Sinopse - "Em um mundo devastado pela doença, Hig conseguiu escapar à gripe que matou todo mundo que ele conhecia. Sua esposa e seus amigos estão mortos, e ele sobrevive no hangar de um pequeno aeroporto abandonado com seu cachorro, Jasper, e um único vizinho, que odeia a humanidade, ou o que restou dela. Mas Hig não perde as esperanças. Enquanto sobrevoa a cidade em um avião dos anos 1950, ele sonha com a vida que poderia ter vivido não fosse pela fatalidade que dizimou todos que amava. Hig é um guerreiro sonhador. E tem uma imensa vontade de gente, apesar da desilusão que se abateu sobre ele. Por isso é capaz de arriscar todo seu futuro quando, um dia, o rádio de seu avião capta uma mensagem... Voe com Hig e Jasper e se encante ao descobrir que um mundo melhor pode estar em cada um de nós".


Minha opinião  -  Quando terminei a leitura, o primeiro pensamento que me veio foi o filme "Eu sou a lenda" protagonizado pelo ator Will Smith. 
Em "Na Companhia das estrelas" temos um homem bom Hig atormentado pela sua solidão. Todas as pessoas que ele amava já não estão entre os vivos e ele conta apenas com a companhia de seu cão Jasper. A narrativa algumas vezes chega a ser tão pessoal, quando nós lemos sobre os pensamentos e sentimentos de Hig, que é como se estivéssemos com ele naquela terra de ninguém.  É possível sentir a solidão de Hig nas pequenas tarefas, nos pequenos atos do seu cotidiano.
"Tudo isso, os movimentos, a sequência, a tranquilidade, o regato e o gorgolejo apressado, as ondulações do riacho e o vento sussurrando nos galhos das grandes árvores. Enquanto coloco a linha na vara de pescar. Eu já fizera isso centenas, provavelmente milhares de vez. Tratava-se de um ritual que dispensava pensar. Como calçar meias. Porém, esse ritual me punha em contato com algo que era muito puro, o que significava que, ao pescar, o melhor de mim sempre vinha à tona". (p.78)
Observamos alguns sobreviventes, que realmente sobrevivem, algumas vezes com ações violentas e cruéis.  Um livro que fala do comportamento humano, da solidão existente em cada um de nós e da nossa existência de uma forma geral. Inicialmente a narração não me agradou muito, mas conforme fui avançando nas páginas, fui me acostumando com os debates internos. Se por um lado Hig e Jasper representam a esperança da humanidade, por outro temos seu vizinho Bagley, representando a sobrevivência. É possível que os dois lados coexistam em paz? É possível chegar a um equilíbrio?
"Existe uma dor da qual você não consegue se livrar. Não tem como se livrar dela falando. Se houvesse alguém com quem falar. O que posso fazer é andar. Um pé após o outro. Inspirar, expirar". (p.151)
A trama é repleta de debates internos, lembranças e poesia. Um livro de temática forte, mas ao mesmo tempo escrito de forma suave, convidando o leitor a se aproximar de Hig e Jasper.  Uma obra com personagens marcantes e uma mensagem inesquecível.
"Fiquei no fundo do novo jardim contemplando o Sol tocar as montanhas, tingindo de vermelho a terra revolvida e os filetes de água. Posso dizer que havia algo se mexendo dentro e mim, parecendo um tipo de felicidade". (p.84)
Em relação a revisão, diagramação e layout a editora realizou um excelente trabalho. A capa é simples, mas muito bonita e totalmente cativante.
"O prazer quase me partiu em dois como um tomate assado recheado. Como se meu coração tivesse inchado e minha pele ficado cada vez mais fina em meio ao calor daquilo tudo. Da companhia". (p.260)
E então, o que vocês acharam da resenha?
Aguardo comentários.
Beijos
Carol

Um Comentário

  1. Gostei muito da sua resenha e da escolha dos quotes!
    Concordo com a sua opinião a capa é simples mas cativante!

    Seu blog é lindo, parabens!
    Seguindo, te convido a dar uma pssada no meu também , será um prazer ter você lá.


    beijos.
    http://tamigarotaindecisa.blogspot.com.br/

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