Sinopse - "Quando Kate decidiu abandonar seu passado, em Melbourne, e começar uma jornada para dentro de si mesma, foi para um país reconhecidamente romântico. Enquanto se encantava com as ruínas de Roma e as praças de Nápoles, esperava encontrar — em ruas estrangeiras — sua verdade pessoal. Mas a peregrinação de Kate exigiu coragem. Encontrar o verdadeiro amor ou, quem sabe, perder-se para sempre de maneira a não ter mais qualquer chance de resgate foram possibilidades reais na Itália... Especialmente para alguém que estava acostumada a viver entre as vielas da escuridão. Em um romântico, mas estranho país, com muitos — alguns bem significativos — casos de amor, e mais algumas noites de sexo sem compromisso, ela vai se perguntar se é, verdadeiramente, um espírito livre, ou uma atriz que decorou tão bem o seu papel de mulher sedutora que já não consegue desvencilhar-se dele..."


Minha opinião -  Narrado em terceira pessoa "Noites italianas" conta a vida de Kate, uma ex garota de programa e viciada em heroína que tenta reescrever a sua história indo para Paris.Para quem espera um livro de temática erótica vai se decepcionar. O livro contêm é claro descrições sexuais, mas o foco principal é o lado psicológico da personagem, sua sensação de solidão e a tentativa de encontrar a felicidade enquanto viaja.
Kate não consegue se envolver emocionalmente com as pessoas, desenvolver amizades e conectar-se com outras pessoas sem ser através do sexo. É a descrição dos sentimentos de solidão, angústia e quase depressão que mexeram com os meus sentimentos durante a leitura. É um livro de conteúdo adulto por causa das discussões e reflexões que a autora realiza. "Noites italianas" é uma história verídica que discute os sentimentos humanos e relacionamentos. 
A leitura desse livro traz uma sensação de agonia ao leitor, pois os sentimentos da personagem extrapolam as páginas. A sensação de desamparo que Kate têm é muito forte e deixa o leitor sofrendo com ela.Como sempre, a editora realizou um ótimo trabalho. Não gostei muito da capa, mas é uma questão de gosto pessoal mesmo.

“E também há o respeito. Acredito que existem dois tipos de respeito: aquele que te faz abrir caminho, sabe? Que te faz abrir uma brecha para alguém, por respeito às diferenças. E também há o tipo de respeito no qual você respeita alguém o suficiente, a força que a pessoa tem, e dá uma chance, dá credito para que ela possa se defender. E talvez você tire algo disso, ou não. Mas respeito, por si mesmo, e depois pelos outros. Acredito que o respeito é a coisa mais importante.” (p.32)

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