Sinopse - "As Crônicas Marcianas descrevem a chegada e posterior conquista de Marte pelos colonos terráqueos. Bradbury lançou os contos em separado desde 1942, em forma de pulps. Ao reuni-los nas Crônicas Marcianas, ele faz uma crítica ao grande medo da época (década de 50), a Guerra Nuclear, críticando também as forças políticas antagônicas da época, em plena Guerra Fria".


Minha opinião - "As crônicas marcianas" é um livro que utiliza a ficção científica, mais precisamente abordando a colonização de Marte pelos seres humanos,  para discutir temas como o preconceito e a violência. Primeiramente é necessário refletir sobre as crônicas que formaram esse livro. Escritas desde 1942 pelo autor, cada uma delas aborda características presentes na sociedade da época que se estendem até hoje: o isolamento do indivíduo em meio a sociedade, o preconceito a todos que são diferentes ou que são estrangeiros, a necessidade do consumismo frenético e tantos outros temas que mesmo passando mais de 50 anos ainda continuam atuais.
O livro realiza uma cronologia que vai desde janeiro de 1999 até outubro de 2026 e mostra diversas tentativas de colonização. 
Cada capítulo apresenta personagens diferentes com situações mirabolantes. 
Um livro que sem dúvida serve para fazer o leitor refletir sobre política e sociedade, mas de uma maneira mais leve, com uma história inteligente e repleta de criatividade.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa dessa edição mais recente é perfeita, pois conta com os elementos essenciais do livro: o homenzinho verde, o planeta vermelho e as viagens espaciais.

"- Não importa. Deixem-me fazer uma pergunta. Como vocês se sentiriam se fossem marcianos e seu território fosse invadido por gente que começasse a destruir tudo?" (p. 105)



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Ray Douglas Bradbury (Waukegan, 22 de agosto de 1920) é um escritor de contos de ficção-científica norte-americano de ascendência sueca. Foi o terceiro filho de Leonard e Esther Bradbury, por causa do trabalho de seu pai (Técnico em instalação de linhas telefônicas), viajou por muitas cidades dos EUA, até que em 1934 sua família fixou residência em Los Angeles, Califórnia. Alguns pseudônimos usados por Ray Bradbury: Doug Rogers, Ron Reynolds, Guy Amory, Omega, Anthony Corvais, E. Cunningham, Brian Eldred, Cecil Cunningham, D. Lerium Tremaine, Edward Banks, D.R.Banet, Willian Elliot, Brett Sterling, Leonard Spaulding, Leonard Douglas, Douglas Spaulding.

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