Sobre o autor - "Nascido em Brasília em 1968, LANDULFO ALMEIDA passou sua adolescência e boa parte da vida adulta em Salvador. Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia e pós-graduado em Marketing de Serviços, trabalhou como engenheiro de software, foi empresário, professor e executivo. É entusiasta do mercado financeiro e opera na Bolsa de Valores. Apaixonado por ciência, ficção científica e literatura fantástica, procura usar sua experiência eclética e seus diversos interesses para enriquecer suas histórias, criando ambientes e personagens plausíveis e permitindo à imaginação fluir livremente".



Sinopse - "Bruno havia desistido de encontrar um sentido para sua vida quando é recrutado por uma extraordinária mulher, dona de habilidades incomuns, para lutar contra um poderoso inimigo. Kerligan Amnael possui o conhecimento, o dinheiro, a inteligência e a vontade para causar enormes prejuízos à humanidade. Apesar das dúvidas, Bruno resolve seguir seu coração e seus instintos e abraçar o destinoofertado por Adrianna. Exilado de sua antiga vida ele é preparado para uma batalha a ser travada no mundo dos negócios bilionários, das descobertas científicas e médicas de última geração e da espionagem industrial. Incapaz de lidar sozinho com as incertezas da história de Adrianna, que alega pertencer a outro universo, Bruno busca em seus melhores amigos do passado a força necessária. Entre sabotagens e assassinatos, amizades serão testadas, paixões nascerão e um inesperado desafio tornará a cruzada de Bruno ainda mais solitária. Pistas sobre os reais planos de Kerligan e MJ, seu braço direito, revelam uma verdade surpreendente e avassaladora. Próximo ao fim, a coragem e uma descomunal força de vontade serão as principais armas do casal de protagonistas para tentar salvar o futuro do planeta".

Confiram a  Resenha


Oi Landulfo, tudo bem? Como surgiu o seu “eu” autor?
Landulfo – “Oi Carol. Primeiramente gostaria de agradecer e dizer que é um prazer estar participando dessa entrevista com o “Acordei com vontade de ler”. Meus parabéns pelo excelente trabalho que você a Ká fazem”.
Eu sempre gostei de escrever. Nos tempos de faculdade escrevia críticas sobre filmes, mas não mostrava para quase ninguém. Sonhava em escrever um livro com as resenhas críticas dos 100 melhores filmes que já assisti. Com o passar do tempo fui tendo menos tempo para o cinema e mais para os livros. Aí veio a ideia de escrever uma história. Contudo, como trabalhava muito (passei muitos anos trabalhando durante o dia e ministrando aulas à noite), a inspiração vinha, eu começava, escrevia umas duas páginas e não achava tempo para continuar. Tudo mudou quando minha filha nasceu. Remodelei minha vida, reduzi a carga de trabalho e a inspiração voltou com toda a força. Primeiro escrevia pequenos contos com histórias infantis que criei para minha ela, “As histórias da princesa Lulu”. Depois sugiram algumas ideias que registrei para escrever no futuro. Então veio à minha mente a cena inicial de “As duas faces do destino” – minhas inspirações sempre começam com imagens – ponto de partida para todo o desenvolvimento da trama. A partir de então, percebi que não podia mais viver sem escrever.

Quais são os seus autores favoritos?
Landulfo – “Stieg Larsson, Jeffrey Archer, Dan Brown, John Grisham, Stephen King, Anne Rice, Marion Zimmer Bradley e J.K. Rowling, para citar apenas alguns”.

E os seus livros favoritos?
Landulfo – “Toda a trilogia “Millennium” de Stieg Larsson; “Caim &Abel” e “A filha pródiga” de Jeffrey Archer; “As brumas de Avalon” de Marion Zimmer Bradley (os quatro livros); “Entrevista com o vampiro”, “O vampiro Lestat” e “A rainha dos condenados”, das crônicas vampirescas de Anne Rice; “Labirinto” de Kate Mosse; e “Harry Potter” (o conjunto). Fora do universo dos romances, tenho que destacar “1808” de Laurentino Gomes, “A cabana” de William P. Young, “O Príncipe” de Maquiavel e “A Bola de Neve - Warren Buffet e o negócio da vida” de Alice Schroeder”.

Conte um pouco sobre o processo de publicação do seu livro. Fale-nos da sua experiência.
Landulfo – “Não é fácil. Primeiro tentei achar um agente literário. Descobri que essas raras criaturas existem, mas são poucas e difíceis de fazer contato. Consegui mandar e-mail para alguns, mas a maioria não me respondeu e quem o fez, não estava aberto ao meu tipo de livro ou mesmo a novos autores. Passei então a pesquisar as editoras e tentar descobrir quais publicavam livros cuja temática era semelhante à de minha obra, quais recebiam originais e de que forma. Usei basicamente a internet para todas essas pesquisas. Consegui mandar o original, devidamente registrado na Biblioteca Nacional, para cinco editoras. Quase todas me retornaram após alguns meses indicando que não possuíam interesse. No ínterim, através das pesquisas na internet, fechei contrato com uma pequena editora que aceitava publicar os livros em parceria, dividindo os custos. Foi meu grande erro. Perdi tempo e dinheiro e não consegui publicar. Felizmente, nesse processo entendi melhor como o mercado funciona. Conheci alguns autores nacionais através da rede mundial e recebi uma dica sobre a Editora Novo Século e o selo Novos Talentos da Literatura Brasileira. O contato foi fácil e o retorno rápido. Fechamos o contrato pelo selo Novos Talentos. Sugiro que os autores iniciantes conheçam o programa, é muito interessante. Estou extremamente feliz em fazer parte do conjunto de autores da Novo Século”.

Como você vê o mercado literário nacional atualmente?
Landulfo – “Hoje a maioria das editoras não investe em autores nacionais de ficção. No campo da não-ficção, se o autor tem reconhecida experiência relativa ao assunto que se propõe escrever, existe investimento.
A distorção criada na ficção me parece ser causada pela crença de que o leitor brasileiro não gosta de autor brasileiro e pela facilidade de se investir em títulos já consagrados no exterior. Contudo, ambas as assertivas contêm falhas. O leitor brasileiro não conhece o autor brasileiro porque ele não é divulgado pelas editoras. Como gostar do que não se conhece? Hoje o investimento em marketing representa porcentual grande do valor investido em um livro e a maioria das editoras não quer correr riscos. Contudo, os direitos de uma obra internacional consagrada muitas vezes são caros demais. Assim, a quantidade a ser vendida para se obter lucro precisa ser muito grande, gerando também os tais riscos.
Por outro lado, o potencial de crescimento do número de leitores no Brasil é enorme. Segundo pesquisa de 2011 do Instituo Pró-livro e outros dados da internet, apenas 50% dos brasileiros leem livros e a média de leitura é de, aproximadamente, quatro livros por ano para esses leitores. Países como Espanha e Estados Unidos tem média da ordem de 10 livros por leitor por ano. Com o avanço do livro digital e a consequente queda nos preços, e a chegada de livrarias e editoras de fora, acredito que o número de leitores vai aumentar e o mercado se tornará mais competitivo. Conseguir bons autores brasileiros e investir na divulgação deles agora, pode fazer a diferença para as editoras no futuro próximo. Ademais, os blogs como o “Acordei com vontade de ler” tem feito um papel importantíssimo divulgando o conteúdo nacional. Esse efeito também deve ser levado em consideração pelas editoras. Acredito que estamos à beira de uma mudança importante no mercado”.

Você tem alguma dica ou conselho para aqueles que querem publicar os seus livros?
Landulfo – “Primeiro: Não desista. Segundo: Não desista mesmo! Terceiro: Pesquise. Consulte os autores já publicados, famosos e desconhecidos. Pergunte. Tem muita gente disposta a passar os conhecimentos e experiências adquiridas. Eu mesmo já respondi a várias pessoas que me contataram”.

Fale um pouco sobre “As duas faces do destino”. O que os leitores podem esperar?
Landulfo – “É uma trama de aventura e mistério com uma pitada de romance. A ficção científica é o fio condutor da história. Mas, ela acontece nos dias de hoje, no nosso planeta.
O livro conta a história de Bruno, um sujeito comum, que vê sua vida mudar radicalmente ao conhecer Adrianna. Ele logo descobre que ela é uma mulher excepcional sobre vários aspectos. Através dela, ele é envolvido em uma trama na qual está em jogo, nada menos, do que o próprio destino da humanidade. Para deter Kerligan Amnael ele precisará adentrar no mundo das fusões bilionárias, dos avanços científicos de última geração e da espionagem industrial. Terá que enfrentar sabotagens, assassinatos e as próprias dúvidas. E vai descobrir que quase nada é o que parece ser”.

Como foi o seu processo criativo para criar uma trama tão complexa, com temas tão intrigantes?
Landulfo – “Após estabelecer a premissa inicial e escrever os primeiros capítulos, tive que parar para compor o roteiro geral da história. Foi preciso gerar arquivos de apoio e planilhas para manter a cronologia adequada e coerente dos fatos. Afinal, a história se passa num período aproximado de sete anos, quando a vida de todos os personagens muda completamente. Foi um aprendizado, pois perdi muito tempo nessa reorganização. A partir daí, as coisas foram surgindo em concordância com as necessidades da história.
Usei conhecimentos trazidos de minhas experiências profissionais e de meus interesses pessoais, mas também precisei rever documentários e fazer pesquisas na internet para ser capaz de incluir vários dos elementos considerados na obra. Eu fiz questão, por exemplo, de que a grande maioria dos elementos de ficção científica tivesse como origem estudos já em desenvolvimento ou teorias realmente válidas. Ou seja, são elementos de ficção hoje, mas podem se tornar verdade algum dia”.

Fale um pouco sobre o Bruno e Adrianna. Como foi que chegou a essas personalidades tão marcantes?
Landulfo – “No início da trama tentei construir um Bruno que fosse uma pessoa relativamente comum, íntegra e verdadeira. Usei ao máximo minhas experiências pessoais para fazer isso. A pessoa que ele se torna, contudo, é um exercício de imaginação. Uma expectativa hipotética do que aconteceria a essa pessoa, se exposta a todas as situações vividas pelo personagem.
Adrianna é o fruto total da imaginação. Pensei na experiência de vida da personagem, em suas origens, e em como ela veio para a Terra. Então, a partir de suas motivações, criei a personalidade da personagem. Tive sempre em mente, contudo, que ela devia ser compatível com a gama de valores defendida por seu par romântico na história”.

O que os leitores podem esperar do Landulfo Almeida? Já existem novos projetos em andamento?
Landulfo – “Sim. Estou escrevendo os primeiros capítulos de meu próximo romance. Infelizmente, por enquanto, é cedo para divulgar algo sobre a trama. Assim que tiver maiores novidades, com certeza envio para o “Acordei com vontade de ler””.

Landulfo; agradeço a você por nos conceder a entrevista. Você gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do Acordei com Vontade de Ler?
Landulfo – “Eu é que agradeço Carol. Tenho uma mensagem sim: Leiam! Leiam sempre. Ler é uma viagem de possibilidades infinitas e maravilhosas”.

Espero que vocês tenham gostado da entrevista.
Na próxima semana, teremos mais um Divã.
Beijos
Carol

Um Comentário

  1. Muito obrigado pela oportunidade dessa entrevista Carol. Deixo um grande abraço para a equipe do blog e para todos os visitantes desse ótimo blog literário.

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