Sinopse - "Kyla não deveria se lembrar de nada quando foi reiniciada. Mas segredos do seu passado atormentam sua mente. Presa em uma luta contra a opressão dos lordeiros, e ansiando por liberdade, Kyla vê seu passado e presente colidir de uma forma que ameaça sua vida. Enquanto sua busca desesperada por Ben continua, em quem ela poderá confiar em um mundo repleto de segredos e mentiras?" 


CONTÊM SPOILERS DO PRIMEIRO LIVRO


Minha opinião -  Ser reiniciado é a oportunidade de começar do zero, sem lembranças do passado e sem culpa, já que é necessário realizar algum ato que vá contra o governo para passar pelo processo. Kyla é uma reiniciada um pouco diferente, já que internamente questiona o governo mesmo tendo passado pelo processo e ainda por cima tem alguns flashbacks da sua vida anterior. E tudo isso se torna mais acentuado conforme ela avança em sua busca por Ben. 
O título do livro é perfeito para a trama do segundo livro da trilogia Slated: Fragmentada. Isso porque temos apenas fragmentos das informações principais. 
A cabeça de Kyla está mais confusa do que nunca e é difícil distinguir o que é real do que não é. Por mais interessante que seja analisar os devaneios das memórias de Kyla, em alguns momentos o texto divaga demais e apenas em um trechinho é colocada uma informação que vale a pena. O texto poderia ser mais enxuto, mas a trama no geral é muito boa, com doses de ação e emoção na medida certa.

"O ódio me toma por dentro. Ódio ardente, perturbado. Do lado de fora, meu rosto está calmo, atento; por dentro é bem diferente". (p.100)

Kyla é uma personagem peculiar e causa uma relação ambígua ao leitor, pois em alguns momentos torcemos por ela (quando ela toma a iniciativa em alguns momentos) e em outros ela fica tão parada que se torna apática.
A narração em primeira pessoa sob o ponto de vista de Kyla é muito revigorante, pois conseguimos seguir sua linha de raciocínio e as suas dúvidas, já que ela começa a perceber que não pode realmente confiar em ninguém. O leitor passa a analisar junto com Kyla as verdadeiras intenções dos Lordeiros e do Reino Unido Livre (R. U. Livre). Quais são os objetivos dessas duas facções e porque Kyla é tão importante.
Novos personagens são inseridos na trama trazendo uma maior dinamicidade e novas teorias conspiratórias.

"Eu os observo com cuidado durante o jantar. Jazz já está aqui, então todos os suspeitos estão presentes. Mas todos estão como sempre: ou alguém é um ótimo ator, ou eu estou enganada. Qual seria a outra opção? Só pode ter sido um deles". (p. 185)

Esse segundo livro é o encaminhamento para o desfecho da trilogia e deixou várias questões em aberto que esperamos que sejam respondidas no último livro.
"Fragmentada" traz um olhar mais analítico para a história. Temos uma visão mais psicológica e emocional dos personagens e das facções e ficamos tão perdidos quanto Kyla quando tentamos ter uma perspectiva do futuro.
A editora realizou um ótimo trabalho na diagramação, revisão e layout e a capa combina com a capa do primeiro livro. Para os fãs de distopias, a trilogia de Teri Terry é imperdível.
Espero os comentários de vocês.

"Todos esses planos meio formados em minha mente, de coisas que eu poderia fazer um dia...?
Um dia é agora". (p. 416)

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