Ainnnnn, serio mesmo que isso aconteceu? A desculpa estava pensando alto aqui kkkk Olha posso dizer que voce vai se surpreender com esse capitulo ^~

Não se esquece de comentar heinnnn.

Capitulo 5 

Diana esperou, mas Rodrigo não lhe telefonou durante a semana. Como era orgulhosa não ligou também, apesar da dor que isto lhe causava.
     O Natal passou sem sinal de Rodrigo. Nem no mercado da família, onde Diana passou a acompanhar a mãe com mais freqüência, ela o avistou. Somente a Roger, que a cumprimentava com um sorriso camarada. Ele não justificava nada, tampouco ela perguntava. Somente na noite de Ano Novo voltou a ter noticias de Rodrigo. Elas lhe deram a noção de como o ano que iniciava não seria dos mais fáceis.
     Estava no baile de fim de ano do Clube Pinheiros, onde tinha certeza de que Rodrigo apareceria, afinal era a festa mais tradicional da cidade naquela noite. Imaginando finalmente reencontrá-lo, Diana apelara aos conselhos de moda de Nicole e se vestira com esmero, colocando um vestido branco de seda que deixavam seus ombros a mostra, e cacheando os cabelos loiros. Sabia estar deslumbrante, e como seu próprio pai falara cheio de orgulho, parecia um anjo.
     Num determinado momento da festa seu coração acelerou em expectativa ao ver os pais de Rodrigo chegando com Roger, mas ele não os acompanhava. Ainda não havia se recuperado da decepção quando Nicole a arrastou para fora do salão, obrigando-a a sentar-se num banco afastado da multidão.
     - O que há de tão urgente? – perguntou assustada com a expressão de mal pressagio de Nicole.
     - Não tenho boas notícias.
     - Então não quero saber.
     - Não quer saber sobre o Rodrigo?
     Diana sentiu uma leve sensação de pesar. A expressão do rosto de Nicole deixava claro que o restante da noite seria uma droga.
     - O que tem ele?
     - Está preparada?
     - Pare de fazer suspense, Nicole! Fale de uma vez!
     - Tudo bem. Foi você quem pediu. Depois não adianta ficar irritada comigo. Fique com ele.
     De repente ela soube.
     - Ele voltou pra Helena. É isso?
     Nicole concordou com a cabeça. Os olhos castanhos surpreendentemente arregalados de tristeza por ser a portadora da confirmação que faria sua amiga sofrer.
     - Ah... Tudo bem... Não me surpreende...
     Mas as lagrimas que ameaçavam escapar contrastavam com suas palavras.
     - O Cesar acabou de me contar. – explicou Nicole segurando a mão da amiga.
     - Bom... Cinco anos juntos... O amor não acaba de um dia pro outro... E ele nunca prometeu nada...
     - Ele teve de voltar. Ela está grávida.
     Ao ouvir aquilo as lagrimas de Diana rolaram descontrolas. Era pior do que poderia imaginar.
     - Ela está grávida?
     - Sim. Descobriu há poucos dias.
     - Mas é dele?
     - Sim. Quando se separaram ela estava grávida. Bem no começo.
     - Um filho muda tudo, não?
     - O Cesar disse que eles vão casar.
     Diana levantou tão rápido que Nicole quase foi ao chão.
     - Por favor, avise meus pais que vou esperar no carro.
     - Tudo bem. Vou lá ficar com você...
     - Não, Nicole! Obrigada, mas quero ficar sozinha.
     Conhecendo-a como ninguém, Nicole não insistiu.

     Na metade do mês de janeiro Diana confirmou sua vaga na Federal, em Curitiba. Nicole também conseguiu uma vaga na faculdade de Designer de Modas na cidade de Umuarama. Estavam felizes por entrarem na faculdade e morarem longe da supervisão constante dos pais, mas tristes pelos mais de quinhentos quilômetros que as separariam.
     Diana viajou com os pais para Curitiba, onde acomodou seus pertences indispensáveis numa quitinete cedida por sua tia Beatriz Penteado.
     Beatriz era irmã de Berenice e havia se mudado para Curitiba nos anos setenta, pouco antes de se casar com um bem sucedido corretor imobiliário. Ficara viúva alguns anos depois e não tivera filhos. Entre os bens herdados do marido, seu maior tesouro era um prédio de seis andares no bairro Juvevê, cada um contendo oito quitinetes. Querendo fazer algo de útil com sua vida, transformara metade do sexto andar em um confortável apartamento para si e alugara os demais para estudantes dos mais variados municípios do Estado, os quais adotava como filhos durante o período em que durava suas faculdades.
     Quando Diana confirmou sua mudança para Curitiba, não houve discussão sobre o fato de ela morar no local - já era um acordo tácito. Ela não tinha intimidade com a tia, a quem via uma ou das vezes por ano. Mas foi tão bem recebida que não teve duvidas - naquele prédio teria uma segunda casa.
     Voltou a Pato Branco a tempo de ir a uma festa organizada pelo Colégio em que se formara. Uma homenagem aos novos calouros de faculdade. Como sinal de satisfação seu pai emprestou o carro para que ela fosse a festa, depois de mil e uma promessas de que ela não tomaria bebidas alcoólicas e voltaria antes do amanhecer pra casa – agora que a fase vestibular havia passado e era praticamente adulta, os horários se tornaram maleáveis.
     A noite estava agradável e Diana resolveu aproveitá-la como uma despedida da cidade. Vestiu-se com capricho, colocando uma calça jeans justa, blusa tomara que caia e sandálias de salto. Amarrou os volumosos cabelos em um rabo alto e fez uma maquiagem leve.
     Do carro até a festa cumprimentou varias pessoas e agradeceu a diversos cumprimentos de parabéns pela aprovação. Recebeu cantadas e retribuiu com sorrisos e piscadelas, deixando claro que era solteira e não acabaria a noite sozinha.
     E nunca mais levaria nenhum cara a sério.
     Alguns minutos depois avistou Nicole conversando animada. Com um sorriso de felicidade se aproximou da amiga, mas estancou a poucos metros ao ver que Rodrigo estava incluso no grupo. 
     Ficou momentaneamente sem ação. Ao mesmo tempo em que queria parecer superior e mostrar o que ele havia perdido, não queria ser vista pelos amigos como a donzela largada. Ainda mais se a noiva dele estivesse junto.
     Em segundos tomou sua decisão, dando meia volta e se dirigindo para fora da festa. Estava a poucos metros do carro quando a voz de Rodrigo a fez diminuir o passo.
     - Diana! Espere!
    Ela deu os passos finais até o veículo. Depois de respirar fundo virou-se para encará-lo. Por via das dúvidas encostou as costas no carro em busca de apoio.
     - Oi, Rodrigo. – ela esboçou um sorriso ao qual ele não retribuiu.
     - Está indo embora por minha causa, não é?
     Diana se surpreendeu ao constatar que ele havia bebido.
     - Em parte sim. Não acho boa ideia estar no mesmo ambiente que sua noiva. As pessoas podem fazer comentários que nos deixariam sem graça.
     - Ah! Sem problemas. Ela não está aqui.
     - Não? 
     - Não. Foi pra Curitiba fazer compras. Para o enxoval... Deve estar sabendo que vou me casar.
     A maneira casual com que ele tratou o assunto causou dor física em Diana.
     - Fui informada. Parabéns!
    - Parabéns? – ele perguntou passando as mãos pelos cabelos, exasperado – Tudo mudou rápido e não sei se é o caso de parabéns.
     - Pensei que fosse o que queria.
     - Eu? Por que iria querer largar a faculdade e voltar pra cá?
     - Meu Deus, Rodrigo. Ela está grávida!
     - Essa é a única boa noticia no meio disso tudo.
     Diana estava perdida. Ele estava sendo sincero.
     - Por que vão voltar pra cá?
   - Porque a Helena quer... Nossas famílias querem. Vou ter um filho pra sustentar, preciso dar o exemplo... Trabalhar no negócio da família.
     - Isso é bom. Você gosta dela e...
     Rodrigo voou em direção a Diana, segurando-a com força pelos braços.
     - Você precisa saber Diana!
     - Do quê? – perguntou assustada pelo desespero evidente.
     - Que estou sendo acuado... Obrigado... Não tenho saída!
     - Solte meus braços, Rodrigo. Está me machucando.
     A frieza na voz dela foi suficiente para ele soltá-la.
    - Entendo tudo e não acredito que alguém case obrigado. E... – ela elevou a voz quando ele fez menção de se defender – você não me deve explicações. A gente só ficou. Não houve promessas ou juras de amor. Não devemos nada um ao outro. 
     - Falou a perita em arrasar corações. – ele disse sarcástico – Bem que haviam me avisado.
     - Que seja. Preciso ir. 
     Ela se virou e abriu a porta do carro antes de olhar pra ele de novo.
     - Olha, Rodrigo. Desejo muito que você seja feliz. E se aceita um conselho, se conforme com a vida que escolheu. Senão... Bom... Nem você, nem ela e nem o filho de vocês vai poder ser feliz.
     Estava escuro e Diana não podia ter certeza, mas ele parecia arrasado quando falou novamente.
     - Obrigado. Quero que seja feliz também. E desculpe por qualquer coisa.
     Acreditando já haver se humilhado o suficiente, Diana entrou no carro e foi embora, prometendo nunca mais olhar para trás.

4 Comentários

  1. Olá querida amiga Diana! Em primeiro lugar quero me desculpar por está passando aqui e com um comentário prontinho. Costuma fazer isto nos Domingos porque tenho mais um tempinho e desejo visitar o maior número de seguidores. Mas o que importa mesmo e fazer te uma visita para desejar muita paz, saúde , sucesso e felicidade, com a realização dos teus sonhos. E como reflexão deixo esse lindo pensamento de Mestre Khane que diz:
    “Não procures a verdade fora de ti, ela está em ti, em teu ser. Não procures o conhecimento fora de ti, ele te aguarda em tua fé interior. Não procures a paz fora de ti, ela está instalada em teu coração. Não procures a felicidade fora de ti, ela habita em ti desde a eternidade.” Abraços, fica na paz de Deus.



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  2. Vocês vão divulgar o livro inteiro é? QUE LEGAL!!!!!!!!! Eu jurava que eram só os primeiros capítulos!!!! U_HU!

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  3. Esse capítulo também é surpreendente, gostei muito desses capítulos, acho que tenho que ler inteiro.

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  4. nossa cada cipulo é mais surpreendente, amei essa historia desde o primeiro capitulo que li!

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