Belleville


Sinopse: Se pudesse, Lucius aterrissaria em 1964 para ajudar Anabelle a realizar o grande sonho do seu falecido pai! De quebra, ajudaria a moça a enfrentar alguns problemas muito difíceis, entre eles resistir à violência do seu tio Lino. Claro que conhecer de perto os lindos olhos verdes que ele viu no retrato não seria nenhum sacrifício... Sem conseguir explicar o que está acontecendo, Lucius inicia uma intensa troca de correspondência com a antiga moradora da casa para onde se mudou. Uma relação que começa com desconfiança, passa pelo carinho e evolui para uma irresistível paixão – e para um pedido de socorro...







Lucius tem 20 anos e acabou de se mudar para Campos do Jordão, onde iniciará na faculdade de matemática, sua grande paixão. Em sua mente, como bom matemático que é, já está tudo planejado. Seu pai arranjou uma casa enorme e mau conservada onde será seu lar pelos próximos 5 anos. A casa está mesmo precisando de uma reforma ou uma repaginada que seja, uma vez que parece que ninguém habitou nela no último milhão de anos rsrs. Ainda bem que o corretor, na hora de lhe mostrar o imóvel, fez o obséquio de informar que o encanamento fazia um barulho assustador, do contrário Lucius teria se amedrontado, sozinho, naquela enorme espelunca. Verdade seja dita, apesar de estar naquelas condições, a casa lhe acolhia como um verdadeiro lar, Lucius se sentia em paz nela.
Nas imediações do terreno ele percebe uma construção que nunca foi acabada, aos seus olhos parece um projeto de uma montanha russa, mas como parece muito improvável, é apenas um leve pensamento.
Na faculdade, como calouro teve que enfrentar as gracinhas dos colegas, e como não se deixou intimidar, não demorou muito a criar inimizades com o grupo babaca de valentões.


Durante sua primeira semana, Lucius decide conhecer os arredores da casa onde está morando. Nos fundos do terreno, coberto por inúmeras árvores, ele encontra um velho galpão. Com dificuldade consegue abrir as portas emperradas e se surpreende com o que vê em seu interior. Logo sua atenção é chamada para uma moto Vespa, antiguíssima e decidi que irá mandar reformá-la e a usará para ir até a cidade e a faculdade (o lugar onde ele mora fica retirado da cidade).
Outra coisa que encontra dentro do galpão é um carrinho, ferramentas e o esboço de um projeto amador: sim, para sua total admiração o antigo dono da propriedade pretendia fazer no pátio de sua casa uma montanha-russa.
Lucius fica intrigado com tudo aquilo, mas como sua prioridade é a faculdade, decide usar um pouquinho do dinheiro que tem na poupança (para pagar todos os anos de faculdade) e arrumar a Vespa, assim facilitando-lhe a vida.
Ao avaliar a biblioteca abastecida de livros, ele não resiste e acaba retirando um da estante, só que ao fazer tal gesto, uma fotografia antiga cai de dentro do livro e ele se depara com a imagem de uma menina, de vestido, agachada com uma caixinha nas mãos. Mesmo a foto sendo em preto e branco ele pode jurar que a menina tem olhos verdes. Atrás da garota estava estacionada a Vespa e aos seus pés um buraco visivelmente recém escavado e uma pá atirada perto dali.
A curiosidade de Lucius foi a mil e quando se deu conta estava a procura do pilar do projeto da montanha-russa, onde calculava que a foto havia sido tirada. Escavou naquele ponto, sempre tendo a foto em mente e quase teve um ataque cardíaco quando encontrou a caixinha, a mesma que a garota segurava na foto. Mas o melhor ainda estava por acontecer: ao abri-la encontrou uma carta e ao lê-la levou um choque maior ainda. Era uma carta datada de 1964 onde a garota da foto pedia para que o próximo morador da casa realizasse o sonho de seu já falecido pai, terminando de construir a montanha-russa, que deveria se chamar Belleville.
Lucius não sabia se ria ou se chorava. Jamais teria condições daquele absurdo entretanto as palavras da garota o comoveram a tal ponto que decidiu escrever outra carta pedindo também ao próximo morador que realizasse o deseja da garota que agora ele sabia se chamar Anabelle. Enterrou a caixa e foi embora, ainda incrédulo.
Só que o fato de ter sido tão babaca a ponto de escrever uma carta e enterrar o deixou inconformado e no dia seguinte foi até lá para retirar sua carta. E algo inexplicável havia acontecido. Sua carta não estava mais lá, ao invés disso havia uma outra... acredite se quiser, de Anabelle.
No início ambos pensaram estar sendo vítimas de uma piada de mal gosto. Anabelle estava em 1964, Lucius em 2014, ou seja, não seria possível estarem trocando cartas com exatos 50 anos de distância no tempo.
Ainda assim eles seguem trocando cartas até que percebem que um já não pode mais viver sem  outro. É então que Lucius percebe que está em suas mãos realizar o sonho do pai de Anabelle e por consequência o dela também. E decide construir Belleville.
Você pensa que terminou por aí? Que nada! O tio de Anabelle decide assumir a casa para si e ela é obrigada a seguir suas regras absurdas. Ela e seu gato Tião.
Juntos, com 50 anos a separá-los, ela e Lucius tentarão encontrar uma maneira de acabar com aquela história de ma forma pacífica.
Mas como poderão ficar juntos?
Vocês terão que ler para descobrir.
De minha parte, nunca mais voltarei a olhar para uma montanha-russa sem me lembrar de Belleville.

7 Comentários

  1. Oi!
    Me encantei por essa história, um romance aparentemente lindo. Estou louca para saber como é que eles trocam cartas com exatamente cinquenta anos de diferença, será que ela é a mesma Anabelle de 1964? E como é possível ela ter descobrido que ele deixou uma carta? Preciso dese livro porque se não essas perguntas nunca se calaram em minha cabeça.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Nadja, tudo bem? Você preciiiiiiiisa ler este livro para sanar todas as suas dúvidas e eu garanto: vale a pena, o livro é realmente surpreendente. Bjs.

      Excluir
  2. Olá!
    Eu já li esse livro e me apaixonei pela história.
    Lucios e Anabelle são uns personagens muito bem construidos e nos encanta.
    O livro me emocionou muito.
    O final pra mim foi perfeito.
    Adorei a sua resenha.
    Beijinhos!
    http://www.eraumavezolivro.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Suelen. Lindo mesmo o livro né? O Felipe Colbert soube trabalhar muito bem nas duas épocas diferentes sem se perder. Adorei. Obrigada pelo carinho.
      Estou seguindo seu blog :)
      Beijos

      Excluir
  3. Já tinha ouvido falar desse livro mas não imaginei que fosse uma história tão fantástica :)
    Ótima resenha!

    Bjs
    Jéssica Rodrigues
    http://lilianejessica.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada Jessica, o livro é muuuuuito bom mesmo e o escritor incrível em sua escrita. Vale a pena lê-lo, eu recomend.
      Estou seguindo seu blog. Beijos.

      Excluir
  4. Oh meu Deus como pode !!! Um dos meus filmes favoritos é a Casa do lago e esse livro se parece muito , quero demais ler e me apaixonar também por essa história :)

    http://blog-princesadosenhor.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir

Comentários ofensivos e/ou preconceituosos não serão aceitos.

Obrigado por visitar e comentar.