Bom dia Leitores do Acordei! Hoje iremos conhecer um pouco mais a escritora nacional Amanda Marchi e a sua obra “A garota da casa grande”.


Biografia - Amanda Marchi, nascida na capital, mora atualmente no Rio de Janeiro, onde é estudante de Letras da UFRJ. Aos 18 anos estreou no mercado editorial com seu livro 'A garota da casa grande', um romance lésbico sobre amor e aceitação.

Oi Amanda, tudo bem? Conte um pouquinho sobre você. Quem você é? O que faz? Quando foi que decidiu ser escritora?
Amanda – “Bom, sou estudante de Letras da UFRJ, moro na Zona Sul com minha mãe e tia-avó e sou comprometida. As únicas coisas que realmente faço são ler, escrever, jogar videogame, sair e essas coisas de quem tem 18 anos. Mas sou uma pessoa mais caseira, não gosto de lugares muito barulhentos e lotados (a não ser que seja um show de uma banda que eu ame). Eu nunca “decidi” ser escritora, é o que sou, não consigo me imaginar fazendo muitas outras coisas. Comecei escrevendo Fanfics de Naruto, na verdade, na sexta série, passei para contos originais na oitava série (nono ano)”.

Quais são os seus autores favoritos?
Amanda – “Sou muito eclética, leio quase tudo o que colocarem na minha frente, mas diria que os autores que mais gosto são J.K. Rowling, G. R. R. Martin, Tolkien, Dan Brown, Agatha Christie, Tolstói, Machado, Jorge Amado e outros”.

E os seus livros favoritos?
Amanda – “Meus três livros preferidos são Harry Potter e a Ordem da Fênix (J.K. Rowling), Anna Kariênina (Tolstói) e Anjos e Demônios (Dan Brown)”.

Conte um pouco sobre o processo de publicação do seu livro. Fale-nos da sua experiência.
Amanda – “Eu não tinha planejado nada, tinha apenas acabado de escrever um livro. Um dia um amigo meu, Jhonatan – que está na dedicatória do livro – me falou desse Selo da Editora Novo Século e fui averiguar. Entrei no site da Novos Talentos e preenchi o formulário que eles tem. Demorou quase um mês para me responderem, eu tinha até já me esquecido dele. Me informaram que tinham achado minha história interessante e pediram para que eu mandasse o livro. Eu mandei, e menos de uma semana recebi um retorno falando que queriam publicar”.

Como você vê o mercado literário nacional atualmente?
Amanda – “As grandes editoras não estão interessadas em publicar novos escritores e, realmente, não as culpo, já que elas visam apenas o lucro. Por isso nós, escritores brasileiros, temos que ir atrás de editoras menores que buscam nos incentivar. Admito que devo ter lido um ou dois livros de autores nacionais atuais, mas pretendo mudar isso na Bienal do Livro este ano”.

Para um autor brasileiro, o que é mais difícil? Encontrar uma editora ou leitores? O que você acha dos leitores?
Amanda – “Acredito que a editora seja o maior problema, porque leitores há milhares, enquanto elas, poucas. A venda do meu livro começou faz pouco tempo e, com o final de período da faculdade, não tive muito tempo disponível para realmente começar a divulgar, tanto no Skoob quanto no Facebook, mas as poucas pessoas que já leram já foram muito receptivas e simpáticas!”

Você tem alguma dica ou conselho para aqueles que querem publicar os seus livros?
Amanda – “Para ser publicado você tem que escrever, e escrever, e escrever. E, depois de reler tudo, reescrever e reescrever, até achar que está de seu agrado. Aí, você publica. Não importa quantas editoras te digam não, tente. Se você não acreditar em si mesmo, ninguém irá”.

Quando começou essa paixão pela literatura? Você tem alguma mania que sempre faz quando está escrevendo?
Amanda – “A paixão por literatura nasceu comigo, está no meu sangue, meus pais também são leitores assíduos e acabaram passando essa mania para mim. Se tem uma verdade é: eu escrevo extremamente devagar, e o que mais me atrapalha é o Facebook. Escrevo um parágrafo e vou lá atualizar a página. Às vezes consigo escrever até mais, mas aí preciso ver uma palavra no dicionário ou então procurar um sinônimo, acesso o Google e logo depois vou no Facebook, e aí já esqueço o que tinha que fazer e assim vai”.

O que os leitores podem esperar em “A Garota da Casa Grande”?
Amanda – “Acho que podem esperar a verdade, nua e crua. Provavelmente alguém que eles conhecem deve estar passando por algo parecido e eles nem sabem. O livro é um modo de conscientizar as pessoas do que realmente acontece e eles nem percebem”.

Qual foi sua inspiração para compor a Georgia e Alice?
Amanda – “Eu me considero muito parecida com Georgia, e Alice, bom, não me baseei em ninguém específico, mas acredito que pelo menos 90% dos homossexuais que lerem o livro vão se identificar com ela, porque todos já passamos por isso”.

O que levou você a escrever um livro que fala claramente sobre o preconceito e o auto-descobrimento?
Amanda – “Não escolhi um assunto específico para escrever, queria apenas escrever um romance entre duas garotas, porque acredito que existem poucos por aí, e pouquíssimos divulgados. O assunto simplesmente surgiu, já que preconceito e auto-descobrimento são diretamente relacionados com gays”.

O que o futuro reserva para Amanda Marchi? Já existe um novo projeto em andamento? Você pode falar um pouco dele?
Amanda – “Sim, já estou escrevendo um novo livro, e já tenho a ideia de um terceiro. Já me perguntaram se este teria continuação, e a resposta infelizmente é não. Todos os projetos que tenho são apenas de um livro, não acho que eu seja uma escritora de séries/trilogias/sagas. Não posso falar muito porque ele está bem no começo (portanto ainda posso mudar muitas coisas) e, para variar, está sendo um processo bem lento. Posso dizer que não é nada parecido com A garota da casa grande, e é um drama que gira em torno de vários personagens”.

Bate – Rebate
Um livro: “Anna Kariênina”.
Um sonho: “Conseguir me sustentar apenas escrevendo”.
Um autor: “J.K. Rowling”.
Deus: “Não tenho”.
Família: “Próximos”.
Amigos: “Leais”.
Escrever: “Necessito”.
Sonhar: “Dádiva”.

Amanda, muito obrigada por nos conceder a entrevista. Você gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do blog Acordei com Vontade de Ler?
Amanda – “Gostaria apenas de agradecer a você pela parceria, e espero que os leitores gostem do livro e da entrevista!

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E então Leitores, o que acharam da entrevista de hoje?
Aguardo comentários!
Beijos

Carol

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