Posso confirmar que a cada capitulo que eu leio, mais boba eu fico. Tipo a Daianne coloca cada personagem e ainda me fez ficar confusa kkkk Já tem tanto homem bonito. Mais três capítulos.

Comentemmm rsrrs 

Livro Diana- 19º Capitulo - Daianne Coll

No momento em que ouviu as palavras, Diana soube que estava perdida.
     Pela primeira vez tomou a iniciativa e o beijou. Um beijo lento, terno. Até o momento em que ela mordeu de leve seu lábio inferior e Rodrigo gemeu satisfeito. O sinal que ambos esperavam.


     O filme começou e eles não tomaram conhecimento, preocupados em sentir.
    A temperatura esquentou e casacos foram atirados de lado. Rodrigo puxou Diana para seu colo e ela não protestou. O movimento fez seu vestido justo subir para os quadris, facilitando a exploração das mãos dele. Quando tentou abrir o zíper do vestido, ela imobilizou seus braços.
     - O que foi? – ele perguntou ofegante.
     - Não podemos fazer isso.
     Ele afundou de costas no banco e fechou os olhos.
     - Eu sei. Estou indo rápido demais...
   - Rodrigo. – ela riu e ele a observou confuso – Eu disse que não podemos fazer isso... Aqui! – ela apontou  ao redor.
     Ele se aprumou novamente interessado.
     - É claro! Estamos em publico!
     - Pois é.
     - E para onde que ir? O meu hotel?
     - Sem chance. Não quero ser manchete de jornal. Mas podemos ir a minha casa. Desde que...
     - Desde que...?
     - Desde que prometa ir embora antes de amanhecer. Não quero correr o risco de alguém te ver por lá.
     - Só falta dizer que está preocupada com o Conrado.
    - Claro que estou. Ele é carta fora do baralho. – ela afirmou quando ele se preparou para protestar – Mas antes que terminemos oficialmente, ele é meu namorado. E devo me preocupar com o que chega aos ouvidos dele.
     - Tudo bem. Prometo!
     Na certeza de que poderia convencê-la a mudar de ideia mais tarde, Rodrigo não perdeu tempo discutindo. Chamou Aleardo enquanto ele e Diana arrumavam suas roupas.
     Sem se preocuparem com a presença do motorista, trocaram beijos debaixo do cobertor até o apartamento de Diana.
     - Pegue os brigadeiros. - ela ordenou enquanto Rodrigo dispensava os serviços do motorista naquela noite.
     Diana abriu a porta principal do prédio, agradecendo por não haver nenhuma alma viva no corredor de entrada. Quando a porta do elevador abriu no sexto andar, ela tirou as sandálias de salto, enquanto segurava a porta.
     - Está esperando o que? – sussurrou – Tire os sapatos!
     - Só pode est...
     - Shhhhh!!!
     - Está com medo do que? – ele sussurrou de volta, mas tirou os sapatos enquanto segurava o riso.
    Sem barulho, ela abriu a porta do apartamento e a fechou com cuidado depois dele passar. Rodrigo largou os sapatos e tentou agarrá-la, sendo duramente afastado.
     - Ainda não! – ela sussurrou, desta vez com mais dificuldade.
     - O que foi agora? – ele perguntou impaciente.
     - Preciso ver se eles estão dormindo aqui!
     Ele a puxou para um beijo, antes de sussurrar em sua orelha.
     - A essa altura, isso não faz a mínima diferença.
     Diana soube claramente o que ele queria dizer com aquilo.
    Depois de confirmarem que o quarto de Gabriel estava vazio, Diana o conduziu ate seu quarto, trancando a porta ao passarem.
     - Pronto! Não foi tão difícil assim.
     - Não sei se me sinto um criminoso ou um adolescente.
     Diana o agarrou pelas lapelas do casaco, fazendo-o cair na cama com ela. Ao contrário do que seu corpo exigia, Rodrigo tirou suas roupas sem pressa, explorando com todos os sentidos cada parte exposta.   Quando chegou sua vez de retribuir Diana não teve paciência, arrancando as roupas dele de qualquer maneira.
     Amaram-se durante horas querendo compensar os anos afastados. Quando Rodrigo sucumbiu ao sono, Diana não o acompanhou, preferindo observá-lo sob a luz do abajur. Passou a mão com delicadeza em seus cabelos, desejando que ainda pudessem estar naquela mesma posição depois que ela lhe contasse a verdade.
     Quando a claridade tímida começou a atingir o horizonte, Diana suspirou e começou a beijar suas costas.
     - Rodrigo. Está na hora.
     - Hmmm.
     - Acorda dorminhoco.
     - Por quê? – ele perguntou sem abrir os olhos.
     - Porque está amanhecendo. Precisa ir embora.
     - Não quero ir embora.
     - Você prometeu.
     Ele abriu os olhos e Diana arfou com a cor - um surpreendente azul céu. Estava tão admirada que não antecipou o movimento furtivo dele, enquanto a prendia na cama sobre o seu corpo.
     - Porque iria embora se vou levar você e o Gabriel para almoçar daqui a pouco?
     - Vai levar! Desde que vá embora agora, durma e volte por uma hora da tarde.
     - Está frio lá fora. – ele explicou, enquanto mordiscava seus seios, fazendo-a gemer.
     - Você tem casaco... Em algum lugar.
     - Não vou conseguir um táxi a essa hora.
     - É só andar duas quadras...
     - E se alguém me reconhecer? Posso ser sequestrado por uma dona de casa madrugadora.
     Ela se desvencilhou da boca faminta dele e pegou a chave na mesa de cabeceira.
     - Pode ir com meu carro. Não vou usá-lo.
     Rodrigo aceitou a chave, colocando-a no chão com suas roupas amarrotadas. Tentou sua última cartada.
     - Ainda quero fazer amor com você.
    - Porque acha que te acordei alguns minutos antes?

     O carro estava impregnado com o perfume de Diana. Foi à primeira constatação de Rodrigo ao entrar no utilitário esportivo que ela lhe emprestara para ir embora. Dirigiu sorrindo ao relembrá-la empurrando-o para fora da cama e depois catando suas roupas nua pelo quarto, fazendo-o desejá-la novamente.
     Foi direto ao Hotel. Em vez de dormir como qualquer pessoa normal faria, preferiu rabiscar numa folha de papel palavras que a intensa noite de amor fizera aflorar em sua mente.
     Ao meio dia a letra da musica estava pronta e ele buscava a melodia perfeita no violão. Não querendo se atrasar deixou a inspiração temporariamente de lado e tomou um banho rápido, antes de voltar ao apartamento de Diana.
     Encontrou Gabriel sentado na frente do prédio, conversando com outros garotos da sua idade. Ao avistar Rodrigo, o menino sorriu e correu em direção ao veículo, não esboçando nenhuma surpresa ao vê-lo dirigindo o carro de sua mãe.
     - Oi, amigão. – cumprimentou-o Rodrigo, com um abraço carinhoso.
     - Oi.
     - Sua mãe esta pronta? Estou com fome.
     - Ela está pronta, mas não para sair com a gente.
     - O que?
     Diana saiu do prédio vestida de preto da cabeça aos pés. A única outra cor que havia na roupa eram letras brancas com os dizeres Policia Civil em seu colete aberto, que deixava entrever um coldre com pistola na cintura. Sua calça tinha os bolsos laterais estufados e ele achou melhor não imaginar o que poderia haver ali dentro.
     - Bom dia! Dormiu bem? – ela o cumprimentou sorridente.
     - Foi uma manhã proveitosa.
     Rodrigo a queria em seus braços de novo, mas o olhar dela se desviou para o filho, que os observava atento. Limitou-se a beijá-la no rosto.
     - Vai trabalhar?
     - Sim. Vou ter de deixar os dois sozinhos esta tarde. Posso confiar em vocês?
     - Não me envergonha, mãe.
     - Onde irá levá-lo? – ela perguntou séria, ignorando o comentário do filho.
     - Não se preocupe. Pensaremos juntos num lugar discreto e usarei meu disfarce para andar em publico.
     - Disfarce?
     - É bem eficiente. Nem você me reconheceria.
     - E se o disfarce não for suficiente.
     Ele apontou para um carro preto, parado a pouca distancia.
     - Os seguranças mais discretos que existem. Até eu as vezes esqueço-me deles.
     - Tudo bem. Mas quero mensagens de hora em hora no meu celular, ok?
     - Ela é sempre tão exagerada? – Rodrigo perguntou a Gabriel.
     - Está piorando.
     - Pare de reclamar. Senão te tranco dentro de casa e só te deixo sair para ir à escola.
     Diana beijou o filho enquanto o empurrava para dentro do carro. Voltou para o lugar onde Rodrigo a esperava e que não seriam ouvidos por Gabriel.
     - Conversou com o Conrado?
     - Ainda não. Ele ficou de ligar assim que a filha e a dondoca fossem embora.
     - Viajo hoje à noite pra São Paulo. Vai dar tempo da gente se ver?
     - Não sei. Não faço ideia de que horas meu serviço vai acabar.
     - Terei de ir embora sem um beijo decente?
     - Fica na conta para a próxima vez. Tem noção de quando voltará a Curitiba?
   - Não. – ele suspirou – Tenho de verificar a agenda com meu empresário. Não posso cancelar os compromissos assumidos.
     - Nem eu quero isso. – ela apressou-se em explicar.
     - A partir de hoje vou exigir mais dias de folga. E quando não puder, quero você e o Gabriel comigo.
     Ela sorriu e ajeitou a gola de sua camisa com carinho.
   - Vou pensar no seu caso. – afirmou antes de colocar os óculos escuros e sorrindo se dirigir a uma gigantesca camionete preta que acabara de estacionar.
     Um policial armado desceu do banco dianteiro e a cumprimentou, enquanto se dirigia ao banco traseiro. Diana ocupou o seu lugar.
     - Aquele não é o cantor sertanejo? – perguntou Mateus, enquanto colocava o veículo em movimento.
     - Sim. Ele mesmo.
    - Minha nossa! É muito mais lindo pessoalmente. – comentou Michele, a única investigadora do grupo.    Quase deslocara o pescoço olhando para trás.
     - O que ele esta fazendo com seu carro? – insistiu Mateus.
     - Uma longa história, meu amigo. E ainda com final indefinido.
     E com esse comentário no ar, passou a cuidar dos detalhes da operação que tinham pela frente.


Livro Diana- 20º Capitulo - Daianne Coll

  Quando hora depois Diana desceu da viatura em frente a sua casa, não se surpreendeu ao avistar o carro de Conrado, nem quando ele abriu a porta num convite pra que ela entrasse.
     - Oi. – ela o cumprimentou sem emoção.
     - Oi, Diana.
     Nenhum fez menção de se aproximar do outro.
     - Faz tempo que está esperando?
     - Umas duas horas.
     - Porque não entrou?
     - Não quis incomodar. Sei que Gabriel tem hora pra dormir e não queria obrigar a Beatriz a largar seus filmes pra me fazer sala.
     - Ela não se sente assim.
     O silêncio constrangedor se abateu sobre eles.
     - E você e o tal do Rodrigo Massignan?
     - O que tem?
     - Esta acontecendo alguma coisa que eu deveria saber?
     - Acredito que não mais do que esteja acontecendo entre você e a Vanessa.
     - É diferente. Eu e a Vanessa temos um passado. Uma filha em comum. Nunca mais sairemos da vida um do outro.
     - Que não seja por isso. Rodrigo é o pai do Gabriel.
     Ele a encarou aturdido.
     - O que?
     - O que você ouviu. E agora ele vai ser uma companhia constante na minha vida, assim como a Vanessa na sua.
     Ele sentiu a magoa nas palavras dela.
     - Você nunca vai entender, não é?
     - Poderia. Mas é difícil quando os vejo de mãos dadas.
     - Foi pra fugir dos fotógrafos.
     - Aposto que foi o próprio agente dela quem os avisou que vocês estariam lá.
     - Do que está falando?
     - O óbvio. Quando cheguei com Rodrigo, não havia um único fotografo de plantão no local, como já era de se esperar para Curitiba. Mas foi só a senhora celebridade aparecer que dezenas de fotógrafos se materializaram do nada.
      - Olha! Não estou a fim de discutir isso. Só preciso que entenda a finalidade da Vanessa na minha vida. Senão, nosso relacionamento vai ser difícil.
     - Concordo com você. E continuo afirmando que não entendo e não aceito.
     - O que quer dizer? Está terminando comigo? – ele perguntou incrédulo.
     - Sim. – Diana afirmou rude para imediatamente se arrepender - Sinto muito por isso, mas não podemos mais continuar juntos.
     Conrado encarou a vista do para-brisa, enquanto tamborilava os dedos no volante.
     - O cantorzinho tem alguma influencia na sua decisão?
     - Sim. – concordou, sabendo que mentir não ajudaria - Muita.
     - Está apaixonada por ele?
     - Pior. – sorriu triste - Nunca deixei de amá-lo.
     Conrado sorriu também, enquanto abaixava a cabeça no volante.
     - Da mesma maneira que você nunca deixou de amar a Vanessa. – continuou Diana – Não tente se enganar.
     - Assumo que gosto demais dela, mas isso nunca me impediu de pensar em ter outra família.
     - Então está se enganando, Conrado. Nenhuma mulher vai querer constituir família com você, enquanto você e a Vanessa se tratarem como mais do que pais da Melissa.
     Ainda deitado sobre o volante, ele virou a cabeça para encará-la.
     - Fiz tudo errado?
    - Não. – ela afirmou passando a mão carinhosamente em seu cabelo – Você me fez viver momentos maravilhosos nesse ultimo ano. Vou guardá-los com carinho para sempre.
     - Espero que ele saiba valorizar o que está roubando de mim. – afirmou abraçando-a – E cuide bem daquele moleque.
     - Vou cuidar.
     Diana abriu a porta do carro. Estava para descer, quando ele a segurou.
     - Posso perguntar uma coisa?
     - Claro.
     - Porque Rodrigo nunca se apresentou ao Gabriel como pai ele?
     - Porque ele não sabe disso.
     - Diana!
     - Eu sei! Eu sei! Vou cuidar disso nos próximos dias.
     - Bom. Só posso lhe desejar boa sorte. Se precisar de um ombro amigo, sabe onde me procurar.
     - Deixe-o a disposição. Tenho a sensação de que vou precisar dele mais cedo do que gostaria.

     Numa sexta-feira, quase três semanas depois, Diana mal havia entrado em casa quando Gabriel gritou:
     - Mãe! O Rodrigo está no telefone. Quer falar com você!
     Diana largou as sacolas de compras no chão e correu pegar o aparelho que o filho lhe estendia.
     - Alô.
     - Oi, amor da minha vida.
     - Oi. Onde você está?
     - No hotel, em Araraquara. Faremos um show daqui a pouco.
     - Pensei que estava me ligando pra dizer que estava aqui. – afirmou decepcionada.
     - Impaciente. Mas tenho uma boa noticia.
     - Qual?
    - O show de amanha começa às seis da tarde. Acredito que até as dez da noite consiga chegar a Curitiba.
     - Jura?
     - Uhum. Tenho uma surpresa para você.
     - Surpresa?
     - Vai adorar!
     Ela olhou para o filho.
     - Bom. De qualquer maneira precisamos conversar. Também tenho uma surpresa pra você.
     - Eu hein! Esse tom não foi dos mais animados. Não sei se quero essa surpresa.
     Ela forçou-se a rir.
     - Você não tem escolha.
     - Então conte agora!
     - Não! Tem que ser pessoalmente.
     - Está bem. Ligo assim que estiver descendo em Curitiba. Vou leva-la para jantar.
     - Ótimo programa.
     - E avise que não vai voltar cedo. Se é que irá voltar.
     - Como se eu fosse falar isso pro meu filho.
     - Lembre ao Gabriel que meu domingo está reservado pra ele.
     - Só a ele?
     - Não ciumenta.
     - Não sou ciumenta. Só estou com saudades.
     - Eu também. Preciso desligar. Estão quase derrubando a porta do quarto. Não respeitam o fato de que estou falando com minha namorada. – ele terminou a frase gritando para quem o chamava.
     O uso da palavra namorada fez Diana se sentir feliz como uma adolescente.
     - Namorada? Sou a única namorada que ainda não beijou oficialmente seu namorado de três semanas.
     - Amanhã compensaremos.
     - Vou cobrar.
     - Eu te amo.
     - Eu também. – ela corou com o olhar indagativo do filho – Tchau.
     - Ele avisou que vamos sair no domingo? – Gabriel perguntou assim que Diana desligou o telefone.
     - Avisou. Poderíamos convidá-lo para almoçar no clube. Será que ele iria gostar?
     - Eu gosto.
     - Então com certeza ele vai gostar.

     Era quase meia-noite quando o telefone de Diana tocou. Ela que já estava preocupada com a demora de Rodrigo, atendeu ao segundo toque.
     - Estou aqui embaixo. – avisou Rodrigo.
     - Suba! – pediu aliviada.
     - Hoje não. Tem algo que preciso te mostrar.
     - Agora?
     - Já. Estou te esperando.
     Como Gabriel havia ido posar no apartamento de Toni, Diana só se preocupou em pegar a bolsa antes de correr para o elevador. Encontrou Aleardo parado ao lado do veículo escuro e com os vidros fechados.
     - Oi Aleardo. – o cumprimentou feliz.
     - Boa noite, senhorita Diana.
     Ele abriu a porta do passageiro e Diana não precisou de convite para entrar e se atirar nos braços de Rodrigo. Não houve necessidade de palavras. Quando ele a afastou, estavam parados em frente a outro prédio.
     - Onde estamos? – ela perguntou quando o motorista abriu a porta para que saíssem.
     - Em casa.
     - Casa? Você alugou um apartamento?
     - Não. Eu comprei um apartamento. – ele revelou conduzindo-a para dentro de um hall com chão em mármore branco.
     - Não acredito nisso. Pra que precisaria comprar um apartamento? Você vem tão pouco a Curitiba.
     - Primeiro. De agora em diante virei mais vezes a Curitiba.
     - Hmmm.
     - Segundo. Há outro motivo importante pra justificar a minha decisão.
     - Qual?
     Ele sorriu misterioso enquanto entravam no elevador espelhado. A curta viagem até o décimo andar foi suficiente para um beijo cheio de promessas. Saíram num hall decorado com painéis escuros, que ladeavam a porta dupla de vidro jateado. Rodrigo tirou uma chave do bolso e abriu a porta, antes de convidar Diana a entrar.
     O apartamento era claro, amplo e desprovido de móveis.
     - O que acha?
     - Bonito. Chique.
     - Útil. Pedi a minha agente que o comprasse. Como é óbvio, precisa de investimento em móveis. Tem somente o básico. Como espero que você passe muito tempo aqui comigo, nada mais justo que me ajude a escolher.
     - Vou adorar. Mas ainda não entendi a urgência da compra. Poderíamos ficar lá em casa.
     - Esse é o ponto.
     - Que ponto?
     - Não quero nunca mais ser expulso de uma cama quente às seis horas da manhã. Simplesmente não posso correr esse risco.
     Diana encarou-o incrédula.
     - Está brincando, não é?
     - Não brinco com dinheiro.
     - Tudo isso... - ela apontou a sua volta – Porque pedi pra você ir embora cedo?
     - Uhum. Aqui não teremos hora pra acordar e não correremos risco de sermos interrompidos pelo Gabriel. Ou a sua tia.
     - Você é louco!
     - Você me deixa louco! – ela a puxou para seus braços - E sabe disso.
     Rodrigo a beijou, mas Diana não correspondeu como ele esperava.
     - Algum problema? Não gostou da surpresa?
     - Gostei. É lindo! Mas precisamos conversar.
     - Ah! Você precisa me contar alguma coisa. É isso?
     - É.
     - Sem problemas. Mas primeiro posso te mostrar o resto?
     Sem lhe dar tempo de responder, ele a conduziu ao corredor, apontando portas no caminho.
     - Aqui vou montar um escritório... Um banheiro igual a todos os banheiros...
     Parou numa das portas do fundo, fazendo todo um cerimonial para abri-la. Os olhos de Diana imediatamente marejaram.
     Tratava-se de um quarto grande, com paredes e móveis brancos. O único colorido vinha do jogo de cama com o personagem de desenho animado preferido de Gabriel.
     - Imaginei que às vezes... Quando você tiver de trabalhar, ele possa ficar comigo. – ele justificou sem graça.
     - Ele vai adorar.
     - Ei! Não precisa ficar assim. – Rodrigo comentou ao ver as lagrimas dela – Não é nada demais.
     - Claro que é! – Diana respirou fundo – Você pensou no meu filho!
     - Pode parecer falso ou exagerado, Diana, mas estou apaixonado por ele tanto quanto por você!
     Ela desistiu de segurar o choro e o abraçou com força. Sem saber o que fazer, Rodrigo limitou-se a acariciar seus cabelos e continuar conversando.
      - Vou tirar um dia inteiro pra ficar com ele no shopping. Vou deixar que escolha os brinquedos para o quarto.
     - Se fizer isso, ele vai levar os brinquedos embora.
     - Que seja. Quando ele vier, traz de volta.
     Diana fungou, enxugou as lagrimas e olhou para ele.
     - A gente precisa conversar.
     - Não quer ver nosso quarto primeiro? – ele perguntou dengoso.
     Ela rolou os olhos.
     - Nosso?
     - Nosso! – confirmou enquanto abria a ultima porta, revelando um quarto parecido com o de Gabriel.
     O branco predominava nos moveis e nas paredes, que tinham como único ornamento uma enorme TV de LED. Cobrindo a cama gigante, havia lençóis com temática oriental.
     - É básico. – ele afirmou.
     - É lindo!
     - Não. Você é linda. – ele declarou enquanto voltava a beijá-la e tentava desajeitadamente desfazer o nó de seu casado.
     - A gente precisa conversar. – ela avisou sem determinação, envolvida em tirar a blusa dele.
     - Você está grávida?
     - Não! – negou Diana encarando-o – De onde tirou essa ideia?
     - Você não pára de dizer que precisa me contar algo. Ainda está apaixonada pelo Conrado?
     - Não! – dessa vez ela riu.
   - Então não há absolutamente nada que eu queira saber nesse momento. – ele afirmou enquanto finalmente tirava seu casaco, deixando a mostra um minúsculo vestido de cetim que mais parecia uma camisola provocante – Se imaginasse o que havia debaixo do seu casaco, teria expulsado Aleardo do carro.
     - Não exagere. – ela suspirou enquanto tirava a camisa dele, passando com desejo seus dedos pelo peitoral definido, descendo pela barriga firme, indo direto ao cinto da calça – É só um vestidinho.
     - Só um vestidinho? – ele perguntou mordicando seu queixo, passando pelo maxilar, pelo pescoço e subindo a orelha, na caricia que ela mais gostava – Espero que não tenha esquecido de trazer algemas.
     - Não imaginava que fosse pervertido.
     - E não sou. Mas no momento estou disposto a ser dominado por você.
   Diana sorriu e se afastou. Deixou o vestido deslizar pelo corpo, revelando um provocante lingerie magenta. Observou com satisfação os olhos dele escurecerem de desejo. Empurrou-o para a cama, antes de montar sobre ele.
     - Prove que merece ser dominado.
     Rodrigo deslizou as alças do sutiã pelos seus ombros, desnudando os seios firmes, antes de sugá-los.
     Diana perdeu a capacidade de pensar. O assunto Gabriel ficou esquecido por mais algumas horas.

Livro Diana- 21º Capitulo - Daianne Coll


     O sol ainda não havia esquentado o dia, quando Diana acordou desorientada. Além da cama diferente e da claridade mais forte do que estava acostumada, havia um braço estendido por sua barriga.
     Sorriu preguiçosa ao contemplar Rodrigo dormindo de bruços, roncando levemente. Não fazia duas horas que haviam se deixado levar pela exaustão e resolvido dormir, mas ela se sentia recuperada. Rodrigo, em compensação, parecia precisar de mais algumas horas de sono.
 Fez um leve giro de cento e oitenta graus com o corpo e livrou-se da mão dele, enquanto levantava.   Caminhou em silêncio pelo quarto juntando suas roupas, antes de se dirigir ao banheiro. Ligou a ducha na água quente e decidiu lavar os cabelos. Teve de se contentar com o único xampu masculino que havia decidindo que, se ia passar mais noites por ali, precisava fazer compras.
     Estava enxaguando os cabelos com os olhos fechados e mentalizando os itens de sua lista, quando sentiu o ar frio entrado pela porta do box sendo aberta.
     - Porque não fui convidado a acompanha-la? – perguntou Rodrigo, encostando-a sem cerimônia de costas no azulejo frio.
     Surpresa, Diana não havia aberto os olhos quando sentiu a boca dele se apoderar de um seio, subir pelo pescoço e alcançar sua boca num beijo lascivo. Enlaçou uma das pernas em sua cintura para estreitar o espaço entre eles e Rodrigo a penetrou.
     Ela esqueceu do azulejo frio e abriu os olhos, encontrando os dele brilhando. O desejo por ela era tão claro, que se perguntou se também seria tão transparente aos olhos dele.
   Rodrigo a beijou, calando suas indagações mentais e levando ambos ao êxtase. Permaneceram abraçados em silencio, curtindo cada sensação que aos poucos esmorecia.
     - Pelo óbvio. – ela disse em seu pescoço, ainda abraçada a ele.
     Rodrigo se afastou para observá-la.
     - O que é óbvio?
     - A resposta a sua pergunta. Porque não o chamei para tomar banho. Você ia me distrair.
     Ele tirou os cabelos molhados do rosto dela, colocando-os com carinho atrás da orelha.
     - Você é linda! – justificou serio.
     - Eu amo você! – ela afirmou sem pensar.
     - Repete.
     - O que?
     - Repete o que acabou de dizer.
     Ela suspirou envergonhada, enquanto olhava para o lado.
     - Eu amo você.
     - Olhando pra mim.
     - Meu santo! – sabendo que ele não pararia de insistir, encarou-o sorrindo – Eu amo você!
     - Sabia que é a primeira vez que você me diz isso?
     - Não.
     - Pois é!
     - Não! Eu já havia dito que amava você.
     - Quando?
     - No telefone. Não se lembra?
     - Eu lembro. Mas você só falou eu também.
     - É a mesma coisa.
     - Não é a mesma coisa. – ele afirmou abraçando-a com força – Eu amo você!
     - Desconfiava disso. Agora posso terminar meu banho? Tenho compromissos sociais a cumprir.
     - Vai embora? Pensei que íamos passar o dia juntos.
     - E vamos. Só não quero que o Gabriel perceba que passei a noite fora.
     - Diana! Minha inocente Diana! Ele sabe que você está comigo.
     - Mesmo assim. Quero que primeiro ele nos veja juntos. Entenda que é oficial. Não quero correr o risco de ele pensar mal de mim.
     - Ele nunca pensaria mal de você. Ele a idolatra.
     - Pode ser. Mas ainda tenho um compromisso cedo e você deveria dormir mais um pouco.
     - Que compromisso é esse?
     - Encontro no meu clube de motos. Eles fazem alguns shows de manhã e o Gabriel adora assistir.
     - Clube de motos? Desde quando você é motoqueira?
     - Desde que comprei uma moto há uns quatro anos.
     - Quando irá parar de me surpreender?
     - Infelizmente não ainda. – ela respondeu baixo, enquanto ele enxaguava os cabelos e não a ouviu.

     Depois de convencer Rodrigo a voltar a dormir e encontrar-se com ela e Gabriel mais tarde, Diana voltou para casa, trocou de roupa e foi ao apartamento da tia. Encontrou-a compartilhando um convidativo café da manhã com Gabriel.
     - Bom dia! – os cumprimentou enquanto beijava os cabelos do filho.
     - Bom dia. – Gabriel resmungou de boca cheia.
     - Bom dia! Voltou cedo! – cumprimentou-a Beatriz.
     - Pois é.
     - Está radiante hoje. Até a pele parece mais luminosa.
     - Digamos que a noite foi bem aproveitada.
     - Rodrigo está dormindo lá em casa? – perguntou Gabriel sem rodeios.
     - Não! De onde tirou essa ideia?
     - A tia Beatriz disse que eu só podia ir pra casa depois que você acordasse. Achei que fosse por isso.
     Beatriz fez cara de vitima.
     - Poderia acontecer.
     - Para informação dos dois, Rodrigo passou a noite no apartamento que ele comprou aqui na cidade.
     - Ele fez isso? – Beatriz perguntou ávida – Comprou um apartamento aqui?
     - Uhum.
     - Então o negocio é serio! – ela olhou para Gabriel – Bem mais serio do que eu imaginava.
    Diana entendeu a dica. Havia sido alertada por Nicole de que a tia sabia da verdade, mas até aquele momento, nenhuma das duas tivera vontade de conversar sobre o assunto.
     - De hoje não passa. – ela informou.
     - O Rodrigo vai com a gente no encontro?
   - Vai, filho. Só que mais tarde. E se você não quiser perder nada, melhor ir colocar a roupa que eu separei. Está em cima da sua cama.
     Gabriel virou seu copo de achocolatado e saiu correndo de pijama e meias.
     - Como vai abordar o assunto? – perguntou Beatriz.
     - Não faço ideia. Tentei contar pra ele algumas vezes ontem a noite, mas Rodrigo parece pressentir que alguma coisa está errada. Ele me corta. Não me deixa falar! Estou estressada só de pensar na reação dele.
     - Se acalme. É óbvio que ele ama você e gosta muito do Gabriel.
     - Ele disse que ama o Gabriel.
     Beatriz sorriu.
     - Como diz a Nicole, laços de sangue. Ele vai superar.
     - Mas e o Gabriel? Vai superar e me perdoar também?
     Gabriel era uma criança. Beatriz tinha medo da resposta.

2 Comentários

  1. deixa eu ver se eu entendi, um livro publicado em um blog capitulo a capitulo? Adorei!!! vou passar nas outras paginas pra achar o resto da historia que to meio perdida ai volto aqui kkk

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  2. Esse livro tá muito bom de ler, mas eu quero um exemplarrrrrrr...hehe

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