Sinopse - "A vida de um homem tem um novo início a partir da abertura dos seus olhos em plena cegueira que perdura por longos caminhos em que sua visão nada alcançava além de obviedades presas por suas limitações ante o desespero da perda de tudo: de tempo, de lugar, de nome. A luta do personagem, narrador deste livro, se dará pelo decorrer da sua busca pelo que emerge em pedaços de recordações, mistura de pesadelos e a sua realidade enfadonha, carregada de fardos que parecem não ter fim. Os dias de luz se foram; os filhos da noite se manifestaram e dominaram todos os cantos das noites profundas que perduram até a última gota de sangue maldita ser derramada".




Minha opinião - Narrado em primeira pessoa por um protagonista desmemoriado, o livro mostra a jornada de um homem que se considera comum, mas que tem uma missão (mesmo que não saiba dela) muito importante.
Nos primeiro capítulos temos um texto mais narrativo, com poucos diálogos, mas com uma linguagem ritmada e poética:

“Tudo era bruma cinza quando eles se abriram a piscar, mal enxergando minhas mãos cobertas por algo viscoso e fétido que dificultava juntá-las em toque. O ar pútrido carregado e o som como de ossos remexidos incomodavam cada movimento”. (p.13)

Alguns personagens possuem uma curta participação, porém de grande impacto. O ferreiro Harmon (e Aileen) que traz uma visão única dos acontecimentos, ora fazendo o leitor acreditar em sua insanidade, ora fazendo-nos acreditar em sua claridade; uma belíssima criatura que fará o andarilho questionar-se; um religioso; comerciantes sem caráter e tantos outros, que fica difícil analisá-los sem entregar a trama.
Assumindo uma identidade, o narrador passa a ser Irwin e em seu caminho surgem Declan e Wynn, que irão explicar a ele alguns acontecimentos estranhos. A análise da vida e da morte através da barca.
Em Wisewood, Irwin encontra a benevolência em Sarah e a desconfiança de outros; além de entender sobre o Caminho Falso. A triste história de Lenore e Samuelle.
Todos esses personagens complexos e tantos outros: Serge, com uma história trágica e a enigmática Beatrice.

Se o destino final do nosso protagonista é considerado destino ou carma, cabe ao leitor decidir. O que a trama do autor Marco de Moraes demonstra é que de certa forma, toda ação tem uma reação, e às vezes, ela pode ser fatal.
A capa é totalmente sombria, passando um sentimento de solidão, que faz com que o leitor se situe um pouco mais na pele do narrador.Quanto ao trabalho da editora de revisão, diagramação e layout, a Novo Século realizou um ótimo trabalho. Com detalhes inesperados, como os mapas dos reinos no final do livro, o leitor consegue ter uma melhor visão da história e chega ao destino final consciente de que a sua vida não será mais a mesma!
Lembrando aos leitores que "Presas - a dádiva da escuridão" é apenas uma introdução de toda uma história que está por vir.
Espero que tenham gostado da resenha!
Aguardo comentários!
Beijos
Carol

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