E finalmente acabou.... Eu quero mais.... Mais e mais, nossa esse livro com certeza é ótimo, esse casal então. Vai ficar na memoria srrs 


Capitulo 25   




Se Rodrigo acreditava que reconquistar Diana seria fácil, se viu completamente enganado.

    Depois do fim de semana que passaram viajando como uma família, ela voltou a Curitiba sozinha e quando telefonava era somente para conversar com o filho. Quando as férias de Gabriel acabaram e Rodrigo ia a cidade visitá-lo, ela estava sempre ocupada com o serviço ou em encontros com amigos, nunca tendo tempo de parar para conversar com ele.

Rodrigo tentou se conformar com o fato de que pelo menos ela não o tratava com indiferença, e não havia voltado a namorar Conrado, como ele descobriu depois, seu filho e Beatriz haviam tentado fazer com que ele acreditasse.
    Cansado de esperar Diana lhe dar uma chance, convenceu-a a levar Gabriel para assistir ao show que ele faria na cidade, e que se realizaria em uma casa noturna. 
    Sabendo que Rodrigo passaria a semana antecedente ao show na cidade, Diana cuidou para que Gabriel ficasse hospedado no apartamento dele, e assim houvesse poucas oportunidades para que ela e Rodrigo se encontrassem. Havia sofrido por amor tempo demais e evitaria qualquer possibilidade de uma nova rejeição, por mais que seu coração exigisse o contrário.
    Concordara em ir ao show única e exclusivamente por que Rodrigo aparecera de surpresa na sua frente, enquanto ela deixava o filho na porta do seu apartamento, onde não tinha a intenção de entrar. Ele a ouvira se despendido do filho e saíra correndo do banheiro assim que desligara o chuveiro. Tivera somente tempo de enrolar uma toalha na cintura.
   Diana fez um esforço sobre humano para reprimir as emoções enquanto acompanhava gotas de água escorrendo do cabelo dele, descendo pelo rosto até o abdômen, numa trilha que ela se imaginou percorrendo com a língua. Alheio a fantasia Rodrigo conversava com ela, que chegou a captar frases sobre um show, mesas reservadas e a chance do Gabriel assistir de fora da coxia.
     - Então...?
     - Então? - ela repetiu a pergunta tentando se concentrar no presente.
     Ele sorriu fazendo-a perder a concentração de novo.
     - Posso contar com você? O Gabriel depende disso.
  Não importava sobre o que Rodrigo estivesse falando. A menção da ultimas palavras, ela concordaria com qualquer coisa.
     - É claro que sim. Hmmm... Bom... Preciso ir. A gente se vê por ai.
     - Não quer entrar? Jantar com a gente?
     - Oh, não! Tenho que ir mesmo.
     - Algum compromisso?
     - Não. Sim. Vou trabalhar. – afirmou sincera – Cuide dele.
   Ela apontou para o filho e antes que ele tivesse a chance de tentar convencê-la a ficar, Diana correu para o elevador que, para azar de Rodrigo, ainda estava no andar.
   Para entrar na casa noturna, Diana, Gabriel e Beatriz tiveram de atravessar um corredor formado por mulheres histéricas, que não paravam de gritar por Roger e Rodrigo. Suspirou aliviada quando percebeu que a casa noturna estava lotada, mas não abarrotada como o lado de fora.
   - Eles estão ali! – apontou Gabriel. Indicava a mesa onde seus padrinhos estavam sentados.
   Diana os cumprimentou e sentou entre Gabriel e Beatriz, que estava ansiosa para assistir ao primeiro show daquele que já considerava seu sobrinho, e que havia lhe prometido uma noite inesquecível.
    As luzes foram diminuídas e sob os primeiros acordes de um dos maiores sucessos, a dupla adentrou ao palco. Quando todos imaginavam que iriam começar a cantar, o som foi baixando e Roger tomou o microfone, enquanto Rodrigo dedilhava o violão.
     - Boa noite a todos os presentes.
     Ele esperou as ovações pararem antes de continuar.
    - Hoje o show será diferente. Atendendo a pedidos, tocaremos modas de viola. Canções de artistas consagrados e algumas musicas compostas por nosso compositor particular... - ele apontou para o irmão – Rodrigo Massignan.
     Rodrigo sorriu tímido para a platéia, enlouquecendo as fãs.
     Diana se perguntou irritada se ele fazia aquilo de propósito.
     - Espero que gostem, curtam e cantem conosco.
     Sem maires delongas os dois levantaram o publico com Galopeira.
    Diana não acreditava que os shows que assistira em Minas Gerais pudessem ser superados, por todo espetáculo de luzes e sons montados em prol deles. Mas ali, na simples companhia de violões e um acordeom, eles fizeram o melhor show que ela sequer poderia ter imaginado. E pela empolgação da platéia não era a única.
    Não viu o tempo passar e quase duas horas depois, quando Rodrigo começou a falar com o publico, estava tão relaxada e feliz que levou alguns segundos para entender do que se tratava.
    - ...e numa manhã de muita inspiração, nesta mesma cidade, escrevi esta musica. Confesso que tive dificuldade em encontrar a melodia certa para ela. Foi quando minha musa inspiradora me alertou que gostava de moda de viola. Foi como juntar duas de um quebra cabeça. Encaixaram direitinho. – ele sorriu – Será a primeira vez que a canto em público. Espero que todos apreciem.
     Ele ajeitou o violão e olhou direto a a área onde Diana estava sentada.
    - Diana, grande amor da minha vida. Dedico essa canção a você e ao nosso filho Gabriel. – ele afirmou, anunciando pela primeira vez em publico que tinha um filho.
    Diana sentiu o rosto corar e tentou ignorar os aplausos entusiasmados de seus conhecidos na mesa, alertando aos demais presentes que a mulher a quem Rodrigo se referia estava ali. Quando a musica começou, ela soube que havia caído num abismo de amor profundo, do qual nunca mais conseguiria sair.
    A letra falava de amor a primeira vista, percalços, mau entendidos, perdão e amor eterno. Todos estavam tão absorvidos pela profundidade da musica, que não se ouvia outro som no enorme salão, a não ser a voz de Rodrigo e os acordes de seu violão. E quando ele ainda cantando, desceu do palco e se dirigiu a Diana, até mesmo as fãs decepcionadas pela explicita declaração de amor não conseguiram evitar um suspiro.
     - ...e tudo isso porque... - ele finalizou a canção ajoelhado em uma das pernas, aos pés dela, sendo tudo demonstrado no enorme telão montado atrás do palco – Não sei viver sem você!
     Diana esqueceu dos ressentimentos e das promessas que fizera a si mesma, e o puxou para si, quando protagonizaram um beijo cinematográfico.
     A platéia foi a loucura. Roger teve de terminar o show sozinho e se despedir dos fãs, pois Rodrigo não dava sinais de que iria largar Diana para voltar ao palco.
     No dia seguinte, quando os veículos de comunicação anunciavam que um dos mais promissores solteiros do pais estava fora do mercado, Diana e Rodrigo estavam longe, curtindo uma lua de mel mais do que merecida.
Cinco anos depois...
     Rodrigo chegava em casa com Gabriel, quando avistou Diana arrumando uma mochila na moto. Suspirou ao reconhecer as roupas pretas que ela usava em serviço, decepcionado em ter que adiar a noite de descanso que havia planejado ao seu lado, depois de três semanas fora de casa.
     - Pare aqui, Aleardo, por favor.
    Aleardo estacionou o carro ao lado da moto. Diana se inclinou na janela que Rodrigo acabara  de abrir.
     - Bem vindo!
   Sem se incomodar com a presença de Gabriel, deu-lhe um beijo demorado que prometia tentadoras complementações.
     - Diga que não vai passar o fim de semana fora. – ele pediu quando conseguiu respirar de novo.
     - Não. Só algumas horas.
     - Justo hoje?
   - A bandidagem não tem hora para trabalhar. Aproveite para convencer seu filho a largar um pouco esses fones de ouvido.
     Ambos olharam para Gabriel. De olhos fechados fingia não ouvir que os pais falavam dele.
     Diana voltou para a moto, onde começou a ajeitar o capacete.
     - Porque de moto? Para que tem aquele carro enorme na garagem?
     - Para dias de chuva. – ela anunciou – Alem do mais são quase seis horas da tarde e vai estar um transito infernal na rodovia. Não devia ter ouvido você quando me convenceu a comprar uma casa tão afastada.
     - Mas foi você quem escolheu...
    - Ta bom, assumo. Não suportava mais mulheres histéricas gritando na minha janela, mesmo quando você estava no Amapá. Mas no momento não disponho de motorista particular e preciso me mandar.
     - Não por isso. O Aleardo leva você num minuto.
    - Estava brincando, meu amor. – Ela sorriu enquanto ligava a moto – Tenho de aproveitar o pouco tempo que me resta.
     - Resta para o que?
     - Antes da barriga começar a aparecer. Grávidas e motos não combinam. – anunciou antes de se colocar em movimento.
    Rodrigo levou alguns segundos para entender. Quando se deu conta do que ela falara, desceu do carro como agilidade e pôs-se a gritar no meio da rua.
     - Diana! Volte aqui já! Diana!
     Ela buzinou e acenou com a mão, antes de virar a esquina do condomínio e desaparecer.
    Rodrigo ficou olhando para a rua onde a esposa havia acabado de sumir com um sorriso bobo nos lábios, até perceber a presença de Gabriel ao seu lado. O garoto tirou os fones de ouvido e acompanhou seu olhar. Ambos agora na mesma altura e com idênticos olhos azuis naquele dia.
     - A família vai aumentar. – anunciou Rodrigo orgulhoso.
     - Escutei. – Gabriel deu de ombros como típico adolescente.
   - Porque sua mãe tem de ser estranha? Seria tão difícil contar que está grávida como qualquer outra mulher faria?
     - Vem perguntar isso pra mim? Até cinco anos atrás eu achava que havia sido concebido numa orgia.
     Rodrigo riu ao recordar da historia.
     - Não foi uma orgia, mas que ela vale por muitas mulheres, ah, isso vale.
     - Por favor, pare! Não preciso saber desse tipo de detalhe.
    Rindo mais ainda Rodrigo desmanchou os cabelos loiros de Gabriel, enquanto seguiam para dentro de casa. Juntos esperariam o retorno de Diana. Como sempre deveria ter sido. 

Um Comentário

  1. a cada post desse livro me encanto mais com a historia, tomara que tudo de certo! que angustia, o final promete mais eu espero que ainda demore

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