Sinopse - "Um suspense eletrizante onde qualquer movimento em falso pode ser fatal. Penélope Marin, ou simplesmente Lo, é uma adolescente um tanto incomum – ela sofre de transtorno obsessivo compulsivo, que ficou mais intenso depois da morte de seu irmão Oren. Além disso, Lo adora colecionar bibelôs, mesmo que tenha que roubá-los (Ela também tem traços de cleptomania). Num desses “resgates” – como ela mesma diz – Lo encontra uma bela borboleta, que pode ter colocado sua vida em perigo. Essa figura está ligada a um assassinato e Lo pode ser a única testemunha desse crime".

Minha opinião - O livro é fantástico. Lo é uma personagem fascinante de tal forma que durante a leitura eu fiquei zelando pela sua segurança ao mesmo tempo em que ficava angustiada com as suas "compulsões". Situações que não seriam nem mesmo percebidas pela maioria das pessoas, como por exemplo, quantos botões existem em um determinado casaco, quantos ladrilhos foram percorridos, são fatores decisivos para Lo seguir ou não em frente em determinada situação. A autora explora de modo claro a forma que Lo não tem controle dos seus impulsos, seja por um objeto que chama a sua atenção ou para solucionar um assassinato. Após a perda de seu irmão Oren, as crises de Lo estão bem mais exacerbadas, e seus pais estão alienados da realidade, por isso ela fica vagando em alguns locais não recomendados, como Neverland, uma área da cidade conhecida por sua violência, pobreza e tráfico de drogas. Em Neverland, Lo passa por uma situação inusitada e acaba se deparando com o assassinato de Saphire, uma jovem dançarina de 19 anos. De alguma forma, Lo sente-se “conectada” com a jovem assassinada e sua obsessão desencadeia uma investigação que a coloca em diversos riscos. Durante as investigações, Lo conhece Flint, um jovem com um passado misterioso e uma vida complicada, que deixará os leitores em dúvida sobre o seu caráter algumas vezes. A leitura é eletrizante, em muitos momentos eu fiquei encantada com a Lo, pois ela não é uma “heroína típica”, já que não tem controle pela maioria de suas ações e reações, mesmo quando pode estar correndo perigo:

“Não respondo. Esfrego a mão na minha perna direita. Depois, na esquerda. Depois, na direita. Nove, nove, seis.
- Pare com essa merda e me responda! - ...
- Me solta! – eu grito, lutando com a mão na parede. Preciso dar meus tapinhas. Preciso puxar....
Liberada, esfrego a mão no meu veludo, nove, nove, seis; depois, do outro lado; depois, no primeiro lado outra vez. ... Faço tap tap tap, banana; tap tap tap, banana; tap tap tap, banana “. (p. 231)

A editora também caprichou nos detalhes: a cada início de capítulo temos uma borboleta, alternando na localização na página. A revisão está muito bem feita. Foi realizado um ótimo trabalho.

O livro é intenso, pois o leitor mergulha na angústia de Lo, sua busca pela “normalidade” e sua tentativa de controlar os impulsos. Além disso, conforme vamos avançando nas investigações, ficamos surpreendidos com as “coincidências” encontradas. Uma leitura fantástica, que prende a atenção do começo ao fim da leitura.

Espero que tenham gostado da resenha!
Beijos
Carol

2 Comentários

  1. Adorei a resenha Carol, não conhecia este livro, o triste é que toda vez que leio uma boa resenha, fico com vontade de ler o livro, e nisso minha estante está repleta de livros para serem lidos.
    Beijos
    http://coracaodetinta.blogspot.com.br/

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  2. Oi, realmente não conhecia o livro, mais me parece um pouco triste
    Lo sofre um bocado pela doença que têm e a perda do irmão, espero que ele seja forte!

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