historias lindas, todas me tocaram e foi por isso que eu demorei para colocar o resultado. 


A história escolhida é do: José Nilson Nobre Filho
Até onde uma pessoa deve ir por amor?

Desde eu me casei, sempre tive o sonho de ser mãe.
Mas por ironia do destino, ou pela vontade de Deus, nunca tive a oportunidade de tornar este singelo sonho realidade.
Foi numa tarde chuvosa de julho que conheci Manuel, meu esposo, com quem vivi os primeiros anos de casada da melhor forma que eu podia ter vivido. Junto a mim, ele sempre quis ver um bebezinho correndo pela casa, rindo ou simplesmente respirando. Isso o tornaria o homem mais feliz do mundo inteiro.
Me lembro perfeitamente das inúmeras vezes em que fiz o teste de gravidez. Ele ficou tão aflito quanto eu na espera pelo resultado. É difícil lembrar do meu estado emocional quando recebia o mesmo. Sinto minha o ar fugir de meus pulmões quando me recordo das inúmeras vezes que me deparei com o resultado negativo, meu coração se despedaçava. Tudo que eu precisava naquele instante era de um ombro amigo, alguém que pudesse entender como eu me sentia. Manuel sempre me apoiava. Era ele quem me entendia perfeitamente bem.
“Eu te amo, Márcia”, dizia ele, “não importa quantos ‘negativos’ apareçam a nossa frente, eu sempre vou te amar, sempre vou estar ao seu lado.”
Mas eu sentia a voz de Manuel falhar nesse instante. Ele estava tão mal quanto eu, porém mesmo assim, tentava fazer com que eu me sentisse bem. Ele me abraçava forte e chorava ao meu lado, como se o mundo fosse apenas nosso.
Eram cerca de quatro horas da tarde de uma quinta feira amena de setembro quando senti uma dor forte no abdômen e um enjôo desenfreado. Preocupado comigo, Manuel me levou até o hospital as pressas. Fiz alguns exames. Manuel apertava minha mão de forma acolhedora enquanto esperávamos o laudo do médico.
“Vai dar tudo certo”, ele dizia ao tocar meu rosto com a mão desocupada.

Quando o médico retornou, eu o fitei aflita.
Ele sorriu para mim e ao me entregar o resultado dos exames, falou:
- Parabéns, mamãe!
Eu juro a você, meu caro leitor, que essas palavras me levaram ao céu. Eu não tinha reação alguma perante ao que ele acabara de falar. Eu não conseguia acreditar. Eu seria... mãe.
Manuel chorava desesperadamente e me abraçava apertado. Quando a ficha finalmente caiu, lágrimas de felicidade brotaram em meus negros olhos. Elas escorreram por meu rosto e atingiram meu doce sorriso. 
Sim, eu seria MÃE.
Eu não podia pedir a Deus uma vida melhor.

Posso dizer que aqueles meses de gestação passaram da forma mais feliz possível. Juntos, eu e Manuel, compramos tudo para o nosso bebê, desde aquele pequeno macacão azul claro de algodão, até o bercinho branco de madeira.
Tudo ia muito bem, aqueles haviam sido os melhores meses que eu havia vivido. Ter o Nathan, meu doce bebê, em meu ventre e Manuel ao meu lado era como estar no paraíso, porém, meu mundo desabou ao ouvir aquela noticia.
O Dr. Antônio, meu ginecologista, me encarava sério e preocupado. Ele tinha medo da minha reação ao receber aquela notícia.
- Olha Márcia – disse ele – Eu não queria em hipótese alguma ter que te dar uma notícia tão trágica, mas infelizmente, esse é o meu dever.
As lágrimas chegaram até meus olhos e desabaram assim que ele prosseguiu.
- Seu bebê tem Anencefalia, Márcia. A vida dele será curta.
Eu desabei ao ouvir aquilo. A maneira como chorei expôs minha alma. Era possível sentir meu desespero em meio as lágrimas. Eu me sentia vazia e sozinha.

A notícia foi o choque para toda a família. Todos sofreram junto a mim e a Manuel. Porém dentro todo o amor transmitido, houveram palavras que me fizeram morrer por dentro:
- Porque você não o aborta? – perguntou – me uma mulher, prima de Manuel.
Eu não consegui ouvir aquilo sem conter a raiva que senti naquele instante.
Eu a soquei com toda força que tinha e depois sai de casa, eu chorava ao correr pela rua sem destino certo, tentando apenas afogar a dor que estava dentro de mim. Como um ser humano havia me perguntado aquilo? Como meu Deus?
Foi a partir daí que todos resolveram intervir na vida do meu filho.
Inúmeros médicos me aconselharam o aborto, me explicando o que era a anencefalia e falando sobre os ricos que eu teria na hora do parto, devido a minha idade.
“Você pode morrer, Márcia. Pense na sua vida”, diziam eles.
• • •
Três dias depois me perguntaram se eu havia me decidido.
- Pelo amor que sinto pelo meu filho – eu disse – Eu irei até o fim. Minha vida entrelaçada a ele aqui na terra pode durar pouco, mas será o suficiente para se tornar inesquecível.

Dei a Luz ao Nathan três meses depois.
Ele faleceu com exatamente um ano e dois meses, mas posso dizer que os momentos que vivi junto a ele foram os mais felizes que tive na vida...

Parabéns ao José Nilson, sua história mexeu muito comigo. Aos outros, quero dizer que as histórias também tocaram amei mesmo. 

José Nilson, você tem até o dia 05 de julho para entrar em contato comigo no kguimaraesramos@gmail.com. 

bjkssssss


7 Comentários

  1. Linda história José Nilson, fiquei super emocionada! Parabéns!

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  2. Nossa! Amei. Lagrimas brotaram dos meus olhos neste final. Lindo demais.

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  3. Que história linda, parabéns. Realmente merece.

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  4. Nossa, não acredito! Muito feliz por ter ganhado! Obrigado a todos pelos elogios a minha história.
    Já enviei meus dados, ká. bjs

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  5. Nossa que história emocionante *-*
    Foi muito merecida!

    @Agda01

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  6. Que história linda!!! ^^
    Parabéns ao Nilson!
    Beijinhos!
    Giulia
    http://prazermechamolivro.blogspot.com

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  7. Nem sei o que dizer dessa história.
    Estou com lágrimas nos olhos

    UAU
    =´)

    bjs Nati

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