Sinopse - "De uma infância pobre e sofrida à irresistível ascensão aos salões dos grandes reis; de um começo sem esperanças ao despertar de um poder inigualável e temido, Merlin vem a se tornar o homem mais influente da Idade das Trevas. Confidente supremo do rei Artur e maior conselheiro da corte de Camelot. Misterioso e enigmático. Amado e odiado. Druida, monge e mago. Na Britânia do Século V da Era Cristã – abandonada pela queda do Império Romano à barbárie dos invasores saxões –, Merlin surge para impor um novo tipo de rei a um povo abatido e desesperado, alterando, para sempre, não apenas o destino dos britânicos, mas de toda a humanidade. A saga de um homem determinado a erigir uma civilização de paz e justiça numa terra devastada pelo caos e pela guerra irrompe em uma aventura épica e brutal que equilibra realismo duro com doses amargas de magia. "O druida, então, abriu um sorriso malévolo aos soldados saxões. Hengist gritava às suas tropas para se manterem firmes, mas sua vanguarda ruía à medida que um resoluto Merlin avançava, a passos largos, na sua direção. A defesa saxônica se fragmentava perante o pavor supersticioso imposto pela figura aterrorizante do druida. Face à derrota iminente, Hengist se desesperou, girando seu machado e galopando para Merlin. O druida estancou diante do ataque rápido e brutal do rei saxão. Sem tempo para conjurar um feitiço protetor, Merlin percebeu, tardiamente, a estupidez de seu erro. Em sua soberba e imaturidade, ambicionara vencer sozinho a batalha. Agora, contudo, sua queda restauraria o ânimo dos saxões, desgraçando o contingente britânico. Merlin experimentou o fragor das narinas do cavalo e o tremor do solo sob seus cascos potentes. O machado de Hengist se projetou para lhe separar a cabeça dos ombros"".  

Minha opinião - "O Mago de Camelot" é dividido em duas partes: "trevas" e "luz". Com uma narração em terceira pessoa, o leitor vai do prólogo até o último ponto envolver-se em uma história deliciosa e repleta de emoção. Começamos no século III da Era Cristã, acompanhando Nimue, uma jovem de 19 anos com quase dois metros de altura e o dom de curandeira. Em seguida, temos uma passagem de 200 anos, onde acompanhamos Constantino e seus filhos Aurelius e Uther e a vida do rei britânico em meio guerras e traições. 
Nesse instante temos o aparecimento de Blaise, um poderoso druida que irá mudar o destino de muitos a partir de um simples ato. 
Em paralelo a essa trama existe a história do jovem Merlin, com apenas 15 anos de idade e seu irmão Nennuis, de 16 anos. Juntos, eles enfrentam uma vida repleta de sofrimento que tem início em sua própria casa, com a sua mãe.
O modo como a história é desenvolvida é viciante. Acompanhamos um jovem e confuso Merlin, tornar-se um homem de 25 anos, dois herdeiros que buscam vingança de forma desmedida até chegarmos a Arthur e a Távola Redonda. 
Além de uma trama inspiradora e criativa, o ritmo da história é perfeito, pois demonstra diversos acontecimentos sem tornar o enredo cansativo ou editado demais. 
Com personagens envolventes e carismáticos que estão na maior parte do tempo pendendo entre a bondade e a maldade, uma trama bem desenvolvida, complexa e delineada de forma excepcional, o leitor acompanha uma aventura repleta de magia, amor, guerras, vinganças e tormentos.
A história de um lugar longínquo há muitos e muitos anos atrás mas que possui personalidades conhecidas em todo o mundo e com diversas versões espalhadas pelo mundo.
Um livro que fala de valores, honra, mas principalmente sobre as responsabilidades de nossos atos e as consequências de ações tomadas de maneira precipitada. 
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa evoca a sensação e aventura e magia existente no livro.  Logo no início o leitor irá acompanhar a aventura através de um mapa da Britânia no século V d. C.


"Nossos atos trazem dentro de si mesmos as sementes de nossa própria ruína". (p. 104)




Sobre o escritor: Marcelo Hipólito é um escritor brasileiro, nascido em São Paulo. É autor dos romances "O Mago de Camelot: A saga de Merlin para coroar um dragão" (Novo Século, 2013), "Osíris: Deus do Egito" (Marco Zero, 2009) e "Lúcifer: o primeiro anjo" (Marco Zero, 2006). Hipólito participa das antologias "Fiat Voluntas Tua" (Multifoco, 2009) e "Metamorfose: a fúria dos lobisomens" (All Print, 2009). Além disso, é autor do e-book "Dullahan: Os cavaleiros sem cabeça" (Navras Digital, 2013) e coautor de diversos contos publicados em língua inglesa, nos Estados Unidos, Reino Unido e Espanha, dentre os quais se destaca "Eternal Grief", indicado para melhor conto de horror nos Estados Unidos, em 2003, pelo Preditors & Editors Readers Poll. Hipólito é também diretor de três filmes de curta-metragem de ficção, roteirista de cinema e produtor de teatro. Acesse o site

Um Comentário

  1. Lendo O Mago de Camelot voltei a infância com meu Rei Arthur nas mãos.
    Foi uma leitura deliciosa, Projeto Mãos Amigas e a turminha de Pratinha ficaram conhecendo os trabalhos do Marcelo Hipólito através de uma doação de Osíris Deus do Egito e logo em seguida fomos presenteados pelo autor com O Mago de Camelot que já em nossa comunidade.

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