Sinopse - "Numa realidade alternativa o mundo como nós conhecemos não existe mais, dando início a uma nova era. Os poucos documentos que chegaram à Era Apocalíptica, como ficou sendo chamada, mostram que, por volta da metade dos anos dois mil, o mundo entrou em colapso devido a uma guerra global por recursos naturais, levando o planeta à beira da destruição e acabando de vez com a avançada civilização que existia. Essa guerra ficou conhecida como a Guerra Final e, somada a doenças devastadoras que foram desenvolvidas a partir de armas biológicas, reduziu a população mundial que era de aproximadamente oito bilhões para pouco menos de trezentos milhões. A barbárie e o caos acabaram com a Era Cristã e deram início a selvageria e em uma única lei, a lei da sobrevivência. Nesse mundo obscuro, surgiu a figura dos Imperadores, homens que, por possuírem certas poucas tecnologias como torre de rádios para a comunicação, veículos para a locomoção a longas distâncias, criação de animais para comida e principalmente reservas de águas o bem mais precioso, agruparam-se em torno de uma “elite” e escravizaram quem estava ao seu redor. Sentel York é a última cidade remanescente na Terra, e onde acredita-se que se possa recomeçar a civilização, e a disputa por seu controle será mortífera. E em meio a esse cenário de guerra e de conspirações Eric, um ex-major da extinta Força Especial da Salvação, um grupo para-militar que lutou contra a tirania nos tempos de guerra, terá sua vida mudada depois de um encontro inesperado com Safira, uma menina de apenas dez anos. Ela está sendo perseguida por um dos Imperadores que acredita que ela seja a chave para controlar toda a cidade. Dessa forma Eric passa a ser seu protetor e uma caçada eletrizante começa para se colocar as mãos na menina. Eles farão de tudo para tê-la, Eric fará de tudo para que eles não consigam". 

Minha opinião – Antes de começar a falar o que eu achei do livro, preciso explicar um pouco sobre a história. É possível perceber pela sinopse que o mundo em que ocorre a trama é um mundo caótico, violento, corrupto e com poucos recursos disponíveis.

“Chacal era o “dono” (Imperador) da parte sul da cidade. Era um homem de dois metros de altura, com músculos por todo o corpo. Era branco como uma vela e com olhos azuis penetrantes.... Com uma barba negra e densa e a careca toda tatuada com caveiras e símbolos esquisitos.... Não possuía escrúpulos” (p.15).

“M era o imperador do norte da cidade. M nunca mostrava o seu rosto, usava sempre uma capa preta e um lenço que lhe cobriam a face. A única pessoa com quem ele falava era o seu segundo no comando: Juno” (p.21).

No subterrâneo de Sentel York, temos o imperador Bu, que comanda a cidade de baixo pois possui um gerador que fornece à cidade energia por horas limitadas durante o dia (adaptado da p.25).

Como vocês podem perceber pela descrição dos imperadores, cada um tem uma personalidade diferente, porém o objetivo de todos é o mesmo: derrubar os outros dois imperadores e ser o único governante. Eric estava “vivendo” a sua vida da melhor forma possível (ou seja, de forma lamentável!) quando percebe que uma garotinha está sendo perseguida pelos cães (nome dos lacaios do Chacal). A garotinha, que se chama Safira, desperta em Eric um instinto protetor que há muito tempo havia sido esquecido. O mesmo instinto que o fez integrar a Força Especial da Salvação. O que o imperador poderia querer com aquela garotinha? Essa é a pergunta que acaba despertando o interesse nos outros imperadores, e dessa forma, Eric tem que enfrentar não um exército para salvar Safira, mas sim três!
O livro é repleto de cenas de ação e violência, não é um livro para os fracos rs. O modo como a sociedade é tratada pelos imperadores, as mulheres vistas como escravas que são humilhadas a todo momento, são situações fortes que dominam a trama. Sem contar o estado de miséria que é relatado, tudo isso junto traz uma imagem impactante como cenário para essa história.
Os personagens secundários, a maior parte deles, assassinos, são figuras que não mostram apreço pela vida humana, usando-a como uma moeda de troca tanto financeira quanto política. O livro conta com uma trama muito bem desenvolvida, com personagens fortes (adorei a história do M!!) e alterna os dias presentes com as lembranças de Eric durante o seu treinamento militar. Encontrei pouquíssimos erros de digitação (acredito que foram três), e durante toda a leitura do livro, fiquei curiosa querendo saber o que os imperadores querem com a Safira. Para os fãs de uma leitura mais “real”, “Sentel York – os três imperadores” de Diego de Lima, sem dúvida é uma ótima pedida!
BiografiaFilho de uma potiguá e um parabaibano que migraram para o Rio de Janeiro na década de oitenta, Diego se considera o “encontro” de três culturas: A nordestina, passada através de seus pais e a qual ele sempre se identificou muito, amante das danças, costumes e comidas nordestinas que é. A cultura da favela, onde viveu até os dez anos de idade, e onde pode conhecer a dura realidade de uma vida de privações e a cultura do “asfalto” (como é conhecida pelos moradores da favela) da Zona Sul do Rio de Janeiro onde passou a viver a partir dos onze anos, devido ao emprego do pai, porteiro de um condomínio de luxo em Ipanema, um dos metros quadrados mais caro de todo o Brasil.
Espero que tenham gostado da resenha!
Beijos
Carol

4 Comentários

  1. a capa é bem forte, chama bastante a atenção e a tematica parece interessante mais como vc disse é para os fortes e eu sou fraca, fraca kkk. ainda não cheguei a esse partarmar de fortaleza:) to mais pro romance mesmo

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  2. Não curto ler tramas com muita violência, :(

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  3. ação e violência? não gosto muito deste tema.

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  4. ótima resenha! beijos e abraços para todos do blog!

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