Sinopse - "Nunca cruze olhares com Robert Naysmith. Por trás de um sorriso simpático e um terno bem cortado, há um predador examinando cada detalhe, estudando a rotina de sua presa, descobrindo o melhor momento para atacar. Um homem meticuloso, que segue regras rígidas para cometer seus assassinatos. Um homem acima de suspeitas, com um bom trabalho, uma linda namorada, uma vida confortável. Do outro lado do tabuleiro está o detetive Harland, um policial em luto pela morte de sua esposa, com uma raiva interna que se choca diretamente com a frieza e indiferença de seu adversário. Enquanto contorna a burocracia de seu trabalho, ele precisa seguir pistas que ligam uma vítima à outra, e que podem determinar se a próxima irá sobreviver ou não. Olhar Mortal é um inovador suspense de serial killer, que abandona as convenções do gênero para criar novas regras, regras que transformam cada assassinato num jogo, e onde as vítimas são apenas peças a serem movimentadas. É uma obra deliciosa, brilhante estreia de Fergus McNeill, um novo autor que respeita a inteligência do leitor e surpreende aficionados por thrillers". 

Minha opinião - "Olhar Mortal" é o primeiro livro da série policial Inspetor Harland. O livro é dividido em três partes principais: Severn Beach; South Down e Londres e narrado em terceira pessoa. 
Robert Naysmith é um homem de quase quarenta anos, de boa aparência, com um emprego estável e carismático. Namora com Kim, uma jovem de 28 anos e tem o que a maioria das pessoas consideram uma vida normal e desejável. Por trás dessa tranquilidade esconde-se uma mente brilhante mas totalmente distorcida. Os capítulos que apresentam o cotidiano de Robert mostram ao leitor um homem problemático, viciado em adrenalina e controle e assustador. Um dos pontos que se destacam na leitura é o relacionamento de Robert e Kim, pois o leitor não sabe se Kim tem noção do que Robert faz e simplesmente finge não saber ou se ela é mais uma vítima nesse jogo doentio.
Do outro lado da história temos o detetive inspetor Graham Harland, um homem que perdeu a esposa Alice há quase um ano e está quebrado. Com problemas para controlar sua raiva e viver em uma casa assombrada pelas lembranças de Alice, Harland é encarregado de investigar o assassinato de Vicky Sutherland, uma mulher de 28 anos morta brutalmente. O que ele não imagina é que Vicky é apenas uma de diversas vítimas de um homem perturbado.
O parceiro de Harland é o inspetor James Mendel, um homem honrado e preocupado com o parceiro e amigo. Infelizmente nem todos que trabalham na delegacia se preocupam com as vítimas: alguns tem ambições políticas como o chefe de Harland e outros, como o sargento Russel Pope, demonstram ineficiência e um ego gigante.
Uma história bem construída, com detalhes que funcionam como peças importantes em uma investigação que lida com o aleatório.
Um livro que têm ação, drama, suspense e muito mistério! Um excelente thriller policial que irá fazer com que os fãs do gênero não desgrudem até chegar a última página do livro, que por sinal, deixa claro a necessidade da leitura do segundo livro.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um trabalho excelente.  A capa é simples, mostrando um olho humano, que é um ponto essencial da trama. Apesar da simplicidade desperta a curiosidade.

"Ele percebeu desde o início que precisaria estabelecer regras. Caso contrário, não haveria estrutura, não haveria um desafio real... e qual seria o sentido se não houvesse desafio? Ele se perguntou quantos outros tinham trilhado esse caminho antes dele, movendo-se sem serem vistos pela sociedade, suas ações provocando pequenas ondas sobre a superfície das notícias, enquanto eles permaneciam silenciosamente anônimos, escondidos bem à vista". (p. 07)

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