Bom dia Leitores do Acordei com Vontade de Ler! Hoje vou falar um pouco sobre uma nova parceria do blog, a Geração Editorial e os seus lançamentos. Vamos conferir?


A Geração Editorial é uma das mais jovens editoras do país. Foi fundada em 1992, pelo escritor e jornalista Luiz Fernando Emediato. Seus três primeiros livros – “A República na Lama”, de José Nêumanne, “A Volta do Fradim”, de Henfil, e “A Grande Ilusão”, do próprio Emediato – foram lançados na Bienal Internacional do Livro de São Paulo naquele ano. Diferente das demais editoras – seu proprietário e editor é também escritor polêmico – a Geração está sempre provocando o mercado e a mídia, com seu slogan atrevido: “uma editora de verdade”.Desde então a editora não deixou de causar polêmica. O livro de Nêumanne tratava do impeachment do presidente Collor e foi um dos primeiros instant books produzidos no Brasil, ainda durante o calor dos fatos. Logo em seguida a Geração publicou o explosivo “Mil Dias de Solidão”, do ex-porta-voz de Collor, Cláudio Humberto Rosa e Silva.Considerada a mais barulhenta e a mais eclética das editoras ditas de “interesse geral”, a Geração publicou livros de Frei Betto, petista, e de Luiz Antônio de Medeiros, arqui-adversário do PT; de Luiza Erundina e de Cleto Falcão, do grupo político ligado ao ex-presidente Collor; de Plínio Marcos, considerado um dos malditos da literatura brasileira, e de Ivan Angelo, já considerado um dos clássicos da moderna literatura; dos irlandeses Neil Jordan e Patrick McCabe, cujas vidas se mesclam com o cinema, a literatura e a militância política com simpatia pelo IRA; e do inglês Will Self, da nova literatura inglesa transgressiva.Do romance à poesia – a Geração conseguiu transformar em bestseller o livro de poemas “Teia”, da poeta Orides Fontela – da filosofia (“Heidegger”, de Rüdigger Safranski) à história da ciência (“Darwin”, dos ingleses Adrian Desmond e James Moore, já na terceira edição), dos quadrinhos de Henfil ao debate nacional (“Qual Reforma Agrária?”, de Francisco Graziano): a Geração Editorial é, como insiste seu proprietário, “aberta, pluralista, libertária, radical: nós publicamos de peito aberto e com estardalhaço tudo aquilo que as demais editoras temem publicar ou publicam discretamente”. Por causa disso, vários livros da Geração estiveram proibidos durante algum tempo, como “Mil Dias de Solidão”, de Cláudio Humberto ou “Psicopata”, de José Luiz Tavares. A Geração lutou na Justiça, durante mais de um ano, para liberar a autobiografia “Nos Bastidores do Reino – A Vida Secreta na Igreja Universal do Reino de Deus”, de Mário Justino, que ficou apenas 22 dias nas livrarias. Em janeiro de 2001, lançou o corajoso bestseller “Memórias das Trevas – Uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães”, de João Carlos Teixeira Gomes, que provocou uma grande crise política e desmascarou de vez o coronel nordestino.

A outra história do mensalão

Autor: Paulo Moreira Leite

Coleção: História Agora

Categoria: Reportagem

Formato: 16×23

Páginas: 352

Peso: 500g

ISBN: 9788581301518

R$ 34,90

Editora: Geração

Uma verdade incômoda sobre o Mensalão -Neste livro corajoso, independente e honesto, o jornalista Paulo Moreira Leite, que foi diretor de Época e redator -chefe de Veja, entre outras publicações, ousa afirmar que o  julgamento do chamado mensalão foi contraditório, político e injusto, por ter feito condenações sem provas consistentes e sem obedecer à regra elementar do Direito segundo a qual todos são inocentes até que se prove o contrário.Os acusados estavam condenados por aquilo que Moreira Leite chama de opinião publicada, que expressa a visão de quem tem acesso aos meios de comunicação, para distinguir de opinião pública, que pertence a todos — antes de o julgamento começar. Naquele que foi o mais midiático julgamento da história brasileira e, possivelmente, do mundo, os juízes foram vigiados pelo acompanhamento diário, online, de todos os seus atos no tribunal. Na sociedade do espetáculo, os juízes se digladiaram, se agrediram, se irritaram e até cochilaram aos olhos da multidão, como num reality show.Este livro contém os 37 capítulos publicados pelo autor em blog que mantinha em site da revista Época, durante os quatro meses e 53 sessões no STF. A estes artigos Moreira Leite acrescentou uma apresentação e um epílogo, procurando dar uma visão de conjunto dos debates do passado e traçar alguma perspectiva para o futuro. Ler esses textos agora, terminado o julgamento, nos causa uma pavorosa sensação. O Supremo Tribunal Federal, guardião das leis e da Constituição, cometeu injustiças e este é sem dúvida um fato, mais do que incômodo, aterrador.Como no inquietante O Processo, romance de Franz Kafka, no limite podemos acreditar na possibilidade de sermos acusados e condenados por algo que não fizemos, ou pelo menos não fizemos na forma pela qual somos acusados.Num gesto impensável num país que em 1988 aprovou uma Constituição chamada cidadã, o STF chegou a ignorar definições explícitas da Lei Maior, como o artigo que assegura ao Congresso a prerrogativa de definir o mandato de parlamentares eleitos. As acusações, sustenta o autor, foram mais numerosas e mais audaciosas que as provas, que muitas vezes se limitaram a suspeitas e indícios sem apoio em fatos. A denúncia do “maior escândalo de corrupção da história” relatou desvios de dinheiro público, mas não conseguiu encontrar dados oficiais para demonstrar a origem dos recursos. Transformou em crime eleitoral empréstimos bancários que o PT ao fim e ao cabo pagou. Culpou um acusado porque ele teria obrigação de saber o que seus ex -comandados faziam (fosse o que fosse) e embora tipificasse tais atos como de “corrupção”, ignorou os possíveis corruptores, empresários que, afinal, sempre financiaram campanhas eleitorais de todos, acusados e acusadores. Afinal, de que os condenados haviam sido acusados? De comprar votos no Congresso com dinheiro público, pagando quantias mensais aos que deveriam votar, políticos do próprio PT — o partido do governo! — e de outros partidos. Em 1997 um deputado confessou em gravação publicada pelo jornal Folha de S. Paulo que recebera R$ 200 mil para votar em emenda constitucional que daria a possibilidade de o presidente FHC ser reeleito. Mas — ao contrário do que aconteceu agora — o fato foi considerado pouco relevante e não mereceu nenhuma investigação oficial. Dois pesos, duas medidas. Independentemente do que possamos aceitar, nos limites da lei e de nossa moral, o fato é que, se crimes foram cometidos, os criminosos deveriam ter sido, sim, investigados, identificados, julgados e, se culpados, condenados na forma da lei. Que se repita: na forma da lei. É ler, refletir e julgar. Há dúvidas — infelizmente muitas — sobre se foi isso o que de fato aconteceu.

Antes de partir

Autora: Bronnie Ware

Tradutor: Chico Lopes

Categoria: Desenvolvimento Pessoal

Acabamento: Brochura

Formato: 15,6 x 23 cm

Págs: 316

Peso: 420g

ISBN: 9788563420312

PreçoR$ 29,90

Editora: Jardim dos Livros

SinopseEis que, ao falar da morte, Bronnie Ware nos enche de vida nestas preciosas páginas. Sem a intenção de escrever um livro de autoajuda, ela acaba nos revelando lições imorredouras. E nos ensina que ser quem somos exige muita coragem; que o valor verdadeiro não está no que possuímos; que o que importa é como vivemos as nossas vidas; que podemos fazer alguma diferença positiva; que a vida não nos deve nada, nós é que devemos a nós mesmos; que a gratidão por todos os dias ao longo do caminho é a chave para reconhecer e curtir a felicidade agora; que a culpa é tóxica; que a solidão não é a falta de pessoas, mas de compreensão e aceitação; que é possível inventar vidas e demolir prisões criadas por nós mesmos. Enfim, ao falar da morte, baseada nos relatos de dezenas de pacientes terminais, a escritora nos revela que a percepção do tempo limitado pode aumentar a consciência que temos da vida, esta preciosidade indefinível. É perda de tempo tentar defini-la — o mundo é espelho, reflexo de nós mesmos.

Sobre a autoraBronnie Ware é escritora, cantora e compositora australiana. Ficou conhecida através de seu blog pessoal, em que compartilhava as principais histórias e experiências de seus pacientes à beira da morte. Com o sucesso do blog, decidiu publicar o seu primeiro livro, Antes de partir. Seu site oficial é clique aqui.

Elizabeth I – o anoitecer de um reinado

Autora: Margaret George

Tradutora: Lara Freitas

Acabamento: Brochura

Formato: 15,6 x 23 cm.

Páginas: 796

Categoria: Romance histórico

ISBN: 9788581300764

Peso: 984g

Preço: R$ 59,90

Editora: Geração Editorial

Sinopse: "Neste majestoso romance, o leitor enxerga os últimos anos da lendária rainha da Inglaterra não somente através dos olhos desta, mas também pelos de sua prima e rival Lettice Knollys, banida da corte por ter se casado com o grande amor de Elizabeth, o conde de Leicester. Essa rivalidade gera con itos que envolvem personalidades da época, como o lósofo Francis Bacon, o explorador Walter Raleigh, o pirata Francis Drake e os dramaturgos Marlowe e Shakespeare (um dos amantes de Lettice). Quando o conde de Essex, lho de Lettice e do nado amor da soberana, se torna o favorito de Elizabeth, a Rainha Virgem enfrenta a maior ameaça à sua vida e a tudo que ela construiu em quase quarenta e cinco anos de reinado, a chamada era elisabetana. Em 1588, às vésperas do ataque da Invencível Armada espanhola ao reino inglês, Elizabeth I, rainha da Inglaterra, começa a contar a sua história até a sua morte em 1603, período do seu longo reinado que constituiu a primeira Idade de Ouro da história de seu país. Mais um extraordinário romance histórico da autora de Memórias de Cleópatra, Maria Madalena e Helena de Troia".

Elizabeth I – O anoitecer de um reinado

Majestoso romance histórico lançado pela Geração Editorial remonta os últimos anos da lendária rainha da Inglaterra, Elizabeth I
Margaret George, uma das principais autoras de romances históricos da atualidade, mistura imaginação e erudição para trazer de volta à vida a maior e mais enigmática de todas as rainhas inglesas em Elizabeth I – o anoitecer de um reinado, permitindo aos leitores conhecer em primeira mão as decisões, triunfos e perdas dessa estadista sábia e previdente, mas também humana e passional. Quando a narrativa começa, em 1588, Elizabeth I é rainha há trinta anos, e o seu reino está prestes a ser invadido pela Invencível Armada espanhola. A grande soberana ainda é poderosa, mas acometida por calores da menopausa e necessitada de apontamentos para auxiliar a memória. Nesse mesmo ano morre o seu grande amor, o conde de Leicester, e ela vai perdendo para o tempo um por um dos seus amigos e conselheiros. O leitor enxerga os últimos anos da rainha pelos olhos desta e pelos de sua prima Lettice, igualmente ruiva e parecida com ela em caráter, embora seja o seu oposto em personalidade e estilo de vida. Elizabeth pensa no bem do seu reino, Lettice procura vantagens para a sua família; Elizabeth é a Rainha Virgem, casada com o seu povo, ao passo que Lettice tem diversos amantes, entre eles o próprio William Shakespeare, e três maridos, um dos Leicester, o homem que Elizabeth mais amou. Por causa desse casamento, a rainha baniu a prima da corte e, desde então, uma rivalidade ferrenha entre essas duas mulheres inteligentes e fortes acarreta conflitos que acabam por envolver cortesãos e personalidades da época, como o filósofo Francis Bacon, o explorador Walter Raleigh e os dramaturgos Marlowe e Shakespeare. Ao se tornar o último grande favorito de Elizabeth, o conde de Essex, filho de Lettice e do finado amor da rainha, revela-se uma das piores ameaças à sua vida e a tudo que ela construiu em quase quarenta e cinco anos de reinado. Com reconstituição de época impecável, narrativa envolvente e diálogos dignos do melhor roteiro de cinema, este majestoso best-seller compõe um retrato fiel da soberana mais formidável da Idade Moderna… e da única mulher que ela não conseguiu controlar.
Sobre a autoraMargaret George costuma viajar pelo mundo inteiro a fim de realizar pesquisas para escrever as suas obras, das quais a Geração publicou Memórias de Cleópatra (em três volumes) — já traduzida para dezenove idiomas —, Maria Madalena e Helena de Troia. Norte-americana, Margaret mora em Madison, Wisconsin, com o marido.

Anoitece no Iraque

Autor: Patrick Ericson

Tradutora: Mírian Ibañez

Gênero: Romance

Acabamento: Brochura

Formato: 15,6 x 23 cm

Págs: 472

Peso: 623g

ISBN: 9788581300719

Preço: 39,90

Editora: Geração

Sinopse: "Este novo romance do espanhol Patrick Ericson mostra como funcionam as mentes doentias que dirigem o mundo. Mistura de realidade e ficção, o livro revela antecedentes do ataque terrorista ao World Trade Center e os reais motivos da invasão do Iraque pelos EUA. É a sede de vingança que move o personagem central do romance, Jack Parsons, um tenente norte-americano que perdeu a mulher no atentado às Torres Gêmeas. Ele participa da guerra e descobre o interior da alma de Lúcifer. Um livro de arrepiar".

Uma verdade mais assustadora do que o terrorismo e a guerra

Um romance arrasador, que vai muito além da grande falácia do 11 de Setembro e das fictícias “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein.
Após perder a esposa no atentado do 11 de Setembro, o tenente norte-americano Jack Parsons jura se vingar do terrorismo islâmico. Participa então da subsequente invasão dos Estados Unidos ao Iraque, onde descobrirá os horrores de uma guerra que, à medida que avança rumo a Bagdá, vai se revelando cada vez mais ilógica e desnecessária. A crueldade dos soldados norte-americanos para com as vítimas, as violações constantes de direitos humanos, bem como a farsa por trás desse confronto, cuja verdadeira motivação parece ser o controle do petróleo, fazem Jack suspeitar que está sendo manipulado como um marionete por homens sem escrúpulos. Pouco antes de ser ferido em combate, Jack testemunha a venda de informação confidencial por parte de um arqueólogo iraquiano a um jornalista inglês. Os documentos falam de uma conspiração na qual o governo dos EUA estaria diretamente envolvido nos atentados da Al Qaeda contra o World Trade Center em 2001. A terrível revelação leva o tenente Parsons a retornar ao campo de batalha, com a intenção de se apoderar do Projeto Brainwashing (“lavagem cerebral”), um plano de dominação mundial engendrado por pessoas influentes e poderosas próximas a Washington DC, e que justifica quaisquer atrocidades. Assim que conhecer a verdade sobre as sinistras intenções da Casa Branca, Jack moverá céus e terra para levar a cabo o seu plano de vingança pessoal, só que desta vez contra a sua própria bandeira e contra o governo do seu próprio país. De leitura instigante e envolvente, este formidável romance de temática muito atual é povoado não só de personagens reais, como George W. Bush, Bin Laden, Barack Obama e a primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto, mas também de criações plausíveis, como os jornalistas que arriscam a vida na guerra e o casal de arqueólogos que esconde relíquias artísticas do Museu de Bagdá para não serem destruídas pelos bombardeios.
Sobre o autorPatrick Ericson (pseudônimo de José María Fernández-Luna Martinez) nasceu em Alhama de Murcia, Espanha, em 1962. Eclético e autodidata, estreou em 2000 com o romance Baile de dríadas. Já publicou sete livros, entre eles o de poesia De profundis. Em 2010, a Geração lançou seu best-seller O símbolo secreto, romance sobre a maçonaria.

O Arlequim da Pauliceia – Imagens de São Paulo na poesia de Mário de Andrade

Autor: Aleilton Fonseca

Gênero: Poesia

Acabamento: Brochura

Formato: 18,5 x 23 cm

Págs: 296

Peso: 605g

ISBN: 9788581300993

Preço: 29,90

Editora: Geração

Sinopse: "Esqueça a pressa. Pegue o bonde e viaje lentamente pela São Paulo do início do século passado em companhia de Mário de Andrade e de fragmentos de sua poesia. Este livro, de autoria de Aleilton Fonseca, é um túnel do tempo, um passeio pelo centro velho de Sampa, lembrando, de certa forma, o filme Meia noite em Paris, em que Woody Allen promove o encontro do protagonista com grandes escritores e pintores da belle époque. Textos e fotos se encaixam com perfeição para nos fazer voltar ao passado, mergulhando-nos na obra do modernista, que amou São Paulo como ninguém. Vista uma capa para se proteger da garoa que caía insistentemente sobre a cidade, tornando-a londrina e melancólica. E sinta como Mário de Andrade amou a maior megalópole do Brasil. Boa viagem. Você está em ótima companhia. “Prazer em conhecê-lo, meu caro Aleilton”, diria o modernista".

Viaje de bonde com Mário de Andrade

Este passeio poético pelo centro velho de Sampa lembra, grosso modo, o filme Meia noite em Paris, em que Woody Allen promove o encontro do protagonista com grandes escritores e pintores da belle époque. Só que o encontro é “apenas” com Mário de Andrade, que vale por muitos.Em O arlequim da Pauliceia, Aleilton Fonseca destaca o amor de Mário de Andrade por São Paulo, ao mesmo tempo em que descobre novos sentidos em sua obra, mesclando excertos dela e fotografias das primeiras décadas do século 20. O resultado primoroso nos conduz a uma viagem nostálgica e poética.Sensorialmente, o leitor terá o prazer de andar de bonde, molhar-se na São Paulo da garoa, iluminar-se à luz dos lampiões a gás, acompanhar a construção do Teatro Municipal, da Catedral da Sé, do Edifício Martinelli, ver simples transeuntes de terno, gravata e chapéu no centro velho da cidade, mulheres vestidas à la française, à sombra dos primeiros arranha-céus, ouvindo os ruídos dos primeiros automóveis importados e o burburinho cada vez mais rumoroso de uma Pauliceia que engatava marchas em direção a uma loucura que se desenhava e se redesenha até hoje. Se você nunca leu Mário de Andrade esta obra vai despertar o seu desejo. E se já leu vai ter uma nova leitura, uma redescoberta. Aleilton se coloca elegante e humildemente em segundo plano para elevar Mário de Andrade à altura que ele merece. Os dois se merecem e se incorporam na busca de compartilhar o sentimento e a poesia com os seus semelhantes.“Ao tematizar a cidade de São Paulo, Mário de Andrade produz, sobretudo, uma poética do olhar. A atitude de contemplação da paisagem urbana é um dos traços mais fortes de toda a sua obra”, destaca o autor. Segundo ele, o modernista pregava uma poesia que exprimisse os sentimentos unânimes do homem diante da agitada vida urbana. Exprimir a cidade em versos significava, para o poeta, domá-la, pô-la nas rédeas da linguagem, de novo humanizá-la, tornando-a inteligível, transparente ao sentimento humano, explica Fonseca. O leitor está em ótima companhia. Desacelere e volte ao início do século passado. Depois volte devagarinho, para não se assustar com a cidade atual diante de si. Mário de Andrade já previa esta explosão e este caos, pero sin perder la ternura 
Sobre o autor Aleilton Fonseca (1959) escreve ficção, poesia e ensaios. Publicou, em poesia: Movimento de Sondagem (1981), O espelho da consciência (1984); Teoria particular (mas nem tanto) do poema(1994), As formas do barro & outros poemas (2006) e Une rivière dans les yeux/Um rio nos olhos(edição bilíngue, 2012); em ensaio: Enredo romântico, música ao fundo (1996) e Guimarães Rosa, écrivain brésilien centenaire (Bélgica, 2008); em conto: Jaú dos Bois e outros contos (1997), O desterro dos mortos (2001, 2010, 2012), O canto de Alvorada (2003, 2004), Les marques du feu et autres nouvelles de Bahia (França, 2008), A mulher dos sonhos & outras histórias de humor (2010, ), As marcas da cidade (2012); publicou dois romances: Nhô Guimarães (2006), O pêndulo de Euclides (2009), e a novela Memorial dos corpos sutis (2012); além disso organizou Melhores poemas de Sosígenes Costa (2012) e co-organizou As formas informes do desejo (2010) e Jorge Amado nos terreiros da ficção (ensaios, 2012). É Licenciado em Letras (UFBA, 1982), tem mestrado pela UFPB (1992), e Doutorado pela Universidade de São Paulo (1997). É professor titular pleno de Literatura Brasileira, na Universidade Estadual de Feira de Santana-Bahia. Coeditou Iararana – Revista de arte, crítica e literatura (Salvador), e coedita Légua e Meia – Revista de Literatura e Diversidade Cultural (UEFS). É membro da Academia de Letras da Bahia, do PEN Clube do Brasil e da UBE/SP. É correspondente da revista francesa Latitudes: cahiers lusophones. Em 2012, representou o Brasil, como poeta convidado, no 28e. Festival International de la Poésie, no Quebec/Canadá. O ensaio deste livro é uma parte de sua tese de doutorado, que foi defendida na Universidade de São Paulo, com a orientação de Zenir Campos Reis.

Fim de tarde com leões

Autores: Paula Fontenelle e P. W. Guzman

Gênero: Romance

Acabamento: Brochura

Formato: 15,6 x 23 cm

Págs: 272

Peso: 414 grs

ISBN: 9788581300702

Preço: 29,90

Editora: Geração

Sinopse: "Na troca de cartas após a separação, Lúcia e Pedro relembram seus bons e maus momentos e falam da vida atual. Ela, uma fotógrafa de renome; ele, um homem enigmático em missões misteriosas mundo afora. As cartas se tornam íntimas. Lúcia tenta o reatamento, Pedro se esquiva. Romance epistolar escrito a quatro mãos, Fim de tarde com leões traz apenas a assinatura real de Paula Fontenelle, porque P. W. Guzman prefere ocultar-se detrás de um pseudônimo. Um livro que vai inquietar casais unidos ou separados".

 Amor entre leões

A Geração lança a primeira obra de ficção de Paula Fontenelle, uma história de amor escrita juntamente com o amigo P. W. Guzman, que prefere manter-se oculto e não assinar a obra. Após o lançamento de dois livros de reportagem, a jornalista pernambucana Paula Fontenelle estreia na ficção com o romance epistolar Fim de tarde entre leões, escrito a quatro mãos com seu amigo P. W. Guzman. Trata-se da troca de cartas de um casal após a perda do filho adolescente e o fim do relacionamento. “O Guzman é um homem de difícil acesso: reservado por natureza, recolhido e de poucos amigos por escolha”, escreve Paula no prefácio do romance. O coautor prefere ficar oculto, por isso não divide a assinatura do livro. A Geração conseguiu localizá-lo e, sob a promessa de não revelarseu endereço eletrônico a ninguém, o convenceu a escrever a orelha do romance. Modesto, Guzman justifica a ausência de sua assinatura no volume: “Como eu já havia dito à Paula, amiga que tão bem me conhece e entende, o livro é mais dela do que meu”. E acrescenta: “Aliás, é todo dela – foi Paula Fontenelle quem teve a ideia, foi ela quem escreveu o primeiro capítulo e me estimulou a entrar no jogo de cartas entre Lúcia e Pedro depois da separação do casal. Inteligente, arguta, viajada, ela sabe como ninguém domar leões”. Durante longos meses Paula e Guzman escreveram o romance na troca de mensagens pela internet, em cartas imaginárias de Lúcia e Pedro em busca de “uma história densa, comovente e, ao mesmo tempo, divertida e de valor”, como afirma a autora no prefácio. Na troca de cartas após a separação, Lúcia e Pedro relembram seus bons e maus, como a perda do filho adolescente, e falam da vida atual cheia de novidades, alguma alegria e muita tribulação. Ela é uma fotógrafa de renome de agências de modelos que fica desempregada (chega a fazer fotos pornôs, que prefere não assinar); ele, um funcionário público (e talvez espião; sempre troca de passaporte) em missões misteriosas pelo mundo afora, principalmente na África, onde ficam os leões que no título podem ser metáfora dos personagens. As cartas se tornam íntimas (“É excitante me lembrar de seu olhar desejoso, da sua pressa intumescida e ardente que eu controlava ao limite! Saudades!”). Lúcia tenta o reatamento (“Ando renascendo. Para você”); Pedro nota nas cartas da ex-mulher “uma melodia de sereia cujos versos são de convite e tentação”, mas, envolvido em aventuras, se esquiva. Como afirma o coautor na orelha deFim de tarde com leões, não se deve revelar muito da história “para não estragar o prazer das surpresas”. Ele mesmo se surpreendeu com o romance pronto. “Devo confessar ainda que li com emoção contida – sou duro na queda – o texto de apresentação da autora, que foi tão generosa nos adjetivos sobre mim”, escreve Guzman. “Também me surpreendi com o resultado do trabalho de mais de um ano, sobretudo com a guinada, de estilo e gênero literário, no final da história”, acrescenta. O coautor observa ainda que a personagem Lúcia tem alguma coisa de Paula Fontenelle e que Pedro possui traços da personalidade dele, Guzman, mas ele só notou isso quando leu o livro concluído.“Juro que não foi nada proposital, pelo menos da minha parte”, escreve. As cartas do casal fictício oscilam entre “um amor vestido de angústia e ornado de esperanças” e “a nudez pura e simples do ódio”. Lúcia e Pedro não falam somente sobre eles (“a paixão que nunca nos deixou esquecer um do outro”), mas também sobre política internacional (principalmente os segredos dos bastidores), trabalho (e suas injustiças), jovens “pós-modernidade: pais ausentes, excesso de liberdade e pouca orientação para a vida”, como escreve Lúcia, e ainda sobre sofrimento e sonhos reais ou impossíveis. Em linguagem simples, do dia a dia, Fim de tarde com leões é um romance que vai inquietar e fazer pensar casais unidos ou separados.

Sobre a autora - Natural de Recife, a jornalista Paula Fontenelle publicou pela Geração o livro de reportagem Suicídio – o futuro interrompido, que ficou entre os finalistas do Prêmio Jabuti de 2009. É autora também de Iraque – a guerra pelas mentes. O romance Fim de tarde com leões é seu primeiro livro de ficção.

Algemas de Seda – A história de Jake e Mimi

Autor: Frank Baldwin

Tradutora: Cláudia Dornelles

Gênero: Romance

Formato: 15,6 x 23 cm

Págs: 320

Peso: 410g

ISBN: 9788581301143

Preço: R$ 29,90

Coleção Muito Prazer

Editora: Geração

Sinopse: Mimi Lessing está noiva do homem que ama, quando seu colega de trabalho, o irresistível Jake Teller, desperta a sua curiosidade e interesse. Disposto a seduzi-la, Jake a convida a assistir, sem ser vista, aos jogos eróticos dele com suas parceiras, a quem leva ao êxtase sexual por meio da dor. A imaginação de Mimi é estimulada a tal ponto, que ela começa a questionar os seus planos de casamento e a sua vida sexual plácida demais com o noivo, sem perceber que, enquanto isso, um homem excêntrico e perigoso secretamente a segue e a observa, inclusive nos momentos mais íntimos. Então, as mulheres com quem Jake dormiu começam a ser assassinadas, e a própria Mimi desaparece. Homens e mulheres não deixarão a leitura deste thriller erótico e absorvente até a última página, para a qual se caminha num clima de sensualidade e suspense eletrizantes. Essa obra inaugura a coleção erótica Muito Prazer, cuja particularidade são as pimentas (verdelaranja e vermelha) impressas na capa, que denotam se o romance é “picante”, “médio picante” ou “muito picante”.

Sexo, romance e suspense na dose certa

Ele, um sádico. Ela, uma mulher que vai se casar em duas semanas. Prepare-se para entrar no vertiginoso romance Algemas de seda – A história de Jake e Mimi, título que lança a deliciosa Coleção Muito Prazer. É com grande satisfação que inauguramos a Coleção Muito Prazer com o livro Algemas de seda – A história de Jake e Mimi, um romance erótico e envolvente bem ao estilo de Cinquenta tons de cinza. Utilizando várias narrativas em primeira pessoa que habilmente jogam com a percepção do leitor, Algemas de seda é uma mistura bem escrita e bem dosada de sexo, romance e mistério. Jake Teller, um galante e jovem sedutor, é um sujeito que vive a sua vida para um único momento. Nos fins de semana, ele sai às ruas para envolver-se com belas mulheres. Não o envolvimento conhecido pela maioria dos mortais – Jake seduz sua vítima para uma espécie de ritual. Na hora do sexo, calculadamente procura levar as mulheres ao que ele chama de “limite”. E para além dele. Mimi Lessing, também jovem e bela, vai se casar em duas semanas. Para ela, sexo está ligado a confiança e companheirismo. Até conhecer Jake. Estes são os protagonistas do vertiginoso romance Algemas de seda, escrito pelo americano Frank Baldwin. O autor fez uso de uma narrativa no mínimo original: em cada capítulo é um personagem quem fala. O leitor acompanha a história ora pela lente e visão de mundo de Jake, vivenciando o seu estado de espírito e acompanhando cada passo de seu ritual, ora pelos valores de Mimi, percebendo pelo seu fluxo de pensamento a hora em que os seus alicerces começam a ruir. É onde o mundo de Jake passa a fazer sentido. Há ainda um terceiro personagem em cena, também narrador em alguns capítulos mas que, ainda assim, permanece com sua identidade em segredo. Descobre-se pouco a pouco que este personagem, um requintado voyeur, colocou escutas no apartamento de Mimi e a ouve nos momentos mais íntimos. Mais do que isso não é possível revelar, para não estragar o mistério. Baldwin criou um romance envolvente, daqueles que promovem, antes de tudo, o prazer da leitura. Ele nos mantém suspensa a respiração quando descreve cada detalhe, cada passo dos grandes momentos de Jake Teller, seja quando encontra – na Nova York que serve de cenário – e seduz sua grande paixão de adolescência ou quando seus jogos começam a ficar mais pesados e perigosos, superando ele mesmo seus limites. Os ingredientes estão à mesa: uma carga erótica de alta voltagem, um thriller psicológico de primeira linha, a Nova York pré-Onze de Setembro (curiosamente, as torres gêmeas aparecem no livro, fazendo parte das andanças do protagonista) e até uma pitada do gênero policial. Concorde ou não com os métodos machistas de Jake Taller, aceite ou não a fragilidade e a pureza de uma Mimi que, pouco a pouco, vai perdendo a cabeça e entrando até o fundo no ego de Jake. Até que entra em cena, furioso, aquele terceiro personagem…

Sobre o autor - O americano Frank Baldwin cresceu no Japão, graças ao seu pai que era um acadêmico na época. Sua família não vivia em casas estilo ocidental, em comunidades americanas, mas sim em casas e bairros japoneses, o que possibiltou desfrutar da verdadeira experiência dos expatriados, segundo afirma o autor. Baldwin formou-se em 1981 pela Escola Americana no Japão e voltou aos Estados Unidos para ingressar a Universidade de Hamilton, no estado de Clinton, Nova York. Anos depois, decidiu matricular-se no seminário de técnica de escrever romances, na Universidade de Berkeley. Começou a trabalhar em Balling the Jack, seu primeiro romance publicado em 1997, logo que terminou o seminário. Algemas de seda – a história de Jake e Mimi é o seu segundo livro.

E então pessoal, o que vocês acharam da nova parceria? Eu estou ansiosa para ler os livros da editora!
Para quem quer saber mais sobre a editora:
Blog - Acesse aqui
Site - Acesse aqui
Beijos
Carol

2 Comentários

  1. Olá, Carolina! Tudo bem?
    Parabéns pela parceria! Dos livros citados, só conhecia "Algemas de Seda"! :)
    Beijos!

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