Sinopse - "Um homem. Uma mulher. Aparentemente desconhecidos, separados por quilômetros de distância, mas unidos pelo amor ... Destinos entrelaçados pelo acaso, mas implacavelmente afastados pelo preconceito... Amor e preconceito digladiando-se num profundo e intenso embate... Será o amor capaz de vencer o preconceito? Ou o preconceito será capaz de subjugar o amor presente no coração de uma mulher?"

Minha opinião -  É a primeira vez que eu leio o trabalho da autora Diana Scarpine e fui positivamente com sua escrita fluida. A autora trouxe aos leitores uma história diferenciada desde o início da trama, pois seu protagonista, Henri, é cadeirante. Nós acompanhamos lado a lado com ele, suas dificuldades, desde tarefas que consideramos simples, como andar nas ruas até situações mais complicadas que nem imaginamos.
Henri tem um relacionamento virtual de dois anos com Ana Carolina, que ao descobrir esse detalhe de Henri, o rejeita de forma horrível, mostrando-se muito preconceituosa. Henri, é fofo, amoroso e incrível, e mesmo sofrendo muito com a rejeição da garota, continua amando-a e dando suporte a ela. 
Ana Carolina é uma personagem dúbia: ora é um ser humano terrível, outra é gentil. Acredito que muito do preconceito que ela demonstra e acaba impondo a Henri se deve as suas próprias imperfeições e é claro, a ignorância no assunto. Um ponto muito positivo do livro da Diana é que ela vai tirando muitas dúvidas dos leitores sobre a realidade dos cadeirantes, através do diálogo dos dois protagonistas, o que eu achei fantástico, pois particularmente não sabia de muitas dessas informações. 
A narração alterna entre o diário do Henri e da Ana Carolina, então é possível ver as duas perspectivas da mesma situação. 
Uma história bonita, com passagens dolorosas e outras amenas. Uma história de vida.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora fez um bom trabalho. Encontrei uns errinhos de grafia e de digitação, mas nada que influenciasse na leitura.
"...compreendemos que nossas vidas eram como as areias da praia e as águas do mar: profundamente ligadas e indissociáveis por toda a eternidade; pois, por mais que se afastassem, as águas do mar sempre voltavam para beijar as areias da praia e envolvê-las num íntimo e amoroso abraço..." (p.660)
Espero que tenham gostado da resenha.
Beijos
Carol

3 Comentários

  1. O tema preconceito, muito me interessa porque considero a pior fraqueza do ser humano sem deixar de ser uma das piores mazelas. Como sempre, a resenha de Carol apoiada pela sinopse, nos antecipa uma visão da trama e nos estimula a ler toda a estória. A ideia de pinçar e destacar trechos da obra é bastante interessante e valoriza o pensamento do autor.

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  2. Adorei sua resenha! Muito linda e bem feita!
    Adbraço,
    Diana Scarpine.

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  3. Não sei se gostarei da Ana :/ preconceito é tão feio e sem noção. Espero que ela se redima no fim ou então perceba que estava sendo uma babaca. Parece ser um livro bem sensível e não é todo dia que leio livros com protagonistas diferentes. Vou colocar na minha lista de leituras próximas.

    Beijos,
    Jhey
    www.passaporteliterario.com

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