Sinopse - "Quando Julie tinha 12 anos, sua irmã mais nova desapareceu e nunca mais foi encontrada. Uma perda que corroeu os laços familiares e deixou sua mãe obcecada pela busca da irmã. Já adulta e com um prestigiado emprego, Julie conhece Monica, que a faz lembrar muito de sua irmã desaparecida há 17 anos. Elas se tornam melhores amigas, uma amizade que começa como um processo de cura para Julie. No entanto, uma fatalidade abate a amizade e Julie se vê responsável pelo filho de Monica. Ela decide levar o menino para Biloxi, Mississippi, para encontrar a família que ele não conhecera. A partir dessa viagem, Julie descobrirá segredos que estão ligados a sua família e seu passado..."


Minha opinião -  Não sabia muito bem o que esperar quando iniciei a leitura, e fui surpreendida de modo tão fascinante que não consegui largar o livro. A história de Aimee e a superação das pessoas que tiveram suas vidas devastadas pelo Katrina me emocionaram muito. Julie é uma mulher que tem uma vida tranquila, seguindo sempre a mesma rotina. Quando sua melhor amiga Mônica falece, e deixa seu filho Beau de 5 anos sob os seus cuidados, Julie iniciará uma jornada de Nova York ao Mississipi, sem esperar que essa jornada irá mudar a sua vida mais uma vez completamente. 


"Recostei-me no assento do motorista da minivan e, pelo retrovisor, olhei para Beau, o garotinho órfão de mãe de Mônica, o medo e a ansiedade que vinham me seguindo tomaram conta de novo. Durante os dois últimos meses, eu passara de uma workaholic - que trabalhava em uma conceituada casa de leilões, sem nenhuma outra responsabilidade a não ser o aluguel mensal e as contas do dia a dia - à guardiã de um menino de 5 anos, desempregada e falida, dona de uma minivan caindo aos pedaços e, aparentemente, proprietária de uma casa de praia em Biloxi, no Mississipi, com o nome duvidoso de River Song. Apesar de ter passado quase a vida inteira colecionando coisas, me sentia confusa para explicar minhas aquisições recentes". (p.10)


Ao chegar no Mississipi e conhecer Aimee, a avó de Mônica e Trey, seu irmão mais velho, Julie vai perceber que talvez a amizade de Mônica talvez tenha tido uma segunda intenção.



"- É o retrato de minha bisavó, Caroline Guidry. E foi pintado por seu bisavô, Abe Holt, em 1956. Estranha coincidência, não? (p.57) 


Trey, o irmão mais velho de Mônica é o mais cético em relação à Julie. Sem entender porque Mônica sumiu por tantos anos e porque seu sobrinho não está sob os seus cuidados, ele terá que se juntar a Julie para descobrir a verdade.



"Sabia que seu nome era Wesley John Guildry III, mas que o chamavam de Trey, que ele amava jazz e tinha tocado trompete na adolescência, mas nunca fora muito bom nisso. Adorava pesca e cerveja caseira e tinha ido para Tulane para se formar. Era um ás no xadrez, odiava perder, gostava de esconder insetos e pequenos répteis onde podiam ser encontrados inesperadamente. Era o irmão mais velho de Mônica". (p. 37)


Qual é a relação entre as duas famílias? O passado de Julie está tão presente, com flashbacks de sua irmã desaparecida quanto o passado de Aimee, e sua relação com Gary e Wes, dois irmãos tão diferentes e apaixonados pela mesma pessoa. 



"- Minha mãe morreu há dez anos, vítima de um aneurisma cerebral. Meu pai mora na selva canadense com uma sucessão de namoradas e meu irmão mais velho, da última vez que falei com ele há cinco anos, estava morando na Califórnia e trabalhando como garçom. Agora, me diga quanto disso está relacionado com o Beau e tudo o mais". (p. 61)

Personagens como Ray Von, Kathy Wolf e um certo jardineiro serão peças centrais nesse quebra-cabeça. 
Em relação a diagramação, revisão e layout a editora está de parabéns pelo trabalho. A capa não chamou a minha atenção.  O livro faz uma belíssima reflexão sobre a perda, sobre a esperança e a superação. Personagens como o detetive Kolbyt mostram a bondade e a generosidade com o próximo.



"Certa vez, um velho detetive de polícia me disse que não é a montanha à frente que desgasta o caminhante, mas o grão de areia no sapato. Na época, pensei que tinha compreendido o significado, mas logo vi que, na realidade , não tinha. Porque o grão de areia é diferente para cada um e algumas pessoas podem jamais vir a entender o que seja". (p.27)


" - Por que a água recua, o sol nasce e as árvores voltam a crescer. Porque... - ela abriu os braços, indicando o jardim, a árvore e, imagino, toda a península de Biloxi - aprendemos que grandes tragédias são oportunidades para grandes gestos de bondade. É como se fossem lembretes necessários de que o espírito humano está vivo e bem, apesar de toda a evidência contrária. - Ela baixou as mãos. - Descobri que não tinha morrido e que, portanto, não tinha terminado". (p.130)


Espero que tenham gostado da resenha!
Aguardo comentários.
Beijos
Carol

Essa resenha também será publicada no blog Floreios e Borrões.

5 Comentários

  1. Carol, mata minha curiosidade e diz o que acontece please!!! kkkkk
    Nossa adorei a história do livro super intrigente, adoro livro assim que prende sua atençao, e sua resenha deixa a gente mais curioso!
    Vou ter que relacionar ele como leitura prioritária!!
    bjs
    Dani Casquet
    Livros,a Janela da Imaginação

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  2. ADOREI!
    Que tal visitar meu blog e segui-lo? Comecei agora, e estou muito feliz de escrever para todos vocês. Da uma passadinha aqui:

    papodeconfidente.blogspot.com.br

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  4. A capa é bem ruinzinha mas a história parece ser bonita.
    Só que me passou a impressão de não ser muito marcante - não sei por quê.

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  5. Pela sinopse a trama parece ser previsível... mas de qualquer forma, eu queria ler... eu não sabia que o livro falava sobre o furacão Katrina, interessante saber disso...

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