To ficando doida, pois não sei a onde que a Daianne quer chegar hihihi, mas vou descobrir. 


Comenta ai, que o premio está demais ^^

Livro Diana- 16º Capitulo - Daianne Coll


Depois de uma breve conferida no filho, Diana trocou a roupa de festa por um confortável pijama, mas ao contrário do que teria esperado pelo adiantado da hora, o sono demorou a aparecer. Matutou sobre os encontros que tivera com Rodrigo nos últimos dias, chegando a uma conclusão nada animadora. Poderia mentir para todos, mas não para si mesma. Estava apaixonada por Rodrigo – de novo!


Na verdade nunca havia deixado de estar. E pior, ele estava sentindo o mesmo, e pelo visto não mediria esforços pra provar isso.
Suspirou no escuro do quarto. Se a vida fosse justa, largaria Conrado e se entregaria de corpo e alma ao amor que Rodrigo lhe oferecia. Mas não era simples. Havia Gabriel. O anjo que eles haviam concebido há mais de dez anos. E voltar a se aproximar de Rodrigo, era deixar a verdade vir à tona. Se relacionar com Rodrigo era o caminho sem volta pra voltar a perdê-lo.
Poderia viver com isso. Já fora preterida por ele há dez anos e sobrevivera. Se voltasse a acontecer sobreviveria novamente, mesmo que o motivo desta vez fosse ira. Mas não conseguiria viver com a reprovação do filho, inevitável quando ele descobrisse que o pai, de alguma forma, sempre estivera por perto.
Não! Ela não iria correr o risco. O amor do filho era mais importante que tudo. Quando encontrasse Rodrigo de novo deixaria claro que estava bem, obrigada, com Conrado, e nada, nem ninguém, poderia mudar isso.
A irritação pela decisão foi direcionada a Conrado. Ele era o único culpado pelo que havia acontecido nos últimos dias. Se tivessem ido passar as festas de fim de ano na Bahia, como ela havia planejado, não teria se reencontrado com Rodrigo. E não teria acabado nos braços dele - mesmo que tivesse sido a melhor coisa que aconteceu na vida dela nos últimos anos. Com exceção do nascimento do filho.
Teve a sensação de que fazia menos de dois minutos que havia adormecido, quando foi acordada com cutucões de Gabriel em seu ombro.
- Mãe! Mamãe! Acorda!
- O que foi? – Diana perguntou sem abrir os olhos.
- Vovó quer que você levante. Vamos almoçar!
- É muito cedo. – resmungou.
- É meio dia! Ela falou que se nos atrasarmos, podemos perder a mesa reservada.
- Estou com dor de cabeça.
Gabriel passou a mão na testa da mãe num gesto fraternal.
- Se quiser digo que está com dor de cabeça e que prefere ficar deitada.
- Você é um anjo.
- A gente se vê depois.
Aquela afirmativa a incomodou.
- Onde vão almoçar? – perguntou abrindo os olhos e se arrependendo do gesto.
- No pavilhão da Igreja.
Diana se sentou tão rápido na cama que Gabriel deu um pulo para trás, assustado.
- Vou junto! Avise a vovó que só vou tomar um banho rápido.
- Tudo bem. – ele confirmou antes de sair correndo do quarto.
Diana tomou seu banho e vestiu a primeira roupa de verão que avistou. Sem tempo pra uma maquiagem elaborada, optou pelos óculos escuros para esconder as olheiras oriundas da noite mal dormida.
Encontrou os pais na garagem com Gabriel. Ao vê-la de óculos de sol, o menino voltou para dentro de casa buscar o seu – presente do padrinho naquele natal.
- Já não era sem tempo! – reclamou Berenice entrando no carro.
- Não dormi bem. Em minha defesa posso dizer que não fui avisada com antecedência de que iríamos almoçar fora.
- Sua mãe faz comida o ano inteiro. Pelo menos no primeiro dia do ano pode ganhar uma folga, não? – perguntou Marcelo olhando com carinho para a esposa.
Mais uma vez Diana se viu desejando ser amada assim também.
A cidade toda parecia estar reunida no pavilhão. Apesar do espaço grandioso e das inúmeras mesas e bancos de madeira, eram raros os lugares vazios. No centro havia várias mesas abarrotadas de travessas contendo saladas verdes, tomate, maionese, arroz, macarrão e carnes assadas.
Diana relaxou ao não avistar sinal de integrantes da família Massignan.
- É falta de etiqueta usar óculos escuros em ambiente fechado. – comentou Berenice, se dirigindo a filha e ao neto.
- Estou de ressaca! Então não me importo para o que as regras de etiqueta apontam neste momento. – afirmou Diana, tomando o cuidado de não usar palavrões na presença do filho.
- Eu faço tudo o que minha mãe faz. – anunciou Gabriel, agradecido pela oportunidade de exibir a todos seu presente.
- Por isso amo você! – Diana abraçou o filho contra sua vontade.
- Ah! Parem de ladainha. Vão se servir. – ordenou Berenice – A comida ficará fria em pouco tempo.
Diana ajudou Gabriel a se servir e quando voltava à mesa quase deixou seu prato cair. Rodrigo e sua mãe Sandra conversavam animadamente com Marcelo e Berenice. Enquanto pensava numa desculpa pra tirar o filho dali, o menino reconheceu Rodrigo e saiu correndo.
Ao avistar Diana, Rodrigo lhe cumprimentou com um sorriso que exalava felicidade. Com o coração apertado, ela não conseguiu retribuí-lo.
- Nossa Diana! – exclamou Sandra - Como seu filho cresceu!
O sorriso de Rodrigo esmoreceu enquanto ele desviava os olhos de Diana para Gabriel.
- É...
- Lembra-se de mim? – perguntou Sandra para o menino - Uma vez nos encontramos no mercado.
Gabriel a encarou curioso.
- Não.
- Compreensível! Você era muito pequeno. Como é seu nome mesmo?
- Gabriel.
Rodrigo voltou seu olhar cheio de indagações a Diana. Parecia perturbado.
- Você não é o cantor da dupla Roger e Rodrigo? – perguntou Gabriel atraindo a atenção de Rodrigo de novo pra si.
- Sou. – ele respondeu sorrindo para o menino – Gosta de música sertaneja?
- Muito. – respondeu Gabriel empolgado – Quando fico na casa do papito só escutamos suas musicas.
- Legal!
- Vocês vão cantar aqui? Hoje?
- Talvez mais tarde.
- Onde está seu irmão? – Gabriel perguntou olhando curioso ao redor.
- Numa mesa bem nos fundos. Se quiser, o apresento para ele.
- Eu quero. Posso ir mãe?
- Pode. Mas só depois de almoçar.
- Isso mesmo. – emendou Sandra – Coma tudo e depois vá lá sentar com a gente.
- Oba! – Gabriel começou a comer apressado.
- Vamos deixar vocês almoçarem. – afirmou Sandra – Até depois.
- Até depois. - emendou Rodrigo encarando Diana. Não voltara a sorrir para ela.
- Coma devagar, Gabriel. – pediu desanimada ao filho – Eles não vão fugir.
Menos de dez minutos depois, Gabriel estava instalado na mesa dos Massignan.
Diana brincou com a comida enquanto esperava os pais terminarem de almoçar, alheia ao fato de que seu pai analisava com interesse as semelhanças físicas entre o neto e Rodrigo. Quando achou que já ficara tempo suficiente na mesa, levantou-se e pegou a chave do carro.
- Vou pra casa arrumar as malas. Preciso voltar hoje a Curitiba.
- Por que a pressa? – perguntou Berenice.
- Tenho de trabalhar amanhã e não quero viajar a noite.
Mais do que acostumados com as mudanças de humor da filha, Marcelo e Berenice preferiram não discutir.
- Avisem o Gabriel. Quando eu voltar, viajamos. Com ou sem show da dupla sertaneja. – alertou antes de sair.
- Meu Deus! Para quem essa menina puxou? – Berenice perguntou ao marido.
- Não a mim. Do meu lado só tem parentes calmos.
- Do meu também. – Berenice se defendeu.
Marcelo olhou para o neto.
- Acho que sei o que pode estar causando tanta irritação.
- Então me esclareça. Antes que eu comece a arrancar os cabelos perguntandoonde foi que eu errei?
Ele a encarou ansioso.
- Há alguns anos atrás, quando a Diana ainda morava aqui, não foi com o Rodrigo Massignan que a deixamos uma vez naquele restaurante que havia no centro?
Berenice pensou um pouco.
- Agora que tocou no assunto, eu lembrei. Eles estavam de paquera sim.
- Ah! Eu sabia! – Marcelo afirmou triunfante.
- O que você sabia?
- Olhe para o nosso neto, Berenice. – ela o obedeceu – Agora olhe para o rapaz que está lhe ensinando a tocar violão. O que você vê?
Berenice achou que o marido estava brincando, mas fez o que ele pediu. Instantes depois arfou, segurando sua mão com força.
- Será? – ela perguntou com esperança.
- Tenho toda a certeza do mundo! – a afirmou tirou-lhe um enorme peso dos ombros.

Diana arrumou as malas em tempo recorde. Precisava tirar Gabriel daquela cidade o quanto antes. Só voltaria a pisar em Pato Branco quando tivesse certeza de que Rodrigo estava com a agenda cheia de shows, de preferência do outro lado do país.
Voltou ao pavilhão e encontrou a mesa que ocupara com os pais vazia. Para aumento do seu desespero eles estavam sentados com os Massignan. Ali perto, num palco elevado, Rodrigo e Roger encontravam-se sentados em banquinhos afinando seus violões. Gabriel, sentado no chão defronte a eles, observava tudo com atenção.
Respirando fundo para controlar as emoções, foi em direção ao palco. Rodrigo estava de cabeça baixa, tão entretido em dedilhar uma canção que não percebeu sua chegada.
Diana aproximou-se com cautela do filho colocando as mãos em seus ombros, antes de falar em sua orelha.
- Esta na hora de irmos.
- Ah, não mãe! Agora? Eles ainda vão tocar! – alardeou Gabriel, alto o suficiente pra que Rodrigo olhasse pra eles.
- Você vai embora? Agora? – ele perguntou a Diana.
- Não gosto de dirigir à noite. – ela justificou.
- Você é uma policial. – lembrou-lhe Gabriel – Não se preocupa com essas coisas.
- Não gosto de dirigir a noite com você no carro.
- Mas mãe! Esperei até agora!
- Meia hora a mais, ou a menos... – pediu-lhe Rodrigo.
- Por favor... Por favor... Por favor...
Sentiu-se pressionada.
- Está bem! Meia hora. Depois estrada.
- Obrigado! – agradeceu Gabriel, tão feliz que lhe deu um dos beijos que ele próprio detestava.
Rodrigo sorriu e piscou pra ela. Com um sinal a Roger começaram a tocar, chamando para eles a atenção de todos no salão.
Sentar com os Massignan não era uma opção. Diana procurou uma cadeira vaga e se deparou com Toni e Nicole sentados num canto a observando. Sem hesitar se dirigiu a eles. O desespero estava tão evidente em seu rosto que os amigos se afastaram pra deixá-la sentar no meio deles, sendo abraçada por ambos.
- O que eu faço?
- São os laços de sangue. – afirmou Nicole – Não se pode lutar contra isso.
- Você sabia que mais cedo ou mais tarde isso ia acabar acontecendo. – esclareceu Toni – Me admira ter demorado tanto.
- Mesmo assim, o que eu faço?
Como nem os amigos tinham resposta resolveu relaxar e assistir o show improvisado.
Pra imensa satisfação pessoal de Berenice e Marcelo, Rodrigo não escondeu de todos os presentes seu interesse em Diana. Seus olhares e sorrisos dedicavam implicitamente cada música executada a ela.
Diana gostaria de ter aproveitado o momento e suspirado, como Nicole não parava de fazer em sua orelha. Mas não conseguiu. Nunca teria paz e chance de ser feliz com Rodrigo, sem revelar a verdade sobre Gabriel.
Exatamente meia hora depois, obediente Gabriel desceu do palco e foi em direção à mãe, mas deixou claro estar contrariado.
- Temos de ir embora mesmo?
- Sim, meu amor. Tenho coisas urgentes a fazer em Curitiba.
- Você promete me levar ao show deles um dia?
- Eu não sei...
- Eu prometo. – adiantou-se Toni.
- Está bem.
Despediram-se rapidamente de Toni e Nicole, a quem veriam na semana seguinte. A um sinal, Marcelo e Berenice os seguiram. Diana os deixaria em casa antes de seguir para Curitiba.
Ao avistar Diana e Gabriel saindo do pavilhão, Rodrigo apressou-se em acabar seu show. Desceu rapidamente do palco, mas teve seu caminho até a porta bloqueado por admiradores, a quem pedia desculpas e prometia voltar.
O sol forte do lado de fora ofuscou temporariamente seus olhos, mas não o impediu de enxergar a verdade – ela havia ido embora.

Quando chegou a Curitiba, Diana encontrou seu apartamento abarrotado com suas flores preferidas.
- Quando contei a ele que você voltaria hoje, Conrado correu fazer este agrado. – explicou Beatriz a pergunta muda de Diana e Gabriel – Devia ligar pra ele.
- Vou fazer isso. – confirmou Diana, antes de largar as malas e correr para o telefone.



Livro Diana- 17º Capitulo - Daianne Coll


 - Qual palavra da frase mantenha meu filho seguro e são em casa, vocês não conseguiram entender? – Diana perguntou irritada a Beatriz e Nicole.
     Havia acabado de passar três dias de campana no mato, investigando uma quadrilha de desvio de carga. Tinha obtido êxito na operação e se encontrava cansada, suja de lama da cabeça aos pés. Tudo o que desejava era um demorado banho relaxante e passar o resto do fim de semana debaixo das cobertas com o filho.
     - O Toni havia prometido a ele, esqueceu? – perguntou Nicole enquanto seguia a amiga até o banheiro, onde Diana começou a tirar as roupas sujas de lama, largando-as de qualquer maneira no chão.
 - O Toni é irresponsável!
     - Não é! O que queria que ele fizesse?
     - Ignorasse o Gabriel. Meu santo! Ele é só uma criança! Não se manda!
     - Desde que descobriu que eles iam fazer o show aqui, Gabriel não fala de outra coisa. O Toni só quis agradá-lo quando percebeu que ele não poderia ir. Não entram menores de doze anos.
     - Ele acreditou que não havia nada demais levar o garoto ao ensaio. – continuou Beatriz enquanto juntava pistola, carregadores e um par de algemas que Diana havia espalhado pelo quarto.
     - E como Toni acha que eles vão conseguir entrar no ensaio? Deve haver centenas de fãs com a mesma ideia.
     - E tem. Mas Toni ligou pro Rodrigo. Ele avisou que o nome deles ficaria na portaria e teriam total liberdade pra... – Nicole parou de falar assustada com o olhar assassinado que Diana lhe lançava, tendo seu efeito estragado pela cabeça cheia de espuma.
     - Ele ligou pro Rodrigo? Desde quando ele tem o telefone do Rodrigo?
     - Desde o momento em que Rodrigo lhe deu. Junto com um milhão de autógrafos pra que Toni ficasse de olho em você.
     Diana fechou com força a porta do box. Nicole admirou a resistência do vidro.
     Depois do banho, Diana lançou um olhar saudoso a sua cama, mas permaneceu firme e vestiu uma calça jeans, botas e uma jaqueta. Estava frio para o mês de abril e antes de sair pegou uma jaqueta para Gabriel. Não tinha certeza se o padrinho havia vestido o menino de acordo.
     - Não acredito que você vai sair Diana. – começou Beatriz – Você precisa descansar.
     - Não! Preciso ver o Gabriel.
     - Me engana que eu gosto. – alfinetou Nicole, sem tirar os olhos do programa que estava vendo na TV.
     - Depois me acerto com você! – ameaçou Diana antes de sair batendo a porta.
   - Como pode haver alguém tão teimoso no mundo? – perguntou Beatriz - O que ela acha que vai acontecer? Que vão sequestrar o filho dela? Se fosse filho do Conrado ainda...
     - Isso se chama a desculpa perfeita.
     - Desculpa pra que?
     - Pra rever o Rodrigo, oras!
     - O cantor?
     - É.
     - O que ela tem com ele?
     - Tesão reprimido.
     - Para tudo! Onde o Conrado fica nessa história?
     - Não fica. – Nicole bateu na poltrona a seu lado - Senta aqui tia! Do jeito que as coisas andam você vai ficar sabendo mais cedo ou mais tarde.
     - Do que? – perguntou Beatriz se apressando em sentar.
     - Da verdadeira historia de amor de Diana Lorenz...

     Diana chegou à casa de shows pouco antes das quatro horas. Notou com desanimo a horda de fãs do lado de fora que dificultariam sua entrada. Conseguiu atravessar a multidão em meio a empurrões e teve de mostrar sua identificação policial para franquear a entrada. Odiava fazer aquilo quando não estava em serviços, mas a situação pedia medidas extremas.
     Foi conduzida aos fundos do palco. Não conseguiu conter a exclamação de espanto com o tamanho da estrutura montada para o show, bem como a quantidade de luzes, instrumentos e pessoas que circulavam de um lado para o outro. Acreditava que bastava dois cantores e dois violões para fazer um show sertanejo.
     Avistou Roger conversando com um rapaz sentado defronte a um teclado e Toni falando serio ao telefone. Quando a avistou, sua expressão transpareceu que estava falando dela, possivelmente com Nicole. Ela o ignorou e procurou pelo filho, encontrando-o sentando a um canto com Rodrigo. Ambos seguravam violões e cantarolavam alguma musica. Cada vez que o menino errava a letra, Rodrigo acariciava carinhosamente seus cabelos.
     A raiva de Diana foi sobrepujada pelo amor.
     Caminhou em direção a eles. Ao avistá-la, Rodrigo sorriu surpreso e satisfeito.
     - Diana!
     - Mamãe! – Gabriel largou o violão e correu para ela, abraçando-a – Quando você voltou?
     - Agora a pouco. Só tive tempo de ir para casa tomar banho, antes de vir encontrá-lo.
     - Deu tudo certo no trabalho? – perguntou Rodrigo que também havia largado o violão e levantado.
     Na duvida, Diana manteve o filho como escudo.
     - Sim. Cansativo, mas valeu a pena.
     - Tio Toni disse que você ia dormir no mato. É verdade?
     - De certa forma, sim.
     - Sei que deve estar cansada, mas gostaria que assistisse ao show de hoje. Gabriel poderia assisti-lo da coxia.
     Gabriel encarou-a com os olhos brilhando de expectativa.
      - Hoje não. Obrigada. Como você mesmo percebeu estou cansada. Acabaria dormindo antes do final da primeira musica.
     - Isso era pra ser um elogio? - perguntou Rodrigo tentando esconder a decepção. Ela estava querendo ir embora - mais uma vez.
     - Claro que não. Só não seria boa companhia para um show. Mas no próximo... – ela começou quando Gabriel começou a retrucar – Prometo que a gente virá.
     - Promessa é divida!
     - Eu prometo! Agora vá avisar Toni de que estamos indo embora.
    Gabriel abraçou Rodrigo. Em troca ganhou um beijo no topo da cabeça, antes de correr para o padrinho.
     - É um menino de ouro. – Rodrigo comentou sincero.
     - Eu sei. – Diana afirmou ainda olhando para o filho.
     - Quando pretendia me contar que era mãe?
     Ela o encarou.
     - Notícia pública. Não imaginava que você não soubesse.
     - Não. Eu não sabia. Levei um susto quando soube.
     - Acredite, eu também.
     - Mesmo assim fez um ótimo trabalho.
     - Espero que sim.
     - Conheço o pai?
     Diana corou e desviou o olhar.
     - Por que quer saber?
     - Fiquei curioso. Perguntei ao Gabriel se o Toni era pai dele, pois o chama de papito, mas ele respondeu enfaticamente que não. Alegou ter sido concebido numa orgia, ou algo assim. – ele estava sorrindo nas ultimas palavras.
     - Meu Deus! Essa história de novo! A imaginação fértil do meu filho ainda vai acabar com a minha reputação.
     - Então...?
     - Então que a paternidade do Gabriel é algo que não sinto vontade de falar com ninguém. Foi traumático. Não gosto de tocar nesse assunto.
     - Desculpe-me. Não devia ter perguntado. 
     - Um dia você...
     - Quer jantar comigo na semana que vem?
     - Semana que vem?
     - É. Meu fim de semana de folga. Lembra?
     - Sim.
     - Quero passá-lo aqui. Com você!
     - Rodrigo, eu...
     - Você é comprometida e eu prometi esperar. Será só um jantar, no dia e hora que você escolher. Não custa dar uma esmola de vez em quando, não é?
     Ele parecia tão indefeso que Diana não conseguiu deixar de sorrir.
     - Tudo bem. Mas só um jantar! Nada de mão no pescoço ou beijos, entendeu?
     Ele sorriu deliciado por ela ter confessado uma fraqueza.
     - Prometo tentar me conter.
     - Ótimo. Ligue-me durante a semana. Aviso quando estiver a disposição. – afirmou com falsa arrogância.
     - Vou ligar. Agora vá pra casa dormir antes que eu esqueça minhas promessas.

Livro Diana- 18º Capitulo - Daianne Coll



     Diana não conseguiu concluir se o destino estava contra ou a favor dela. A única desculpa que poderia dar a Rodrigo cancelando o jantar deles, seria algum compromisso com Conrado. Mas este se adiantou e avisou que Melissa e Vanessa passariam o fim de semana em Curitiba. Ou seja, ela estava dispensada.
    No sábado, Diana despachou Gabriel para a casa de Beatriz antes de escolher um vestido vermelho que destacava sua pele clara. Fez uma maquiagem leve e depois de muita indecisão, largou os cabelos soltos de qualquer jeito. Era assim que Rodrigo gostava.
 Apesar de todo o esmero, afirmava a si mesma que não estava se arrumando para seduzi-lo e sim pra agradar a si mesma. Naquela hora seu namorado estava na companhia da ex-mulher, sabe-se lá fazendo o quê. Seu visual era uma forma de vingança.
     A campainha tocou pontualmente às oito horas. Diana terminou de passar perfume nos pulsos, antes de sair do quarto e encontrar Gabriel contando as novidades de sua semana a Rodrigo.
     Quando ela entrou na sala os dois pararam de falar e lhe lançaram olhares de admiração.
     - Exagerei? – perguntou indecisa.
     - Não! Definitivamente não! – respondeu Rodrigo – Você está maravilhosa!
     - Obrigada.
     - Está cheirosa, mãe.
     - Obrigada, meu amor. Agora vá avisar a tia Beatriz que estou saindo.
     - Você vai ficar em Curitiba amanhã? – Gabriel perguntou a Rodrigo enquanto se dirigia para a porta.
     - Acho que sim. Por quê?
     - Podíamos fazer alguma coisa juntos.
     - Gabriel! – repreendeu-o Diana.
     Rodrigo riu.
     - Se sua mãe deixar, eu adoraria.
     - Vou pensar. – ela falou antes que Gabriel começasse a implorar – Agora, tia Beatriz, por favor.
     Gabriel saiu enquanto Diana pegava sua bolsa.
     - Eu poderia fazer um programa legal com ele amanhã.
     - Não precisa. É serio!
     - Não faria por obrigação, Diana. Eu gosto dele! Parece que nos conhecemos há anos!
     Diana respirou fundo.
     - Você tem algumas horas para me convencer.
     Rodrigo sorriu empolgado, demonstrando que iria levar o pedido dela ao pé da letra.
     Encontraram com Beatriz no corredor. Ela os observou deslumbrada, não sabendo dizer se estava mais admirada por Rodrigo ser tão bonito pessoalmente ou por nunca haver visto Diana tão radiante, em toda sua vida.
    - Para onde vão? – perguntou depois de apresentada a Rodrigo e mais apaixonada por ele em dois minutos, do que esteve por Conrado em um ano.
     - Não faço ideia. – respondeu Diana sincera, olhando para Rodrigo.
    - Surpresa. Preciso me redimir do nosso primeiro jantar em Pato Branco. Foi fraco para os padrões elevados dela.
     - Do que está falando?
     - Ela adora o Boulevard. É o restaurante preferido dela.
     Rodrigo piscou para Gabriel. Já havia pegado a mesma dica com Nicole.
     - Não vou esquecer.
     - Vamos! Estão começando a me envergonhar.
     Defronte ao prédio um reluzente carro preto os aguardava, chamando a atenção de alguns moradores do prédio. Assim que os viu, o motorista apressou-se em abrir a porta para eles.
    - Tenho medo de perguntar o que isso significa. – ela disse tentado ignorar o fato de que, apesar do espaçoso banco traseiro, Rodrigo estar grudado nela.
     - Como disse, tenho de me redimir do nosso primeiro jantar. Você pode ter ficado com a impressão de que no fundo, não passo de um caipira.
     - Jamais pensaria isso.
    O motorista seguiu sem instruções e Diana, entretida na conversa com Rodrigo, somente percebeu que estavam na frente do Boulevard, quando pararam.
     - Como sabia? – ela perguntou tentando permanecer seria.
     - Não revelo minhas fontes. – afirmou antes de descer do carro e estender-lhe a mão.
    Apesar da enorme fila de espera, foram imediatamente conduzidos a uma mesa de canto. Diana percebeu que as conversas passavam a ocorrer em burburinho assim que Rodrigo era reconhecido.
     - É sempre assim? – ela perguntou quando sentaram.
     - Sempre.
     - Não se sente estranho sabendo que estão falando de você?
     - Não. Não dou à mínima. Pensei que estivesse acostumada.
     - Eu? - perguntou surpresa - Por causa da historia da loja de conveniência?
     - Também. Mas, mais por causa do seu namorado. Ele não é famoso?
     - Conrado? Não! A ex-mulher e a filha que são. E nunca saio junto com elas pra saber.
     - Por que não?
     - Não sei. É uma parte da vida dele em que não tenho interesse de participar.
     - Isso é estranho. E se vierem a se casar? Não vão ser todos uma família?
     - Nossa! Se um dia isso acontecer!
     - Se um dia acontecer? Há quanto tempo estão juntos?
     - Um ano.
     - E não pensam em casamento? Filhos?
     - Não.
     - Por que não?
     - Porque está bom do jeito que está!
     Ele sorriu satisfeito ao serem interrompidos para os pedidos. Era obvio que o relacionamento dela com Conrado não era tão solido como ele imaginava.
     - E você? Por que se separou? – ela perguntou enquanto estavam jantando.
     - Incompatibilidade de agendas.
     Ela o olhou atravessado.
     - Ué!. Não é o que as celebridades alegam?
     - Quando a duas partes são celebridades.
     - Hmmm. Na verdade foi por puro desgaste.
     - Isso é triste.
     - E foi mesmo. Logo após ela perder o bebe, o casamento fadou ao fracasso. Você ficou sabendo disso, não?
     - Sim. Em primeira mão. – ela completou com um suspiro ao recordar do dia doloroso.
     - Como assim?
     - Eu estava lá... Na clinica... Quando ela soube.
     - Você estava lá?
     - Sim. Eu vi quando você chegou preocupado perguntando por ela. Depois a recepcionista contou o que havia acontecido.
     Ele permaneceu alguns segundos em silencio, tentado afastar os pensamentos tristes.
     - Não quiseram mais filhos, depois disso?
     - Sim. Mas decidimos esperar. Minha carreira estava começando e a Helena gostava de me acompanhar nas viagens. Um bebe a seguraria em casa. O tempo passou, assim como a vontade. Quando percebemos, não tínhamos mais nada em comum.
     - Deve te sido difícil.
     - Não foi. Na verdade foi tão certo que hoje ela esta morando com um professor em Pato Branco. E está grávida.
     - Não diga! – Diana se sentiu feliz por ela.
     - Agora só falta eu encontrar minha cara metade. – ele segurou sua mão por cima da mesa - Quem sabe ela não esteja na minha frente, mas ela ainda não percebeu isso.
     Diana rolou os olhos numa atitude nada deslumbrante.
     - Beba Rodrigo! Beba! – ordenou contendo o sorriso, enquanto puxava sua mão de volta para si.

    - Vai me deixar levá-la a outro lugar, ou teremos de ficar aqui a noite toda? – ele perguntou depois de tomar o café.
     - Depende. Onde é esse outro lugar?
     - Nova surpresa. Mas se ajuda, prometo que haverá muita gente ao redor.
     - Mesmo com essa informação, algo me diz para não confiar em você!
     - Atitude típica de policial. Desconfiada por natureza. Mesmo dos inocentes.
     Diana riu e o som causou frisson em Rodrigo.
     - Vamos? – perguntou com certa urgência. Ela não percebeu.
    A passagem de Rodrigo pelo restaurante não passou incólume como ele gostaria. No corredor de saída foi solicitado a tirar fotos com o gerente, depois com garçons e por ultimo com os funcionários da cozinha. 
     Diana se recusou a participar das fotos e permaneceu no corredor esperando por ele. Minutos depois sua atenção foi voltada ao tumulto que vinha do lado de fora do restaurante. Com apreensão, pensou que a noticia de que Rodrigo estaria no local, havia se alastrado. Mas quando presenciou uma sorridente Vanessa Klein entrando no restaurante de mãos dadas com Conrado, entendeu o porquê de todo o fuzuê.
     O olhar das mulheres se cruzou, mas Vanessa desviou o seu, deixando claro que não conhecia Diana. Conrado entretanto, ao avistá-la, largou a mão da ex-mulher tão rápido, que parecia que ela havia lhe dado um choque.
     - Diana! O que está fazendo aqui?
    Diana sorriu encantadora para eles. Percebeu que Conrado chegou a se movimentar para beijá-la, mas recuou. Parecia saber que ela iria fazê-lo passar vergonha ao desviar o rosto.
     - Jantando.
     - Diana? A Diana do meu Conrado? – perguntou Vanessa analisando Diana de cima a baixo, sem deixar transparecer o que estava achando.
     - Não sei se sou a Diana do seu Conrado. – respondeu aproximando-se da atriz e lhe estendendo a mão – Diana Lorenz. – acrescentou sem perder o sorriso.
   - Vanessa Klein. Finalmente conheço a famosa Diana. Melissa não para de falar sobre você. – acrescentou Vanessa. Queria deixar claro que a filha falava dela, não seu ex.
     - Ela é um amor. 
     - Não esperava encontra-la. – acrescentou Conrado. Parecia infeliz.
     - Imagino que não.
    - Me queixei de fome e Conrado insistiu pra que déssemos uma passada aqui. Segundo ele, é a melhor comida da cidade.
     - Conrado tem razão. Você não vai se arrepender.
   Nesse momento Rodrigo juntou-se a eles, colocando despreocupado o casaco de Diana sobre seus ombros.
     - Melhor não arriscar sair sem o casaco.
     Diana viu, pela primeira vez, Vanessa demonstrar uma expressão autentica quando ela arregalou os olhos ao reconhecer Rodrigo.
    - Você é o cantor... – ela começou a falar, mas Rodrigo, que naquele momento os reconheceu, adiantou-se.
   - Rodrigo Massignan. – ele se apresentou, enquanto pegava a mão estendida dela e a beijava – Encantado.
     - Agora posso afirmar que esse restaurante é bem frequentado.
    - Concordo com você. – ele voltou sua atenção para Conrado. Diana acreditou ter visto faíscas saindo dos olhos de ambos – Conrado, não é? – perguntou ao lhe estender a mão.
     Conrado retribuiu o cumprimento.
     - Sim. Sou o namorado da Diana.
     - Claro. Ela comentou comigo.
     - Vocês estão juntos? – perguntou Vanessa, ainda devorando Rodrigo com os olhos. Diana se irritou.
    - Sim. Viemos jantar. Eu e Diana nos conhecemos há muitos anos. Somos da mesma cidade. Pato Banco.
     - Oh! É claro! - Concordou Vanessa, mas era obvio que não fazia ideia de onde era Pato Branco.
     Foram interrompidos pelo gerente da noite.
     - Senhor Conrado. Sua mesa está pronta. Se o senhor e sua esposa puderem me acompanhar...
     - Que pena termos chegado tão tarde, senão poderíamos jantar juntos. – tagarelou Vanessa indiferente à gafe do gerente.
     - Uma lástima. – concordou Diana não escondendo a ironia – Mas estamos de saída, não é Rodrigo? É muita celebridade para um restaurante só.
     Rodrigo segurou o riso antes de concordar. Estava em êxtase com a situação esdrúxula.
     - Claro. Temos muito assunto pra colocar em dia. Foi um prazer conhecê-los. – ele fez questão de dizer, encarando Conrado. – Tem como sairmos pelos fundos? – perguntou ao gerente.
     - Oh, sim senhor Rodrigo! Será mais tranquilo.
     - Ótimo! Por favor, peça para avisarem meu motorista.
     Sem delongas ele conduziu Diana para dentro da cozinha, ignorando Conrado e Vanessa. Diana o imitou.
     - O que foi aquilo? – ela perguntou assim que se acomodaram no carro.
     - Uma inesperada saia justa. – Rodrigo respondeu sorrindo - por dentro e por fora.
     - Já tinha um pé atrás com aquela mulher. Agora...
     - Isso se chama ciúmes. Ela é um encanto.
     Diana olhou horrorizada pra ele.
     - Não pode estar falando serio!
     - Estou brincando! Ela não parece alguém que brinca em serviço.
     - Se você também acha isso... - ela comentou afundando no banco confortável – Não estou louca.
     - Se fosse você daria o troco nele.
     Diana socou de leve seu braço e voltou a se sentar reta. O motorista dirigia de novo sem instruções.
     - Para onde estamos indo?
     - Relaxe. Prometi que seria um lugar lotado.
    Saíram dos limites da cidade e depois de alguns quilômetros entraram numa estrada de chão, em direção a luzes que brilhavam em meio as arvores. Alcançaram uma fila de carros que seguia vagarosa mata adentro.
     - O que é isso afinal?
     - Paciência. – ele pediu olhando ao redor curioso.
     Diana esperava por muita coisa, mas não pelo enorme telão ao ar livre.
     - Um cinema!
     - Um drive cinema. – Rodrigo a corrigiu.
   O motorista avançou pelo gigantesco descampando, guiado por vários manobristas com lanternas coloridas. Do local em que parou, a visão do telão era completa.
     - Depois do assédio e da saia justa, pensei que não conseguiríamos pegar a sessão da meia-noite.
     O motorista puxou os bancos dianteiros à frente, antes de sair sem dizer nada.
     - Como sabia da existência desse lugar? – perguntou Diana encantada.
   - Pesquisei programas pra se fazer em Curitiba neste fim se semana e este foi indicado. Ainda é experimental.
     - Cinema no carro. Parece que entramos naqueles filmes americanos onde os adolescentes aproveitavam para dar uns amassos.
     - Queria poder leva-la a um cinema comum, mas como você pode atestar no restaurante, não teríamos privacidade. Esse aqui foi um achado. E a ideia dos amassos não é nada ruim.
     - Nem comece!  – ela ordenou seria – Que filme iremos ver?
     - Algum de terror.
     - Perfeito.
    O motorista voltou e passou a Rodrigo uma cesta de piquenique e uma sacola térmica. Enquanto Diana conferia admirada o conteúdo da cesta – pipoca, brigadeiros e jujubas – o motorista passou a eles uma manta de lã que havia tirado do porta-malas.
     - Mais alguma coisa senhor?
     - Não, Aleardo. Está perfeito!
     - Esperarei o senhor ligar.
     - Obrigado.
    Assim que Aleardo se afastou, Rodrigo fechou as janelas e abriu o teto solar, expondo-os ao luar e ao frio de início da madrugada.
     - Manta? – perguntou a Diana enquanto abria a coberta e a estendia sobre as pernas deles.
     Diana o observava desconfiada.
    - O que foi? – ele perguntou com um sorriso convencido – Refrigerante ou champanhe? – perguntou ao abrir a sacola térmica.
     - Está jogando sujo. Champanhe.
     Ele abriu a garrafa gelada, tendo o cuidado de não deixar a rolha estourar.
     - Não sei por que acha isso. – comentou enquanto lhe passava o liquido servido em taça de cristal.
     - Jantar no Boulevard? Cinema? Champanhe? Brigadeiros caseiros?
     - E daí?
     - Tudo o que eu mais gosto?
     - Estou lutando com as armas que tenho. – ele deu de ombros, enquanto bebia.
     - Está tentando me seduzir.
    - Não nego. Não tenho nada a perder. – Rodrigo colocou sua taça vazia de volta a cesta – E o pouco que conseguir é lucro.
     Sem aviso se inclinou sobre ela e pousou os lábios em seu pescoço. Diana parou de respirar.
     Ela deixou a taça vazia rolar pelo banco, enquanto fechava os olhos e absorvia a carícia dos lábios dele em seu pescoço... Nas mãos puxando delicadamente seus cabelos para trás.
     - Ainda está chateada? – ele perguntou em sua orelha.
     - Pelo que? – Diana perguntou tentando manter uma linha mínima de raciocínio.
     - Em encontrar seu namorado com a ex?
     Ela abiu os olhos e o encarou.
     - Por que está perguntando? Nem lembrava mais disso.
     - Mas você ficou irritada.
     - Fiquei.
     - Então...?
      Ela suspirou impaciente.
    - Não fiquei irritada porque eles estavam juntos, ou de mãos dadas como se fossem marido e mulher. Fiquei irritada por que...
     - Por quê?
     - Porque ela ficou interessada em você! – confessou.
     Rodrigo abriu um sorriso de pura felicidade.
     - Não tem de se irritar por isso.
     - Sei que não tenho esse direito...
    - Não é disso que estou falando, Diana. – argumentou serio, mantendo suas mãos nos cabelos dela – Você não tem de se irritar com esse tipo de coisa porque nunca deixei de amar você.





3 Comentários

  1. Eu ADOREI Diana! *-*

    :*
    Mi
    Inteiramente Diva

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  2. Fico louca esperando os novos capítulos e está muito bom de lê-los. A autora é demais.

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  3. A procura de capitulos anterioes pois a historia é boa demais!!!

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