Sobre o autor: Dos 46 anos que tenho, 46 e 8 meses moro em Niterói - RJ. Há 13 anos casado, tendo como herdeiros um casal de poodles (Mãe e filho). Ela negra e ele caramelo. Sou Técnico em Segurança do trabalho, profissão que me sustenta mas que também me distancia da escrita. Perspicácia é meu primeiro livro mas ambiciono publicar outros. Tenho alguns textos, algumas histórias estacionadas que pretendo pô-las em andamento. Há algumas décadas vinha asfixiando o escritor que sempre pulsou em meus meandros.  Há algo - ainda desconhecido - que preciso transportar para o papel e ofertar através de livros.


“Perspicácia” é um livro para se degustar sem pressa. Os textos são soltos, independentes e por isso não nos impõe leitura desenfreada. Os 77 textos que constroem a obra abordam diversos assuntos: fala de atualidades, de fatos, de ficção, de espiritualidade, de dor, de alegrias, superação... Construídos de forma poética, os textos exploram as analogias, para exigir que o leitor medite sobre quem ele é e sobre as inúmeras forças que os comandam. O objetivo maior deste trabalho é tirar o leitor – mesmo que por breves instantes – do frenesi desgastante que a vida contemporânea vem impondo ao homem moderno, fazendo-o pensar sobre seus atuais valores, sobre a direção em que está conduzindo sua vida. “A reflexão é um sol que dissipa lentamente as brumas que ofuscam nossa luz”.

Oi Marco, tudo bem? Como surgiu o seu “eu” escritor?
Marco - "Olá! Tudo ótimo. Meu escritor começou a dar sinais de existência lá trás, nos primórdios escolares, quando havia (Não sei se ainda existe) DITADO. Era um exercício onde a professora de português ditava vinte palavras e depois as corrigia. Boa parte da turma odiava, eu, ao contrário, adorava. Não perdia um. Acertava no mínimo 15. No início da adolescência ocupei todo um caderno, escrevi com canetas uma longa estória. Desenvolvi uma estória bastante legal, onde o clima de terror predominava.  A desenvoltura, a concatenação da estória e os vocábulos usados não eram os melhores, faltava aprimoramento mais havia início, meio, fim, personagens, emoções, enredo... Depois, no início da juventude comprei uma máquina “Olivetti”, com a qual construí alguns textos. Todos voltados para o humor (Negro), mas os clamores sedutores da juventude gritaram com muita força e o arrastamento foi inevitável. Só agora, abraçado pela madureza é que decidi me dedicar com mais seriedade e empenho aos encantos da escrita".

Quais são os seus autores favoritos?
Marco - "Como já disse em outras conversas não sou nenhum devorador de livros, absorvo muitas coisas em palestras, no cinema e no dia-a-dia, mas óbvio que leio e gosto de: Og Mandino, Augusto Cury, Martha Medeiros, Eliane Brum, Halan Coben, Leon Denis, Divaldo Franco, Osho, Nelson Rodrigues..."

E os seus livros favoritos?
Marco - "Vários espíritas, A escolha certa (Livraço de Og Mandino), a série da análise da inteligência de Cristo, O vendedor de sonhos, A vida como ela é (Magnífico Nelson Rodrigues), Dignidade, Cilada, Medicina vibracional, O problema do ser, do destino e da dor ..."

Conte um pouco sobre o processo de publicação do seu livro. Fale-nos da sua experiência.
Marco - "PERSPICÁCIA foi minha primeira publicação e aprendi muito com essa experiência. Depois de enviar vários originais para inúmeras editoras, caiu a ficha. Constatei o tamanho da dificuldade e concluí que teria de investir se quisesse ver o livro publicado (Autor desconhecido aliado a um estilo pouco valorizado no mercado livreiro/editorial impossibilitava a tão sonhada publicação tradicional) A partir daí, fiz uma grande pesquisa, confrontei várias editoras no aspecto custo/benefício e o resultado esta aí".

Como você vê o mercado literário nacional atualmente?
Marco - "Não tenho qualificação para falar com profundidade sobre o assunto, mas pelo que compreendo e vejo há uma blindagem poderosa, quase intransponível para se atingir um lugar agradável nesse universo. Inúmeros talentos são desperdiçados por falta de apoio das editoras, das livrarias e das grandes mídias do nosso país.
Por que não fazem uma seleção criteriosa com alguns dos inúmeros escritores que “colocam a cara para bater” nos mais variados veículos de comunicação, em especial nas redes sociais?  Por que não selecionam e investem no desabrochar daqueles que realmente podem contribuir com a literatura, com as editoras, livrarias e com os veículos midiáticos nos mais variados aspectos que o mercado exige? Ainda assim seriam poucas as oportunidades, mas já seria algo positivo. É triste presenciar o empenho, a esforço e o talento que alguns autores dispensam para fazerem seus trabalhos ganharem notoriedade, para adquirirem um ínfimo, quase nenhum reconhecimento!
Óbvio que o autor deve se empenhar e muito, mas porque as outras partes envolvidas nessa engrenagem não contribuem? Quando colaboram o fazem superficialmente, sem força!"

Você tem alguma dica ou conselho para aqueles que querem publicar os seus livros?
Marco - "Cara! Quando se deseja ardentemente algo, torna-se quase impossível não realizá-lo. Para quem dispõe de grana a coisa fica mais fácil, mas o combustível primordial e infalível para essa realização ainda é o desejo. Não há dificuldade que resista ao ardente e genuíno desejo de realização de algo. É necessário se munir de paciência e empenho para procurar, comparar, ler e reler, tanto o próprio trabalho quanto as cláusulas, os itens de serviços que as inúmeras editoras oferecem.   Sugiro - além das clausula – que o autor negocie alguns pontos que julgue importante, alguns aspectos de seu interesse diretamente com o responsável e se possível, que se coloque essa exigência em contrato. Nesse momento o autor se torna cliente, portanto pode e deve exigir o melhor. O que consta no papel nem sempre condiz com a realidade. Publicação de livro não combina com pressa. É preciso muita tranquilidade, perseverança, e paciência. Depois é só amansar a ansiedade e se preparar para os autógrafos. Vale a pena".

“Perspicácia” é um livro que aborda diversos temas e leva o leitor à reflexão. Como surgiu a ideia de publicá-lo?
Marco - "Por experiência própria acredito plenamente no poder transformador das palavras. Quando consumidas com o propósito saudável, com o intuito proveitoso. Quando degustadas por quem almeja ascensão íntima, por quem se confronta com o que lê, a autoanálise torna-se inevitável.
São as sucessivas e constantes reflexões sobre os mesmos assuntos que formam a crisálida íntima que metamorfoseia lentamente o indivíduo. Depois de usufruir bastante dessa contribuição, depois de experimentar essa mutação mental/emocional, construí minhas próprias opiniões e resolvi contribuir, transmitir esse entendimento, esse aprendizado adquirido".       

Fale um pouco sobre o seu livro. O que os leitores podem esperar?
Marco - "O objetivo do livro é contribuir com ideias, com reflexões que venham a se aglutinar a reflexões anteriores, a temas já existentes no íntimo de todos nós. Assuntos conhecidos, mostrando outras vertentes, outros aspectos, obrigando-nos a elaborar e formular nossos pontos de vistas, que construirão nossas opiniões, nossos conceitos, nossa filosofia de vida. É apenas mais uma entre tantas contribuições que ajudam a formar nossos conceitos. É um prisma a mais, uma célula a mais na composição de um corpo. Talvez aquela que possa dar um tom diferente, o brilho que faltava para melhor formularmos determinados conceitos".      

O que os leitores podem esperar no futuro do Marco Antonio Rodrigues? Existe um novo projeto em andamento? Você pode falar dele um pouco?
Marco - "Sim! Existem vários projetos, tenho várias coisas escritas (Não conclusas), pretendo me experimentar na literatura, mas no atual momento não estou focado em pô-los em andamento. Objetivo nesse momento a obtenção de uma tranquilidade financeira (básica), até para poder escrever com mais tranquilidade, mas os projetos que tenho com a escrita permanecerão latentes em algum canto de minha mente. Pretendo e vou concluir outros trabalhos literários, sem grandes ambições, inicialmente como hobby e caso a coisa ganhe vulto... Quem sabe?"

Marco Antonio, muito obrigada por nos conceder a entrevista. Gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do Acordei com Vontade de Ler?
Marco - "Devemos conhecer nosso tamanho, nossas potencialidades. Vitórias e derrotas, sucessos e decepções são aspectos indissociáveis da complexidade humana. São itens comuns a todos. Não somos demasiadamente açucarados, tão pouco exacerbadamente azedos. Os paladares são muitos. Quando sonhamos coerentemente, de acordo com nosso quilate e nos preparamos para enfrentar os obstáculos, as dificuldades naturalmente contidas naquele objetivo, o resultado satisfatório se apresenta e a leitura é colaboradora fundamental nessas formações, nessas aquisições saudáveis.
Aos leitores do blog “Acordei com vontade de ler” gostaria de reafirmar que “LER COM BOA VONTADE NOS FAZ ACORDAR”.
Fica aqui minha gratidão por participar desse agradabilíssimo bate-papo.  Abraço a todos".

Resenha do livro - Clique aqui

Na próxima semana trago mais um autor no Divã do Acordei.
Beijos
Carol

3 Comentários

  1. É sempre muito bom conhecer toda a trajetória dos nossos autores.
    Nos deixa mais... ligadas, mais unidas a sua luta.
    Gostei da entrevista.

    Parabéns ao autor e ao blog.
    Abç
    Nizete
    Cia do Leitor

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  2. Você foi muito feliz na escolha do entrevistado.
    Além se ser muito bom no que faz, é generoso e carismático.
    A população de Pratinha <3 Marco Antonio.
    Parabéns pela entrevista.

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