Olá pessoal, aqui é a Ká, estou aqui para contar uma novidade para vocês ^^ Todo domingo na parte da tarde irei colocar um capitulo do livro que a Daianne Coll divulgou no se blog, eu amei tanto que pedi para autora deixar eu colocar ele no Acordei srsr Para quem ainda não sabe quem é Daianne Coll, entra no blog dele AQUI

Agora espero que vocês gostem. Ao lado está a capa provisoria que eu montei do livro.  Hoje sai o primeiro capitulo, espero que vocês comentem ^^



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Tudo certo pra hoje à noite?????

     Diana Lorenz leu rapidamente o bilhete arremessado sem discrição por sua melhor amiga Nicole Vargas. Rabiscou a resposta quando o professor de Química, senhor Blanco, deu as costas a turma para escrever uma formula no quadro.

Como sempre. Mas não consegui o carro.

     Transformou o pedaço de papel numa bola e o jogou na carteira de Nicole. Ficou observando sua reação a noticia de que teriam de arranjar carona para a festa daquela noite. Nicole deu de ombros e voltou a escrever no bilhete, não se dando ao trabalho de observar se o professor estava olhando ou não, antes de arremessá-lo de novo na carteira de Diana.

Qual a novidade?

     Diana achou o comentário injusto. Estava para revidar, quando o olhar de censura do senhor Blanco a fez mudar de idéia.
     Estavam no terceiro ano do ensino médio e a maratona de vestibulares começaria em apenas um mês. Os professores pareciam aves de rapina com seus olhares furiosos, querendo que os alunos absorvessem tudo o que eles tinham a ensinar. Afinal, cada aprovação contava em seus currículos.
     Diana tentou se concentrar na aula, mas alguns minutos depois sua atenção foi desviada para a avenida principal da cidade, quatro andares abaixo. Invejou as pessoas que caminhavam na praça aproveitando o dia esplendoroso de sol, depois de uma semana de tempo fechado e temperaturas quase negativas. Cobiçou principalmente o fato delas não terem que se preocupar com aulas de Química, simulados, provas finais e uma eminente maratona de vestibulares.
     Um carro vermelho e conversível passou pela avenida atraindo seu olhar. Perguntou-se quem seria o proprietário do automóvel chamativo. Conversíveis eram raros na cidade de Pato Branco. Mas o único vislumbre que teve do motorista era de que se tratava de um homem de cabelos claros. 
     Naquele momento o sinal de troca de aulas soou. A tortura de Química foi substituída pela tortura de Física.
     E Diana desejou se tornar adulta o mais rápido possível.

     - Quando irá aprender a não mandar bilhetes durante a aula?
     - Quando aprendermos telepatia.
     Diana e Nicole seguiam para o refeitório do colégio, onde almoçariam. À tarde ainda teriam curso preparatório ao vestibular.
     - Estou falando sério, Nicole! Se for repreendida de novo vou perder pontos com meu pai.
     - Grande coisa! Ele nem te empresta o carro! – ela grunhiu as palavras.
    - Ele é sensato. – Diana saiu em defesa do pai – Se não se lembra, ainda não temos carteira de motorista.
     - Ele devia ter pensado nisso antes de te ensinar a dirigir.
     - Foi só pensando em situações de emergência.
     - Situação de emergência? Levar sua mãe ao salão de beleza é emergência?
     Diana suspirou. Discutir com Nicole era tempo perdido. Ela sempre argumentava com razão.
     - Pra ela é. Voltando ao que interessa, como faremos pra ir hoje?
     - O de sempre. Vamos encontrar a galera na Lozano’s. Lá conseguiremos carona.
     Compraram a oferta do dia – macarrão ao molho Alfredo e salada – e dirigiram-se a uma das poucas mesas vazias, ignorando o convite de alguns admiradores para que compartilhassem a mesa deles. Devidamente sentadas, Nicole abriu sua mochila de onde retirou um elástico e com ele amarrou os longos cabelos castanhos. Diana se limitou a colocar os cabelos loiros atrás das orelhas, antes de se obrigar a comer a salada.
     - Já decidiu o usará à noite? – Nicole perguntou depois de mastigar e engolir com prazer uma garfada de salada temperada com azeite de oliva. A cena causou arrepios de horror em Diana, que só conseguia engolir sua salada depois de muito sal e vinagre balsâmico. Tudo para evitar Nicole e suas dicas de vida saudável.
     - O básico. – Diana respondeu sem pensar – Calça jeans e blusas. 
     Nicole lançou seu melhor olhar de desgosto, estreitando os olhos castanhos.
     - Vai estar frio pra caramba! – Diana justificou na defensiva.
    - Mulher não sente frio. Não importa a temperatura da noite, estarei lá bela e esplendorosa com meu vestido de fios caramelo, botas de salto e meias fio 80.
     - A espessura das meias demonstra que você também sente frio.
     Nicole ignorou o comentário.
     - Pelo menos coloque sapato de salto.
     - Salto não combina com blusa de moletom.
     Desta vez Nicole arregalou os olhos, devolvendo seu garfo intocado ao prato.
     - Não! Você não vai sair de novo com aquela blusa roxa!
     Diana mastigou e engoliu sua porção de macarrão, antes de responder.
     - Ela é quente.
    - Ela é horrorosa! – Afirmou Nicole gesticulando inconformada - E todo mundo nesta cidade já a viu com ela pelo menos vinte vezes.
     - E daí? – perguntou Diana dando de ombros.
     - E daí que às vezes não acredito que você seja mulher. – Nicole voltou a comer sem vontade – Tem um guarda-roupa cheio de coisas bonitas e só consegue pensar naquela blusa.
     - Em minha defesa posso alegar que não escolhi aquelas roupas.
     - Você deveria agradecer o fato de sua mãe adorar moda e sempre pensar no melhor pra você. Vou ter uma conversa séria com ela.
   O comentário fez com que Diana parasse de comer. Nicole, em compensação, ao ver o horror estampado no rosto da amiga, voltou a apreciar sua refeição.
     - Não vai fazer isso!
     - Se colocar aquela blusa de novo, vou!
     - Nicole! – Diana quase colocou os cabelos loiros dentro da comida ao se debruçar sobre a mesa, pra chamar a atenção da amiga - Você sabe que ela só precisa de um empurrão desses pra fazer da minha vida um inferno! Lembra-se da semana em que tive de vir à escola maquiada e de Melissas? Uma diferente a cada dia? – ela enfatizou.
     - Nunca esteve tão bonita. – Nicole comentou sonhadora.
     - Bonita? Todo mundo me achou estranha.
     - Ninguém achou você estranha! Só mais bonita que o normal. E brilho labial não pode ser considerado maquiagem.
     - Você entendeu o que quis dizer.
    - Entendi. E pelo seu bem vou ignorar. Se aparecer com aquela blusa vou conversar com Berenice e ponto final.
     Diana respirou fundo e escondeu o rosto entre as mãos, perguntando se ter uma amiga como Nicole não era pior do que estudar Química e Física.

     Encerradas as aulas da tarde, Diana despediu-se de Nicole e caminhou quinze quadras até sua casa. Foi recebida pela mãe, que lia um romance enroscada numa confortável poltrona. As pernas enroladas numa manta de lã.
    - Teve um bom dia? – perguntou Berenice Lorenz, que só encontrava a filha no fim do dia, pois se recusava a sair da cama antes da nove horas da manhã.
     - Produtivo. – gritou Diana enquanto lavava as mãos no lavabo, antes de se dirigir a mesa para tomar o lanche da tarde arrumado pela mãe, como era de costume.
     - Saberemos o quão produtivo depois do vestibular.
    - Mãe! – lamentou Diana enquanto enchia de chocolate em pó seu copo de leite - Ouço a palavra vestibular o dia inteiro. No colégio ninguém sabe falar de outro assunto. Em casa, pelo menos, podemos conversar sobre outra coisa?
     - Tudo bem. – concordou Berenice voltando seus olhos para o livro - Vou dar um tempo, como vocês adoram falar.
     - Obrigada.
   Naquele momento Marcelo Lorenz, entrou na sala de refeições e observou com indisfarçado prazer as mulheres de sua vida. 
     Diana, aos dezessete anos, era quase uma cópia perfeita da mãe. Ambas com um metro e setenta, eram magras e tinham cabelos loiros tão naturalmente luminosos, que tintura nenhuma no mundo conseguiria copiar. Mas enquanto o de Berenice apresentava corte sóbrio, quase masculino, o de Diana era longo e levemente cacheado.
     Ao perceberem sua chegada, ambas dirigiram a Marcelo idênticos olhares castanhos que na claridade se tornavam quase verdes.
     - Chegou na hora, meu bem. – disse Berenice ao levantar e receber o marido com um beijo, como fazia todos os dias, desde que haviam se casado.
     Diana sempre se prometera manter o mesmo comportamento com seu marido.
     - Oi pai. 
     - Oi branquela. – Marcelo a cumprimentou com um beijo no topo da cabeleira loira.
     Diana odiava o apelido, mas seu orgulho a impedia de reclamar.
     - Você me leva mais tarde na casa da Nicole?
    - Vai sair de novo? – perguntou Berenice contrariada. Ainda não aceitava o fato de sua filha única não ser mais uma criança dependente.
     - Eu e Nicole sempre saímos na sexta-feira. É nossa noite de folga!
     - E precisam mesmo. Só estudar enlouquece.
     - Obrigada, pai.
     - Aonde vão? – Marcelo perguntou depois de receber um olhar atravessado da esposa.
     - E tem opção? Vamos ao Lozano’s e depois ao Pinheiros.
     - O que tem no Pinheiros hoje?
     - Pink Floyd Cover. É do seu tempo? – ela perguntou para a mãe.
     - Se era, não chamou minha atenção.
     - Como vão até lá?
     Diana virou o resto do achocolatado na boca e levantou antes de responder.
     - Como ainda não temos carro próprio, teremos de nos arranjar. Não somos populares por acaso.
     Marcelo sorriu pela positividade da filha, mas Berenice lançou-lhe outro olhar reprovador, antes de comentar:
     - Modéstia não faz mal a ninguém.
     - Se eu não me amar, quem vai?



10 Comentários

  1. Nossa. Amei o primeiro capitulo.
    A Daiane escreve muito bem. Vou continuar acompanhando.

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  2. Não é muito o tipo de historia que tem me chamado a atenção ultimamente, estou mais para romances adultos.Mas parece ser bem interessante. Vamos aguardar os proximos capitulos, hehehe. Bjkss

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  3. Bem, o começo promete, vamos ver o que nos espera os próximos capítulos. A menção a Pink Floyd só fez aguçar minha vontade de continuar lendo.

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  4. Estou numa vibe diferente ultimamente... Mas devo dizer que amei a forma de escrever da autora!

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  5. Não é o tipo de tema que leio, mas o primeiro capitulo é bom. Gostei :D

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  6. Adorei o 1º capítulo, agora vou esperar ansiosamente pelos próximos. ^^ rs
    Não conhecia a autora, mas a estória parece ser bem legal.

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  7. kkkk
    Li ao contrário e estou meio perdida, preciso ler o segundo capítulo de novo!!!

    KKKK

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  8. Preciso da continuação urgente!
    Adorei!!!

    bjs

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  9. Parece uma personagem legal. Tenho o livro "Irresistível" da autora, embora ainda não o tenha lido. Vou acompanhar a postagem dos capítulos. :)

    Fátima Menezes - @fatimamd

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  10. Essa sua iniciativa é bem bacana. Vai fazer com que as pessoas ansiosas (eu não sou tá kkk) fiquem loucas para o domingo chegar para saber mais um pouco da história.
    Mas me diz uma coisa: quantos domingos levarão para matar nossa curiosidade?

    Um leve bater de asas para todos!!!!!!!!!!

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