Tempo de Mudanças

Em um hospital em Bury St Edmunds, Daniel Blanchard está morrendo. A amiga Maggie May é sua companheira nesta jornada até o fim: senta-se ao seu lado todos os dias, segurando-lhe a mão e ouvindo histórias de sua vida, seus arrependimentos e seus segredos: os filhos que nunca conheceu e que, provavelmente, nunca conhecerá. Lydia, Dean e Robyn não conhecem o pai e também não se conhecem. Ainda... Todos eles estão passando por uma fase de mudanças e de dificuldades: Lydia carrega as cicatrizes de uma infância traumática e, embora seja rica e bem-sucedida, sua vida é solitária e confusa. Dean é um jovem sobrecarregado por uma responsabilidade imprevista, cuja vida está indo para lugar nenhum. E Robyn começou a faculdade de medicina, mas sente que alguma coisa não está certa. Três jovens com histórias muito diferentes, mas que se sentem igualmente perdidos e à procura de alguma coisa, como se faltasse um elo para dar sentido às suas vidas. E então, quando eles percebem que seus caminhos estão se cruzando, tudo começa a mudar...



A autora Lisa Jewell conseguiu reunir elementos que a primeira vista não teriam relação em um enredo complexo que conta uma história que leva anos para ser construída e une um grupo de estranhos da forma mais básica de todas: os laços familiares. Três personagens acabam se destacando na trama: Lydia Pike, Robyn Inglis e Dean.


Cada um desses três personagens vivem realidades totalmente diferentes tanto emocionalmente, quanto em estágios da vida que se encontram como financeiramente.

Esses três personagens nunca se viram antes e ainda assim terão as suas vidas cruzadas de uma forma irreversível, tudo por conta de Daniel, um homem de 53 anos que está morrendo em uma casa de repouso.


O livro traz um debate interessante sobre a criação vs laços de sangue e também mostra a jornada de pessoas que se sentem perdidas e solitárias, mas que acabam encontrando o seu caminho.

É uma leitura interessante mas também é um pouco pesada graças as situações criadas pela autora. Existe crimes, perdas, mistérios, morte, mas também existe vida, amor e fé. 



Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa é simplesmente fabulosa.


"Essa tranquilizadora reafirmação de que tudo continuaria, minuto a minuto, dia a dia, ano a ano, século a século. A compreensão de que a vida era maior do que sua experiência de vida; de que muito depois que tivesse ido embora haveria outros como ela; que talvez um dia, quando tudo o que restasse dela fosse um bloco de granito num cemitério do País de Gales, alguém em algum lugar talvez dissesse: A tia-avó da minha mãe ganhou uma fortuna com tinta, sabia? Ou talvez não". (p. 324)

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