Sinopse - "Nessa continuação de Codinome Cassandra, Jess estava de férias quando Amber Mackey desapareceu. Só que agora todo mundo na Ernest Pyle High School culpa a menina pela morte brutal da líder de torcida. No entanto, ela se sente totalmente isenta de qualquer responsabilidade. Afinal, como poderia ter impedido que a garota aparecesse morta se nem mesmo sabia sobre seu desaparecimento? Mas quando outra líder de torcida também some do mapa, Jess tem a chance de se redimir. E, de quebra, de ainda se tornar popular".


Minha opinião - "Esconderijo perfeito" é o terceiro livro da série que traz Jess como protagonista. A série conta as confusões que Jess se mete após ter sido atingida por um raio. Logo após esse acontecimento, Jess desenvolve a "habilidade" de encontrar pessoas desaparecidas. É claro que esse dom chama a atenção e vemos a adolescente tentar driblar o FBI nos dois primeiros livros. Após os problemas que ela passa, nada mais justo do que tirar umas férias e descansar. Bom, mas é claro que nada é fácil para a protagonista. 
Durante as suas férias uma líder de torcida do seu colégio desapareceu e foi encontrada morta algum tempo depois. O colégio inteiro a culpa por não ter feito nada e como se não bastasse uma outra jovem desaparece. Jess acaba se envolvendo em uma situação realmente macabra ao tentar encontrar a garota.
Como todo o livro juvenil, a trama conta com fatores como a pressão dos "amigos" na escola, a popularidade e o isolamento social.
Jesse é uma protagonista divertida, sarcástica e bem durona para a idade dela. É o tipo de protagonista que conquista o leitor na primeira fala. Sempre disposta a defender aqueles que ama, algumas vezes perde a calma e acaba sendo repreendida na escola. Não é que ela não esteja certa na maioria dos casos, digamos apenas que o modo como ela lida com os conflitos pode ser visto como exagerado. No âmbito familiar, Jess precisa lidar com uma família que vive constantemente tensa, principalmente por causa da doença de seu irmão Douglas.
Sua melhor amiga é Ruth, uma garota que também não está entre os populares. Alguns alunos implicam com ela, mas Jess está sempre por perto para defendê-la. Ruth é uma personagem chatinha, sem muito carisma que em alguns momentos fica devendo, pois não apoia Jess tanto quanto Jess a apoia. 
Temos também Rob Wilkins, que é o garoto por quem Jess suspira. Ele deixa claro que não quer nada com a "chave de cadeia" (já que ela tem só 16 anos e ele é mais velho), mas está constantemente perto da protagonista, o suficiente para mexer com os hormônios adolescentes da garota.
Um outro personagem ganha destaque no livro, o namorado de uma das líderes de torcida, o Mark. Mark é popular, bonito, muito desejado pelas garotas do colégio e após os recentes acontecimentos começa a se aproximar de Jess. 

"Olhei de relance, alarmada, em direção à secretária porque eu não sabia o que fazer. Quero dizer, nunca tinha lidado antes com jogadores de futebol americano chorando. Irmãos suicidas, sim. Maníacos homicidas que queriam me matar? Fácil! Mas jogadores de futebol americanos chorando? (p.80)

Como todo livro que envolve dramas adolescentes, não poderia faltar uma arqui-inimiga para Jess: a Karen Sue, o tipo de garota que se faz de santinha na presença dos pais mas que realmente não vale nada.
A leitura é rápida. A escrita da autora é fluida e prende o leitor do começo ao fim. Dos três livros já lançados no Brasil "Esconderijo Perfeito" é o mais fraquinho, mas mesmo assim é uma leitura que garante risadas, mistério e suspense.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa segue o esquema das capas dos livros anteriores da série.

"Com certeza eu entendo o desejo de estrangular uma líder de torcida. Nossa escola é o antro de algumas das mais malvadas animadoras de torcida da América do Norte. Sério mesmo. É como se você tivesse que passar num teste provando que não tem nenhum pingo de compaixão humana só para entrar na equipe. As líderes de torcida da Ernest Pyle High School preferiam arrancar os próprios cílios a se dignar a falar com um aluno que não fosse do calibre social delas". (p.19)

Espero que tenham gostado da resenha.
Aguardo comentários.
Beijos
Carol

Deixe um comentário

Comentários ofensivos e/ou preconceituosos não serão aceitos.

Obrigado por visitar e comentar.