Bom dia leitores do Acordei com Vontade de Ler, tudo bem com vocês? Hoje no divã temos o autor Adelson Correia da Costa, autor do livro "As Flores do Ruanda", livro que já foi resenhado no blog (clique aqui para ler a resenha). Então vamos lá!



Saiba um pouco sobre o autor:

Adelson Correia da Costa, nascido em Recife/PE, é Administrador de Empresa e Administrador Postal. Exerce a função de gestor de nível superior em um a Empresa Pública Federal. Tem estudos em universidades nas Área de Direito, Engenharia Química e Economia e Letras.

Livros publicados:
As Flores do Ruanda (romance).
Contos fantásticos (Participação em livro de contos selecionados em concurso na internet).
Seleta Cultura Escritores LP – Books (Participação em conjunto com outros autores da LivroPronto Editora a ser lançado na Bienal de São Paulo 2012)


Como surgiu o seu lado escritor? Você sempre sonhou em publicar um livro?

Adelson - "Desde minha pré-adolescência senti que algo em mim era diferente em relação aos colegas da minha idade. Eu tinha performance nas aulas de redação acima da média comum a outras. Não me iniciei cedo como escritor porque tenho como característica rever várias vezes tudo que escrevo. Sou perfeccionista neste ramo. Naquele tempo, sem computador ou os editores de textos atuais, um escritor detalhista e rigoroso como eu, não se criava, a menos que vivesse só para a literatura. Tenho a sensação de que os autores de antigamente eram aqueles que já saiam com o livro quase no ponto desde a primeira rabiscada. Penso que talentosos mas lerdos como eu, na Idade média, morreram ferreiros. Nunca escreveria um livro da dimensão de As Flores do Ruanda em uma olivetti empoeirada".

Quais são os seus autores favoritos?
Adelson - "Existem dois tipos de escritores: O contador de história – de farta imaginação — e o artesão das letras — com talento de sobra para construir textos expressivos. O primeiro capricha na trama e o segundo na escrita. O contador de história se daria bem em novelas, dado que sabe prender a atenção expectador. O artista triunfaria no teatro, pois sabe se expressar com arte. As Editoras preferem os contadores, visto que vendem mais, pois possuem um texto enxuto de rápida leitura. O texto do artesão é mais poético, porém amarrado, o que dificulta a leitura e a atração de leitores casuais. Logicamente, um autor de gabarito tem um tanto de cada uma destas características, mas, quase sempre uma prevalece sobre outra, definindo-o.
Exemplos de exímios contadores de história seriam a Stephenie Meyer de Crepúsculo;  J.R.R. Tolkien de Os Senhores dos Anéis e Margaret Mitchell de E o Vento Levou. Eu incluiria entre os artesãos o Graciliano Ramos de Grande Sertão Veredas e Machado de Assis de tantas pérolas.
Chegamos à resposta solicitada, fazendo outra pergunta: Existiram escritores soberbos nas duas formas de criação? Felizmente, a resposta é sim., mas são poucos. Dentro do meu universo literário, conheço dois: Miguel de Cervantes, autor do “melhor livro de todos os tempos” Dom Quixote de la Mancha e  Gabriel Garcia Marques, autor do “segundo melhor livro de todos os tempos”, Cem Anos de Solidão".

O livro As Flores do Ruanda é baseado em um conto seu “Chope no Lebron”, escrito em 1994, época dos conflitos em Ruanda. Foi por isso que você decidiu usar o Ruanda como pano de fundo?
Adelson - "Tornei-me escritor profissional ao acaso. Por incrível que pareça devo parte disto ao Big Brother do Alemão e da Siri na rede globo. Na época, eu assinara um canal de TV e ganhara este evento de brinde. De graça, comecei a assisti-lo e me vicie tanto que comecei a participar de fóruns de opinião na internet. Intervinha por escrito nas discussões e percebi o meu poder de convencimento ou repúdio generalizado dentro do grupo, assim que apareciam minhas postagens. Este exercício, por mais estranho que pareça, atiçou-me a vontade adormecida de escrever. Um exercício bobo que me serviu para algo de bom. Daí eu resolvi abrir um baú antigo e refazer três contos do ano de 1994, únicos que havia produzido na vida. Reescrevi primeiro O Carteiro Gabriel e, depois, parti para cima de Um Chope no Lebron, que conta a experiência de uma jovem médica em um campo de refugiados do genocídio ruandês no Congo. Ao me deparar, novamente, com este conto, comecei a pesquisar o assunto — em 1994 não havia a internet como a conhecemos hoje — Vi-me diante de tanta matéria que terminei escrevendo o livro As Flores do Ruanda. O terrível foi que, ao passo em que escrevia o livro, estudava gramática e tudo sobre produção literária, pois partira, atabalhoadamente, do zero.
Este romance me fez, literalmente, escritor. Não sei quem produziu quem: eu a ele ou ele a mim. Se eu fosse espírita, diria que As Flores do Ruanda foi psicografado, em vez de escrito por um principiante. Quando olho para este trabalho, sinto medo de não ter capacidade de fazer outro igual. Todo escritor sempre terá o seu melhor livro. Rezo para que as Flores do Ruanda não seja o meu".

Conte um pouco sobre a pesquisa e o seu processo criativo para desenvolver esse livro.
Adelson - "Fui privilegiado, pois, sem saber, escolhi um assunto para o qual há farta documentação e materiais diversos disponíveis na internet. Basta ir ao Youtube ou em outros sites, para se encontrar uma fonte riquíssima de informação. A concepção deste livro é coletiva. É injusto acreditar que tenha um único autor.  As Flores do Ruanda começou a ser escrito desde a última cacetada levada por um indivíduo da etnia tutsi em 1994. Toda a sua fonte de inspiração foi sendo postada, aos pouquinhos, na internet ou publicadas em livros técnicos de pesquisadores. Bastou-me estudar com afinco este imenso acervo bagunçado e dar uma do artesão que falei anteriormente.
Logicamente, houve um pré-requisito: o conhecimento de inglês e espanhol, ao menos. Penso que um dos motivos para sabemos pouco do genocídio ruandês, no Brasil, é a escassez de artigos em nossa língua mãe.
Devo muito, também, à ferramenta Google Earth. Passei horas a fio visualizando imagens do Ruanda capitadas por satélites, dando zoons in e out em relevo, vegetação, vilas e vias. Só assim, senti-me confiante para espalhar a narrativa pelo país.
O YouTube me ajudou muito. Assisti todo tipo de vídeo postado pelos ruandeses, na intenção de me enturmar e apreender o modo de vida daquela gente. O acesso à música produzida naquele país também me ajudou neste processo de imersão cultural.
Devo, também, gratidão a missionários e pessoal de ONGs que trabalham com os twas da África Central. Por exemplo, em certa ocasião, eu precisava saber quais tipos (nomes) de ervas medicinais os pigmeus usavam. Perguntei a colegas de net, que estavam, na ocasião, no Congo (país vizinho). Lembro-me bem da Resposta:
Dear, Adelson, vou pesquisar melhor isto para você, mas posso lhe adiantar que eles gostam muito de fumar maconha ludicamente.
Pronto! Esta informação foi um achado sem preço para mim e me possibilitou caracterizar alguns personagens. Quem encarar o livro vai entender o que digo.
Igualmente, os ruandeses das salas de Chat me ajudaram muito. Para se ter ideia, a personagem Dancilla tem seu nome proveniente de um nick de Kigali com quem papeava. Ah! Dancilla...
Quanto a processo criativo, cada escritor tem seu ritmo. Faço parte do grupo que possui insigths. Quando escrevo textos longos, tenho que andar com um bloquinho ou folha de papel, pois uma idéia para um capítulo ou passagem da história pode vir a qualquer hora, em qualquer lugar e motivada por qualquer coisa à minha volta. Não arquiteto a trama, mas invejo quem usa o método de trabalho, pois, depender de inspiração é sofrer como sertanejo que espera chuva com o sol a pino".

Fale um pouco sobre as personalidades dos seus personagens.
Adelson - "Este não é, meramente, um livro sobre o genocídio ruandês, mas de pessoas reagindo a ele. Os personagens foram, estrategicamente, dispostos em blocos: tutsis, hutus, twas, estrangeiros, guerrilheiros, milicianos e o povo (vítimas e perpetradores do genocídio). A trama, romanceadamente, mostra como cada grupo atuou em relação ao evento catastrófico. Há, logicamente, pessoas de um grupo se comportando como se de outro fosse. Em resumo, temos:
A Dra. Isabelle – A protagonista, jovem médica americana que atende a um chamamento da Cruz Vermelha Internacional para atuar no ruanda em um hospital público financiado pela Bélgica, o CHK, Centro Hospitalar de Kigali. Personalidade: forte, determinada, justa, amorosa.
Dr. Mike — Médico aventureiro, chefe da Cruz Vermelha local. Um personagem com pretensões particulares em meio a ebulição social do Ruanda genocida. Personalidade: prático, teimoso, ambicioso, determinado, dissimulado, galante.
Núcleo dos twas (pigmeus): Tharcisse Mugabe, Mukono, Dancilla e Domitilla. Estes personagens retratam, com suas atuações, o preconceito, o descaso, a indiferença e a repressão que quase exterminam uma raça de inocentes e desprotegidos, marginalizados sem garantias sociais ou apoio do Estado Ruandês.  Personalidade: reprimidos, cautelosos sem poder de reação; exceto Mukono.
Núcleo dos hutus: Canisous Rubuga, General Gedeon Bagirubwira, Tenente Fred Kaka, Sargento Charles Musayidire, Béatha Habimana e Elizaphan Ntakirutimana. Representa o pensamento dos hutus moderados contrários ao genocídio e dos perpetradores da matança generalizada. Aqui estão a governança hutu do Ruanda, o exército e as milicias de repressão ao povo tutsi. Personalidade: Variável conforme a posição que defende: pró ou contra o desencadear do genocídio ruandês.
Núcleo dos tutsis: Presidente Paul Kagame, Capitão Aaron Bitero, Kimbolo, Rose Kabaguyoi, Fazendeiro Emmanuel Habimana, Anne-Marie Kenyama, François Mukakalisa e Ota Uwiragiye. Estes personagens representam a luta contra o genocídio e o sofrimento de toda uma etnia. Personalidade: Há uma diferenciação de pensamento em relação às agressões sofridas: Passiva, meras vítimas, ou ativa, beligerantes.
Núcleo independente: Padre Jumpe, Domingos, Senador americano pai da Dra. Isabelle, Mãe da Dra. Isabelle, Coronel Pierre Raynaud. Estes personagens orbitam o conflito tutsi-hutu e representam algumas posições importantes da época: comunidade internacional, França e Igreja, por exemplo.
Entidades Políticas Sociais:
FPRFrente Patriótica Ruandesa — Grupo guerrilheiro armado que invade o Ruanda à partir de Uganda buscando a retomada do poder político central em mãos dos hutus.
MRNDMovimento Revolucionário Nacional para o Desenvolvimento — Partido político hutu no poder.
INTERAHAMWE — (tradução aproximada do kinyaruandês: aqueles que lutam juntos) – Grupo miliciano (paramilitar) armado que implanta o terror contra os tutsis, chacinando milhares deles.
CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL — Movimento internacional de voluntariado.
 De uma forma geral, estes personagens trazem os dilemas dos seres humanos como os nossos próprios. A novidade é que estão inseridos em um evento histórico de proporções catastróficas o que torna as suas vidas interessantes em termos de aprendizado para nós mesmos. O que faríamos se estivéssemos no lugar deles?"


Você tem um personagem favorito?
Adelson - " Os favoritos do público são a Dra. Isabelle e os twas Tharcisse Mugabe e Mukono. Gosto destes, também, evidentemente, mas como escritor não posso ver o livro como um leitor. Celebro bastante a criação do interahamwe Canisous Rubuga, por mais abominável que seja este personagem. Acredito que, neste caso, atingi o caractere de um miliciano sanguinário tão presente na época do genocídio ruandês, dando-lhe voz, sentido e justificativas de existência. Não há referência disto na literatura mundial sobre o genocídio ruandês até o surgimento deste livro".

Conte um pouco da sua experiência para publicar o livro.
Adelson - "Abrir portas no mercado editorial brasileiro para As Flores do Ruanda não está sendo fácil. Os direitos do livro, graças a Deus,  ainda me pertencem. Sou um autor independente. Não é fácil ser escritor iniciante. O novato tem que, literalmente, romper barreiras: a do preconceito contra a literatura nacional; a do preconceito contra o “novo autor” (alcunha pejorativa no meio literário); a do desprezo vindo dos escritores consagrados, agentes literário e grandes editoras; a da susceptividade do leitor ao modismo na literatura; a da falta de espaço na mídia formal (jornal, rádio e TV).
Há uma reserva perniciosa e tácita de mercado entre autores famosos, editoras e agentes literários, o que dificulta a entrada de gente nova, a não ser sob muito talento, perseverança ou fama que trás mídia consigo. Este mesmo tripé, autores famosos, agentes literários e grandes editoras monopolizam , também , os concursos literários de repercussão  nacional.
Por isto, muitos autores iniciantes canalizam seus esforços para os blogs de literatura, Facebook e Twitter. Alguns casos de sucesso já surgiram deste fenômeno, mas poucos. Mas tem jeito? Tem sim. Li uma entrevista, não me lembro de quem, onde o entrevistado, pessoa experiente no mundo literário, falou desta dificuldade de os iniciantes se afirmarem como escritor no Brasil: “Quem tem talento cedo ou tarde rompe as barreiras e se estabelece”, ele disse.
O talento, na minha opinião, é um dos catalizadores do sucesso, mas não o único. O seu círculo de amizade, sua amabilidade no trato com as pessoas, sua capacidade de mostra-se um pessoa exemplar e vitoriosa, sua visão do negócio, sua sorte, sua escolha de temática e seu foco no trabalho, também contam para algo". 
 
Que dica você daria aos futuros autores?
Adelson - "Nossa, dá para perceber que não planejei as respostas. Muito disto eu disse anteriormente. Mas posso acrescentar um resumão básico:
O primeiro conselho e o mais chato de se dar para quem está começando é gostar da língua portuguesa. Quando falamos isto para quem começa, fica a impressão de que desconfiamos de algo ou que nos julgamos melhores. Nada disto é verdade. O novo autor tem que compreender que passará a ser alvo de observação. Não se pode escrever um livro nos termos usados para se chamar uma mulher à valsa. Caso o candidato tenha dinheiro para gastar uns dois mil reais com revisões, então tudo bem. Há livros escritos por jogadores, celebridades e outros  especialistas de certas modalidades cuja história ou conhecimento merecem nota escrita. Seus textos saem do prelo limpinhos, sem maior esforço.
O segundo conselho parte da Lygia Fagundes Telles: escrever é “rasgar , rasgar e rasgar”. Trazendo o dito para os dias de hoje: deletar, deletar e deletar. Ou seja, é preciso refazer muitas vezes um texto para torná-lo literário. Há sempre uma possibilidade de melhora, por mais belo que seja, pois a beleza é infinita.
O terceiro conselho é a complacência com a leitura. Um escritor não pode se dar ao luxo de ler apenas por prazer; deve ler de tudo. Um bom autor é um sujeito curioso. Por exemplo, o cara é do ramo da literatura fantástica — que, por sinal, aprecio — e cria um mundo para o livro dele. Bem, eu me pergunto se ele sabe que os planetas são formados pela atração gravitacional que une as partículas de poeira estelar decorrente de explosões de supernovas? Se sabe que é necessário que mundos sejam detonados em explosões infernais para que outros sujam? Como eu sei disto? Não precisei cursar física, mas pelo menos assistir ao Discovery Channel. Se as respostas forem negativas, então, provavelmente, este escritor dará uma justificativa religiosa para a existência do ambiente fantástico do seu enredo. Sua teologia é coerente, anda lendo sobre o assunto? Pode ser que nada disto conte para ele, pois confia na sua narrativa e capacidade de imaginação para produzir um bom texto. É claro que, ainda assim, podemos ter um bom livro, mas de um contador de história, como o citado em resposta anterior, nunca de um grande escritor, como talvez ele pudesse ter sido, para este livro. Há os escritores que escrevem sobre as relações humanas. Neste caso, a psicologia, sociologia, psicanálise, medicina etc, etc ajudarão e muito".

O que os leitores podem esperar do livro?
Adelson - "Boa leitura. As Flores do Ruanda é um bom livro que chega para estar entre os top. É curioso que, pelas reações de alguns leitores recentes, percebi que é um livro que emociona. Ele não foi escrito com esta finalidade, mas quem é emotivo, percebi que pode chora ao lê-lo. Fica o aviso.
O livro tem um valor histórico significativo. É redentor, pois resgata uma dívida de omissão da humanidade com a pior catástrofe humana de todos os tempos: nunca, desde que o primeiro homídio desceu da árvore, se matou tanta gente em tão pouco tempo como no genocídio ruandês.
Há alguns trechos do livro bem construídos, carregados de expressividade e poesia. Estes podem servir de exemplo e exercício para quem está ainda engatinhado na arte de escrever. Eu, por exemplo, uso os textos do Gabriel Garcia Marques como fonte de estudo. Há ocasiões em que não quero seguir adiante e leio 10 vezes um parágrafo escrito por ele, imaginando o que lhe passou pela cachola, ao escreveu tal maravilha.
Outra característica marcante de As Flores do Ruanda são os diálogos verossímeis". 

Quais são os projetos futuros do Adelson Correia da Costa?
Adelson - "Pretendo escrever outro livro, em breve. Por ter começado do zero, sem ajuda de ninguém ou dicas como estas, levei 4 anos para concluir As Flores do Ruanda. Tudo de ruim que fiz e o de bom ausente não se repetirão. Assim, com certeza, ano que vem sai outro.
A concretização de outro projeto em mente depende do sucesso deste livro. Se ele for relevante o suficiente para sensibilizar o Governo Ruandês, escreverei um livro que se chamará “A Guerra do Congo”, fato histórico recente e nebuloso consequência do Genocídio Ruandês. Ao pesquisar sobre este assunto, descobri que não há acervo suficiente para gerar o entendimento necessário à elaboração de um bom livro. Apenas com acesso a dados oficiais existentes naquele país poderei pôr por obra esta empreitada. As Flores do Ruanda precisará ter gás para se tornar “The Flowers of Rwanda” e chegar ao presidente ruandês Paul Kagame numa língua falada por ele".

Você gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do Acordei com Vontade de Ler?
Adelson - "Além de tudo que eu já disse, só tenho a pedir que amem a Carolina Durães e a prezem como amiga sincera que é. Não me faltou quando precisei, mesmo sem me conhecer. Confiem no que esta garota do bem diz e fidelizem-se ao blog “Acordei com Vontade de Ler”, assim como fiz".

Sinopse - As Flores do Ruanda - Adelson Correia da Costa - "De 06 de abril a 10 de julho de 1994 ocorreu em um pequeno país centro-africano chamado Ruanda uma matança indiscriminada de milhares de indivíduos da etnia tutsi perpetrada pelos hutus com os quais convivem. As Flores do Ruanda é um romance que relata a épica jornada de um ano de duração de uma médica americana, Dra. Isabelle, inserida em um contexto hostil de guerra civil a serviço da Cruz Vermelha Internacional. O seu contato com os pigmeus africanos denominados twas nos apresenta este povo sofrido que, sem ao menos perceber as razões da matança generalizada, foi impiedosamente chacinado. Expulsos do Ruanda pelos hutus, os tutsis se organizam no exílio do Uganda e fundam a Frente Patriótica Ruandesa, grupo guerrilheiro armado que invade o país a partir do Norte, em busca da retomada do poder político central. Este esforço demanda intensas contendas e batalhas sangrentas, motivando a retaliação hutu por meio do genocídio ruandês, que visou o extermínio da etnia opositora"



Para aqueles que querem acompanhar o autor e a sua obra acessem:


No blog do livro vocês ainda podem baixar os primeiros capítulos do livro!

Espero que tenham gostado da entrevista! Na próxima semana, tem mais.
Beijos

5 Comentários

  1. Essa coluna é muito boa para saber mais sobre o autor, gostei muito..o autor é simpático..hehe

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  2. Não conhecia o autor, nem a sua obra mas achei bem interessante.
    Paulinha

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  3. Paulinha, você usa o meu pc aqui e saí meu nome no comentário rsrs... que susto sua doida ;)
    Ps: pode pegar emprestado o meu exemplar rs
    beijos

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  4. assim como a carolina não conhecia o autor nem sua obra mais é por isso que gosto dessa coluna,fico sempre antenada!

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  5. também não conhecia esse autor, achei ele bem simpático

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