Terceiro capitulo chegando, eu amei conhecer esse Rodrigo pessoal, sério mesmo hihihi, ta eu tenho uma queda por loiros kkkkk 

Ta curioso para saber o que vai acontecer? Leia o terceiro capitulo ai ^^

3º Capitulo 

 - Conte tudo, não esconda nada! – exigiu Nicole assim que entrou no quarto de Diana no começo da tarde, tendo o cuidado de antes fechar a porta.
     - Preciso contar? Você não presenciou tudo?
     - Acorda Diana! Quero os detalhes sórdidos.
     - Hmmm. Vamos ver... – Diana deitou-se em sua cama, esticando-se preguiçosa - Ele beija bem. É lindo. Sonhei a noite inteira... Digo, a manhã inteira com ele. Estou apaixonada. O que mais quer saber?
     - Quero saber da parte que não vi. Pra onde foram depois?
     - Pra casa.
     Nicole ergueu sua sobrancelha direita. O gesto típico que indicava não acreditar no que estava ouvindo.
     - É serio.
     - Ele não te convidou pra estenderem a noite?
     - A noite havia acabado.
     - Você entendeu. – disse Nicole num tom perigosamente afiado.
     - Por ele teríamos ido pra algum lugar, mas eu não podia. – Diana sentou-se - Você não imagina o sermão que tive de escutar hoje na hora do almoço. Nem meu pai pode me defender.
     - Você ia levar um sermão de qualquer forma. Pelo menos ele valeria mais a pena.
     - E você queria que eu fosse com ele pra onde?
     - Para um Motel? – sugeriu Nicole rindo das próprias palavras – Desculpe! Esqueci que nenhum menino ainda fez você sentir. – ela estremeceu para dar ênfase as próprias palavras.
     Diana fez ar de mistério.
     - Nenhum menino...
     Nicole levou alguns segundos para entender a deixa de Diana.
     - Espere aí! Você está querendo dizer o que eu acho que você está querendo dizer?
     - Depende do que você está querendo dizer.
     - Estou querendo dizer que ele fez você sentir?
     - Se falar um pouco mais alto, não vou precisar me preocupar com o fato de que minha mãe também vai ficar sabendo... – Diana se aproximou da amiga antes de sussurrar – Que ele me fez sentir... Tesão!
     - Oh, meu Deus! – Nicole pulava de excitação - E como ele a fez sentir isso?
     Diana riu pela primeira vez.
     - Limpe sua mente de pensamentos pecaminosos, Nicole. Ele não fez nada. A gente só se beijou.
     - Nada?
     - Nada!
     - E ele a fez sentir?
     - E como. – Diana suspirou - Mas sua noite rendeu também. O Cesar, hein? Quem diria.
     - Digamos que ele soube me conquistar.
     - Valeu a pena se render?
     - Valeu tudo. Até a bronca dos meus pais por também chegar de manhã.
     - Pais são todos iguais.
     - O pior é que temos um churrasco pra ir hoje. Não sei como vou convencer meu pai a me deixar ir.
     - Ai, o churrasco! Rodrigo me convidou também.
     - Está a fim de ir?
     - Está brincando? Estou louca pra ir. 
     - E como vamos fazer?
     - A tática infalível. Você implora para os meus pais e eu para os seus.
     - Diana! A gente fazia isso há anos atrás, quando queríamos dormir uma na casa da outra. Você acha que vão cair nessa agora?
     - Não custa tentar.
     - Bom. Não tenho ideia melhor. – Nicole suspirou - Vamos às fofocas sórdidas. Sabia que o Rodrigo era noivo?
     Diana, que naquele momento folheava uma revista, quase rasgou a folha que estava virando.
     - O que?
     - Ele era noivo! De uma garota aqui de Pato Branco.
     - Como soube disso?
     - O Cesar me contou. Eles são amigos.
     - Mas como noivo? Ele deve ter o quê? Uns vinte anos?
     - Na mosca! Mas pelo que o Cesar me contou, ele namorava essa menina há anos. Tipo assim, desde os quinze anos. Quando foram estudar em Curitiba, ela ficou morando com ele, então resolveram noivar pra evitar fofocas. 
     - Puxa! Essa me surpreendeu.
     - Mas ainda não acabei. Eles acabaram o noivado há apenas duas semanas. É a primeira vez que ele vem pra casa solteiro.
     - Ah! E ela está em Curitiba?
     - Sim. Ela estuda lá também, não é? Mas não mora mais com ele e com o Roger. – Nicole apressou-se em explicar - Parece que foi morar com algumas colegas da faculdade, mas está com vontade de voltar para cá, agora que eles não têm mais nada.
     - Surpreendente! Ao mesmo tempo assustador.
     - Pois é. Eles ficaram juntos cinco anos.
     - Difícil competir com isso. O máximo que namorei foram três meses com o Guga.
     - Como você precisasse competir com alguma coisa. O cara está solteiro e pelo visto caído na sua. E ainda gosta de compromisso!
     - Espero que você tenha razão. Não me lembro de um cara ter chamado tanto a minha atenção. Cheguei a sonhar com ele. E você sabe que eu nunca sonho.
     - Ah! É assim que começa.
     - Nós é que temos de começar. Vamos aproveitar que meus pais estão em casa e convencê-los a me deixar sair.
     - Ok! Eu garanto a minha parte. Sua mãe me adora.
     - Porque você tem estilo. No fundo ela queria que você fosse a filha dela.
     - Vou me aproveitar disso. E depois você garante a sua parte com meus pais.

     Tanto garantiram a saída da noite, como Diana convenceu os pais de Nicole a deixarem-na dormir na sua casa. Mas como nem tudo era perfeito, Diana e Nicole tinham a hora limite de duas horas da manhã pra estarem em casa.
     Pontualmente às sete horas o conversível de Roger parou defronte a casa de Diana. Roger estava dirigindo com Cesar sentando ao seu lado. Rodrigo estava sentado no banco de trás, para onde Diana se dirigiu sentando-se ao seu lado, sendo seguida por Nicole.
     - Oi rapazes! – as duas cumprimentaram em uníssono e Diana deu graças por seus pais não estarem em casa naquele momento. Poderiam não gostar das garotas estarem em desvantagem numérica. O fato de Roger ser visto com bons olhos pelos pais de Diana, havia ajudado na permissão da saída, mas poderia não ser suficiente naquele momento.
     Diana sorriu espontânea para Rodrigo, não sabendo direito até onde poderia avançar. Para deleite de ambos, ele segurou seu rosto com as mãos e a beijou apaixonado. Nicole, Cesar e Roger soltarem grunhidos desgostosos.
     - Podemos ir agora. – Rodrigo avisou sem afastar seu olhar do rosto de Diana.
     - Pensei que seus olhos fossem azuis. – Diana comentou a primeira coisa que lhe veio à mente atordoada pelo beijo inesperado.
     - E são. E são verdes como hoje. Às vezes são azul esverdeado. Não tenho controle.
     Rodrigo sorria, aumentando sua dúvida sobre ele estar falando sério.
     - Dádiva que não foi passada a mim. – explicou Roger do banco do motorista – Os meus são sempre verdes.
     - Deve ser raro. – comentou Nicole.
     - Puxei ao meu pai. Os olhos dele também são assim.
     - Que sorte! Seus olhos são lindos. – Diana foi sincera.
     - Você é linda! – Rodrigo retribuiu.
     Os outros fizeram barulho de vomito.

     O churrasco estava lotado. Depois de conseguirem sanduíches de pão com carne assada, Diana e Rodrigo afastaram-se dos demais, preferindo sentar num banco rústico estrategicamente colocado no meio das arvores, onde quase não havia iluminação.
     - Tem um rapaz que não para de olhar pra você. – comentou Rodrigo depois de beber um gole de sua cerveja.
     - Quem? – Diana perguntou curiosa, olhando em direção ao salão aberto onde o churrasco estava sendo servido.
     - Não conheço. Alto, cabelos amarrados, brinco...
     - Ah! Deve ser o Guga.
     - Guga? Não gostei dele.
     Diana sorriu encantada por sua tentativa de demonstrar ciúmes.
     - Namoramos um tempo e ele não concordou com o fim. 
     - Ele parece bem inconformado.
     - Já faz mais de seis meses. – ela comentou impaciente - Gustavo já devia ter superado.
     - Duro manter um relacionamento quando um quer e o outro não. – ele comentou aéreo.
     Diana tentou se segurar, mas cedeu a curiosidade.
     - Fala por experiência própria?
     O rosto de Rodrigo estava encoberto pelas sombras e ela não viu o brilho de satisfação em seus olhos. Ela se informara sobre ele.
     Rodrigo nada respondeu e Diana teve certeza de que havia ido longe demais.
     - Me desculpe.
     Ele a encarou.
     - Pelo quê?
     - Moramos numa cidade pequena, então sabe como é? – ela explicou sem graça - Não foi difícil ser informada de que você estava noivo até duas semanas atrás, e que moravam juntos... E estavam juntos a sei lá, mil e quinhentos anos...
     - Não precisa se desculpar por saber disso. Não é nenhum segredo.
     - Não devia ter tocado no assunto.
     - Não me importo. – ele segurou sua mão - Realmente namorei milênios com a Helena, mas nos últimos meses estava difícil manter a relação. A velha historia... More junto e você vai conhecer a verdadeira pessoa.
     - Mas vocês noivaram.
     - Sim. Por imposição de nossos pais, já que ela ia morar comigo em Curitiba.
     - Mas vocês foram morar juntos.
     - Entenda. A Helena vem de uma família humilde. Quando ela passou no vestibular em Curitiba, só poderia estudar lá com ajuda financeira. Na época eu estava apaixonado e acreditei que seria a solução perfeita. Mas como disse, morar juntos desgastou a relação.
     Diana estava com medo de perguntar se para ele ou para ela. Foram interrompidos por vários presentes clamando a Rodrigo e seu irmão Roger que cantassem algumas musicas.
     - Você canta? – Diana perguntou surpresa.
     - Eu tento. – ele respondeu antes de lhe dar um beijo rápido e levantar – Não fuja!
     Dois violões apareceram e um palco foi improvisado no salão. Quando Rodrigo e Roger começaram a tocar e cantar sucessos sertanejos, Diana escancarou a boca surpresa. Seus olhos encontraram os de Nicole que confirmou seus pensamentos: eles eram bons.
     Diana presenciou a vivacidade dos irmãos em cantarem juntos e afinados. Roger tinha a voz mais alta, grave, enquanto a de Rodrigo era suave, quase rouca. A cada musica eles se alternavam em ser a primeira voz, e toda vez que avisavam ser a ultima, a plateia aplaudia e exigia mais.
     Diana não percebeu o tempo passar e quando Rodrigo voltou a sentar-se ao seu lado, Roger continuou dedilhando o violão e entretendo os amigos.
     - Você não me contou que era cantor! – Diana acusou.
     - Não sou cantor.
     - Se não é, está perdendo tempo.
     - Tem razão. Amanhã vou embora e estou perdendo tempo.
     O coração de Diana ameaçou sair pela boca quando ele a tomou. O violão caiu ao lado deles abandonado.
     Não satisfeito em explorar sua boca, Rodrigo passou a beijá-la no pescoço, inalando o perfume que não pretendia esquecer. Diana por sua vez se desconectara de todo o ambiente ao redor, entregue a novas sensações que não podia controlar. O desejo aflorou devastador, fazendo-a respirar mais rápido. Ansiou passar sua perna por cima das dele, e assim acabar com qualquer distancia que pudesse haver entre os dois.
     Como uma mão estendida que lhe puxa de volta a superfície, ela ouviu a voz de Nicole a chamando.
     - Diana, sua louca! Você viu que horas são?
     Rodrigo terminou sem pressa o beijo, antes de olhar pra Nicole.
     - Estão com problema de horário?
     Diana olhou para o seu relógio de pulso, constatando que já eram duas horas da manhã.
     - Que droga! Preciso ir embora.
     - Sim. O pai dela nos mandou chegar até as duas. – respondeu Nicole. - Estamos atrasadas.
     - Então não há problema em se atrasarem mais um pouco. – pediu Cesar. Não estava a fim de deixar sua companhia da noite ir embora.
     - Não podemos. Estamos em época de estudos para o vestibular. Eu fiz um acordo. Não posso ignorá-lo. – explicou Diana infeliz.
     - Eu levo vocês. – afirmou Rodrigo levantando-se. Não queria deixar Diana em maus lençóis por causa dele.
     Nicole despediu-se de Cesar e saiu correndo atrás de Diana e Rodrigo.
     - Se acalme Diana. Seus pais devem estar em sono profundo. - comentou ofegante - Nem vão perceber que nos atrasamos.
     - Até parece que você não conhece a minha mãe.
     Nicole revirou os olhos para Rodrigo, em exagero aos modos da amiga. Ele sorriu, mas nada comentou.
Quando chegaram à casa de Diana, Nicole despediu-se rapidamente de Rodrigo e saiu do carro, dando-lhes privacidade.
     - Quando vai a Curitiba? – Rodrigo perguntou a Diana depois de mais um beijo arrebatador.
     - Dia quinze. Vai estar lá?
     - Não. Já estarei aqui de férias.
     - Mal...
     - Me ligue quando voltar. Assim que a maratona de estudos acabar, não teremos hora pra nos despedir.
     A promessa foi o que deu forças pra Diana entrar em casa com Nicole, ao perceber que Berenice havia ligado a luz da cozinha para recebê-las.

3 Comentários

  1. E a saga continua kkkkkkkkk

    Essa curiosidade vai acabar comigo antes do último capítulo.

    Um leve bater de asas para todos!!!!!!!!!!

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  2. Pronto!Terceiro capítulo registrado,rsrs
    Bjo:D

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  3. Essa estória me lembra muito aqueles filmes adolescentes,estou adorando

    bjs

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