Esqueça a lenda. Unicórnios não são fofinhos. Nem alados. Muito pelo contrário: são cruéis, carnívoros e venenosos. É o que Ariel cansou de ouvir de sua, digamos, "um pouco obcecada" mãe. Ao que parece, as duas fazem parte de uma longa linhagem de caçadoras de unicórnios, descendentes de Alexandre, o Grande. Ah, e o Bucéfalo? O famoso cavalo do mais temido conquistador da história? Sim, você adivinhou... Unicórnio. Claro que Astrid costumava zombar dessas excêntricas histórias - até que o namorado foi atacado por um... pônei com chifre? E salvo do estranho veneno por uma droga milenar, um remédio mítico feito à base de unicórnios e guardado com zelo insano pela mãe de Astrid. Por isso, agora ela está indo para um claustro em Roma. Um antigo centro de treinamento para caçadoras. No entanto, na antiga Ordem da Leoa, nem tudo é o que parece. Fora de seus muros, os unicórnios esperam para atacar. E dentro, Astrid enfrenta outras ameaças inesperadas: paredes cobertas de troféus de caça vibram com um poder terrível, as outras caçadoras, e até mesmo seus patrocinadores sugerem intenções escurssas; mas o mais perigoso talvez seja a atração crescente por um estudante de arte... uma atração que pode pôr tudo a perder...



A escrita de Diana Peterfreund é simplesmente incrível. Com tom debochado em seus personagens e histórias bem incomuns ela mais uma vez me surpreende.
A primeira leitura que fiz da autora foi da série Sociedade Secreta, que, diga-se de passagem, deveria ser obrigatória! rs E quando soube do lançamento de Caçadora de Unicórnios, pensei: "Preciso.. Tipo já".
Diferente de Sociedade Secreta, Caçadora de Unicórnios tem um "Q" sobrenatural, porém a autora mostra que mesmo em um livro como esse, ela pesquisou muito e avisa desde o início da leitura que os Unicórnios de sua história são reais, que foram retirados de textos religiosos da Europa e Ásia!
Em Caçadora de Unicórnios conheceremos  Astrid uma jovem quase comum se não fosse por sua mãe obcecada por Unicórnios.. E pior.. Não são Unicórnios fofos como estamos acostumados, são Unicórnios macabros, assassinos e realmente de dar arrepios! Astrid simplesmente acha que sua mãe Lilith é maluca. 
Astrid cresceu com essas histórias macabras contadas pela mãe.. Sobre suas ancestrais virgens e Caçadoras desses monstros.. E que ela tem um legado caso os Unicórnios não tivessem extintos e coisa e tal. As impressões de Astrid e de todos ao redor é que isso é uma espécie de frustração por parte da mãe que perdeu a oportunidade em uma grande faculdade por ter engravidado após uma viagem, onde retornou, além de grávida, com um vidrinho amarelo contendo supostamente o "Remédio" para perfurações por Unicórnios que são extremamente venenosos! Coisa de maluco! Dá para perceber porque Astrid tem pavor de Unicórnios não é mesmo?
"Eu queria esquecer minha precoce lavagem
cerebral e ser otimista com essas histórias
melosas de unicórnios. Mas qualquer tipo de
animal com um único chifre ainda me dá arrepios."
(pág.11) 
Em determinada noite, quando Astrid está trabalhando como babá, recebe a visita de seu namorado que a convida para dar uns amassos no bosque que fica nos fundos da casa. Mesmo sem vontade nenhuma e com impressão de estar sendo observada Astrid topa, pois não quer dar uma impressão ruim a ele. Ela namora com Brandt, porque não namorar com ele seria suicídio social, já que ele é lindo! Mas não sente aquele friozinho na barriga de quando estamos apaixonados.. Brandt tenta ultrapassar o sinal e mais uma vez, como em todas as outras Astrid diz que não está pronta. E é aí que percebe algo a observando.. Se fosse um servo ou outra coisa qualquer já teria corrido, já que se assustam fácil com o que não pertence ao meio deles.. Mas seja lá o que for não se mexe. Com curiosidade, Astrid se aproxima e se depara com um bicho de um chifre só. Aff! Que loucura! Ela pensa ser um bode ou algo assim.. Tudo menos um Unicórnio. O bicho se aproxima dela e ela prepara-se para ser perfurada e morta, porém o animal apenas coloca a cabeça em suas mãos para ser acariciado. Brandt resolve ver o que está acontecendo.. O bicho sai de controle e perfura Brandt. 
Chocada, Astrid não sabe o que fazer e logo percebe que ninguém além de sua mãe pode ajudá-la com Brandt que parece estar morrendo a cada segundo. 
Sua mãe vai ao seu socorro, mais empolgada do que jamais esteve, leva o tal vidrinho amarelo e cura a perna de Brandt.
A partir deste momento a vida de Astrid muda e seus piores pesadelos tornam-se realidade. Ela leva um pé na bunda de Brandt que diz a todos que ela o drogou junto com sua mãe maluca que chamou primeiro, ao invés de chamar a polícia ou os paramédicos. E nesse momento sua vida social é arrasada, pois nem mesmo sua melhor amiga lhe dá ouvidos ou quer saber o que houve! Sua mãe a cada dia surta mais e mais, falando sobre a volta dos Unicórnios e em seguida envia Astrid para Roma para treinar e tomar para si seu legado como Caçadora! Tudo muito bizarro! E Astrid, mesmo tendo visto, ainda acha tudo meio louco. Mas logo que chega a Roma e se depara com o que lhe espera percebe que seus piores pesadelos não chegavam nem perto da realidade!

beijos 

Karini Lima

10 Comentários

  1. Karini, que abordagem diferente a do livro. Não conhecia a escritora, vou pesquisar sobre ela. Bjs, Isabela.

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  2. Olá, Karini.
    Adoro os livros da autora, mas não me animei muito a ler esse livro. Não sei porque!!
    Acho que não sou tão fã de unicórnios assim, ou então foi somente a preguiça de começar mais uma série!
    Beijos
    Camis

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  3. Nunca li livros que tivesse como personagem central os unicórnios, mas abordá-los como cruéis é bem interessante tira essa imagem que temos desde a infância de "coisa fofa". Boa resenha!

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  4. Diana é DIVA tb...Sociedade Secreta é uma das minhas séries favoritas...pela sua resenha podemos esperar o mesmo de caçadora de unicórnios..personagens muito bem construídos e uma história fascinante ..

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  5. Sempre ouvi falar bem da autora mas nunca li nada dela.O tema sobre unicórnios acho bem interessante

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  6. Não consigo imaginar unicórnios sendo cruéis e sanguinários, sempre os imaginei como criatura fofinhas e amigáveis, rs. Mas parece ser um livro muito interessante, com tema principal unicórnios. Eles costumam ser sempre os personagens secundários e tal. Enfim, parece muito legal, diferente, mas muito interessante. Gostei bastante, vou ler com certeza!

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  7. Até que achei essa trama bem interessante, pois pega seres que geralmente são tidos como "fofoletes", e transformam-os em seres não tão bonzinhos assim. Tudo bem que uma boa parte da história é clichê, como a garota impopular que fica mais impopular ainda, todos ao seu redor não acreditam em suas palavras, descoberta de que é um ser especial, e por aí, vai. Mas, como gosto desses clichês, desde que seja muito bem narrados, vou dar uma chance.

    @_Dom_Dom

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  8. Geralmente a gente vê unicórnios com a fama de bonzinhos e tal, então é difícil por na cabeça que aqui eles são seres do mal, tão do mal a ponto de serem caçados. Acho que é um ponto de vista diferente e deve deixar a história com um jeito bem instigante. Dá vontade de ver como isso ficou.

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  9. Achei o livro bem interessante , já tinha visto a capa em outros lugares. Bem legal. Mas, não sei se é um livro que eu leria talvez lesse pelo fato de ser incrivelmente diferente das coisas que um dia já li. Amei sua resenha, me fez repensar sobre minhas leituras ;3

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  10. Achei bastante original essa estória, e gostei muito do lance tabu sobre virgindade.
    Com certeza é mais uma obra que tem como base o tema da virgindade: virgens são puros por isso acabam sobrevivendo e prevalecendo, mas terão vários momentos que a heroína será tentada a não ser mais virgem, um clássico dilema!

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