Sinopse - "Patrícia Gomes era uma jornalista em busca do furo de reportagem que alavancaria sua carreira. Linda e destemida, vivia em uma cidade do interior dominada pelo tráfico de drogas e desafiava seu editor a romper o silêncio que cercava as atividades criminosas. A chegada do novo chefão de uma facção rival acirrou o conflito entre os bandidos e colocou a cidade em pé de guerra. Era a oportunidade que ela precisava para fazer a matéria que revelaria os detalhes sobre o crime organizado e a projetaria em sua profissão. O que ela não contava era ser capturada por Marco, o italiano que estava à frente da batalha. Implacável, taciturno, misterioso, indecifrável... Aquele homem representava tudo o que ela mais abominava. No entanto, emanava poder e sensualidade, e Patrícia viu-se entregue a seu magnetismo. Um inimigo, que lhe instigava sentimentos contraditórios e a levaria à beira da insensatez". 



Minha opinião - Narrado em terceira pessoa "Insensatez" apresenta aos leitores Patrícia, uma jornalista de 25 anos que trabalha no jornal da cidade. Noiva de Leandro e funcionária de Vicente, a jovem não concorda com o modo do seu chefe em ocultar as principais informações sobre o crime organizado da cidade. Vicente, afirmando que não quer se tornar um alvo e que o jornal é apenas um passatempo para ele, determina que Patrícia não pode publicar nada a respeito. Inconformada, a jovem investiga por conta própria (e com a ajuda do amigo Carlos) os rumores de que um novo chefão, um misterioso italiano, montou a sede dos seus negócios em um casarão na cidade. Infelizmente, a investigação particular de Patricia não dá muito certo e ela se vê refém de um homem arrebatador.....
A premissa do livro é muito interessante e desperta o interesse do leitor. Infelizmente a protagonista não agrada muito, graças a sua personalidade incoerente e muitas vezes atitudes infantis e imaturas.  A imaturidade de Patrícia deixa o leitor um pouco irritado e a falta de um "faro investigativo" deixa claro que a mocinha está na profissão errada. Durante a leitura fica claro que muitos detalhes apresentados indicam diversos tipos de corrupção e situações suspeitas e apenas a jornalista não percebe que existe algo errado. 
Apesar da química entre os protagonistas ser bem delineada, a necessidade de afirmar que está apaixonada por Marco é precoce. Passam-se apenas poucos dias e Patrícia caí de amores pelo italiano. Alguns leitores podem falar sobre o aspecto psicológico de ser mantida em cativeiro, mas mesmo assim a impressão que passa é de que é tudo muito precoce, pois não há muito da personalidade de Marco para Patrícia se apaixonar. 
Marco é um personagem mais bem construído pois tem um segredo em sua história que permite ao leitor conhecer um pouco mais sobre a sua vida com o avançar das páginas. Mesmo assim se engana quem pensa que ele é um príncipe encantado: sua personalidade forte indica um indivíduo extremamente teimoso e irredutível.
A dinâmica familiar de Patricia também é um pouco arrastada. Para uma jovem de 25 anos que se acha independente e está noiva, quase construindo uma vida a dois, ela é muito dependente dos pais, que a tratam como uma criança, fazendo proibições e não a ouvindo. É compreensível essa dinâmica visto que os jovens tardam mais para sair das casas dos pais nos dias de hoje, mas o modo como a família atua, principalmente o pai, é um pouco exagerada.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa é muito bonita e chama a atenção.

"- Desde a minha adolescência, eu a ouvia dizer que as mulheres não conseguiam me segurar porque faziam de tutto para me agradar e que isso só teria fim quando eu conhecesse alguém como você, bambina... Atrevida! - concluiu ao estender o braço num recado mudo para que ela se aproximasse". (p. 243)

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