Sinopse - "Stânix é um reino medieval que já foi habitado por humanos, anões e elfos. Durante a primeira guerra, liderada pelo tirano Syrt, o reino só foi salvo pela magia e inteligência dos elfos. Porém, a raça foi obrigada a deixar o reino, incitados pela profecia da segunda guerra. Aaron, um dos nascidos sob o sangue do primeiro grande conflito, foi deixado para trás e nem imagina o destino que lhe aguarda. Apenas ele pode salvar o reino. A profecia está dita e Stânix está em suas mãos... "








Minha opinião - Narrado em terceira pessoa, "Stânix - o poder dos elementos" apresenta ao leitor Aaron, um jovem abandonado pelos pais e que mora com os padrinhos Ina e Alast na aldeia de Mharol. 
Aaron vive tendo pesadelos constantes sobre uma batalha da qual nunca ouviu ou fez parte, então não sabe se seus pesadelos significam algo ou não. Além disso, o rapaz não tem muitos amigos na aldeia, graças a sua aparência: seus cabelos são azuis e suas orelhas um pouco pontudas.
Uma de suas únicas amigas é Sora, a mensageira da aldeia e filha do chefe do conselho, o Wolt.
Acontece que Stânix está passando por uma situação perigosa, pois existem líderes sedentos por poder que querem iniciar uma guerra. Aaron, Sora e Farep (um dos moradores de Mharol) irão representar a aldeia em uma tentativa de evitar que a guerra destrua tudo e todos por lá. O que os três não esperam é que essa jornada acabe apresentando a eles seus passados, presentes e futuros.
Aaron é um personagem bem construído, que consegue chamar a atenção do leitor pelo seu senso de honra assim como inteligência. A necessidade de entender suas origens é muito forte e mesmo o trio tendo uma responsabilidade tão grande, eles conseguem ser inteligentes e maduros o suficiente para entender e aprender com a jornada.
Sora é uma jovem capaz de se sacrificar para salvar aqueles que ama. Além de bondosa, é inteligente e tem um dom natural que pode ser bem útil em sua peregrinação.
A trama em geral é muito bem delineada e construída. O único problema encontrado é que é curta demais. Com menos de 150 páginas, o leitor fica imaginando que poderia ter mais desenvolvimento em algumas partes, principalmente relacionada ao passado e origem de Aaron.
No meio dessa jornada o leitor observa os laços das amizades, os testes de coragem e honra e também sobre o crescimento individual dos personagens, a defesa de seus ideias e a luta por aqueles que amam.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. Foram encontrados alguns errinhos de digitação, mas nada que influenciasse no entendimento ou atrapalhasse o ritmo da leitura. A capa inicialmente dá a impressão de ser simples, pelo fato de ser monocromática, mas ao observarmos mais de perto, existem inúmeros detalhes interessantes. 
Alguns detalhes sobre o trabalho interno devem ser ressaltados. Logo no início do livro existe um mapa, para que o leitor se situe melhor e no final do livro existe um guia de pronúncia muito interessante também. 

"O Sol passou tão depressa que quando Aaron viu o Sol começava a fica baixo e o garoto então foi para casa. Tinha que se despedir de seus tios antes da viagem, e não queria se atrasar. Levantou, deu uma última olhada no horizonte, empunhou sua adaga, desenhou na raiz onde estava sentado, e saiu correndo dali, sem olhar pra trás". (p. 19)


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