Sinopse - "Brasil, 1956. Imagine ser possível viajar no tempo e espaço, transpor barreiras energéticas e fazer com que sua consciência seja capaz de voltar a um fato pretérito específico. O que você mudaria se pudesse voltar ao passado e fazer de novo? Daniel Pope é um rapaz que passara metade da vida se equilibrando sobre os escombros deixados pela tragédia que devastou sua família, destruindo sonhos e promessas de um futuro promissor. Mas quando a máquina de viagem no tempo chega às suas mãos, o rapaz tentará então regressar ao passado para evitar o sumiço de sua irmã caçula, uma garotinha que desapareceu na floresta quando ambos ainda eram crianças. Em sua luta desesperada para mudar o curso das coisas, Daniel perpassará pela história de sua família, deixando-se envolver por uma narrativa rocambolesca, permeada de mistério, magia, loucura e amores desencontrados. Mas ele não estará sozinho. Cecília Vieira, uma jovem aspirante à jornalista, o acompanhará nessa busca pela verdade e redenção, e ambos viverão um amor que somente a manipulação do tempo será capaz de alterar".  

Minha opinião -  "Uma janela no tempo" é dividida em cinco partes: "ninho vazio" - 1946 a 1947; "A roda da fortuna" - 1947 a 1956; "Pontes de Einstein-Rosen" - 1956; "Na saúde e na doença Edmundo Hans Shume" - 1915 a 1956 e "O tempo não para". Narrado em terceira pessoa, o livro traz a perspectiva do "e se..." E se fosse possível voltar no tempo para alterar um acontecimento horrível que marcou a vida de diversas pessoas?
É assim que conhecemos a família de Alexander com sua esposa Carmélia e seus adoráveis filhos Daniel e Lulu. Lulu é uma princesinha que é o coração da família com a sua ingenuidade e jeitinho de boneca. A vida da família vai de vento em popa, até que em uma terrível série de acontecimentos a menininha desaparece. 
De uma vida com uma perspectiva brilhante, a família passa por momentos de dor e dificuldades. O leitor irá acompanhar os anos seguintes ao sumiço de Lulu, principalmente pela perspectiva de Daniel, que se torna um jovem rebelde e sofrido, que se culpa por todas as desgraças que surgiram após esse momento tão importante. 
Conhecemos ainda a história de Lúcia Cambré, mais conhecida como Lacrimosa. Uma mulher de fibra que teve uma vida muito difícil e tomou decisões que alteraram toda uma família. Lacrimosa trabalhou quase que a vida inteira para a família Pope e praticamente criou Alexander e seus filhos, tornando-se mais do que uma simples babá.
A vida da família Pope mescla-se em alguns momentos da história com a história da família de Edmund Hans Shume, um pintor muito famoso e amigo de infância de Erick Vander Pope, tio de Alexander. 
Conforme o leitor avança na história, observa que os destinos entrelaçam-se em alguns momentos de maneira sutil, mas com resultados avassaladores.
É Erick Vander Pope que é o personagem que traz em sua história pessoal elementos chaves para a construção do texto. Seu trabalho com Einstein, suas escolhas e no final a sua presença na cidade de Esplendor no começo do livro são decisivas durante todo o percurso da história. E para aqueles que estão curiosos, é ele quem tem maiores informações sobre a máquina do tempo.
Os personagens apresentados no texto são bem humanizados, construídos de forma convincente e movidos pelos sentimentos como cobiça, ganância, culpa, amor e perdão. 
O livro leva o leitor a discutir sobre as escolhas da vida e  avaliar se voltar atrás realmente trará um futuro melhor. 
Uma trama perfeitamente enredada, personagens cativantes e histórias sobre encontros e desencontros e a força do verdadeiro amor. São esses os elementos de "Uma janela no tempo".
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um excelente trabalho. O trabalho interno do livro está lindo, cheio de detalhes e chama realmente a atenção. Existem alguns erros de digitação e gramática, mas nada que influencie ou dificulte o entendimento da obra e a capa é simplesmente belíssima.

Imagem de uma página interna do livro.


"O pretérito será sempre imperfeito aos olhos do descontente que busca no futuro o que com frequência poderia viver no presente se não fosse a cegueira de sua insatisfação". (p. 24)

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