Sinopse - "Scott não está bem desde a aterrorizante noite em que homens não identificados assassinaram sua parceira Stephanie e quase o mataram também, deixando-o cheio de ódio, humilhado e sempre à beira de um ataque de nervos. Maggie também não está bem. A pastora-alemã sobreviveu a três temporadas no Iraque e Afeganistão farejando explosivos até perder seu tratador no ataque de um homem-bomba. Seu estresse pós-traumático é tão grave quanto o de Scott. Eles são a última chance um do outro. Ele era um jovem policial em ascensão, ela foi criada para cuidar e proteger. Juntos, vão começar a investigar o caso que ninguém quer que investiguem: a identidade dos homens que assassinaram Stephanie. O que os dois descobrem é que nada é o que parece ser. Eles seguirão por um caminho que os levará através das obscuras lembranças de seus infernos pessoais. Será que conseguirão sair dessa e encontrar os culpados? Ninguém pode prever".


Minha opinião - "Suspeitos" é narrado em terceira pessoa e dividido em Prólogo + 4 Partes. 
No Prólogo, chamado "A bola verde" somos apresentados à Maggie, enquanto ela está em uma missão no Afeganistão com Pete Gibbs, seu treinador e membro do corpo de fuzileiros navais dos EUA. 
Nessa parte é possível acompanhar a visão de Maggie sobre o seu mundo, através de sensações, cheiros e percepções. Esse é um dos detalhes marcantes desse livro, observar os capítulos que apresentam a perspectiva de Maggie permite ao leitor sentir-se mais próxima de seus protagonistas.

"Pete era da matilha. Pete era dela. Maggie e Pete comiam juntos, dormiam juntos e brincavam 24 horas por dia, sete dias por semana. Ela o amava, adorava, protegia, defendia e sentia-se perdida sem ele. Quando os outros fuzileiros chegaram bem perto, Maggie os alertou com um rosnado baixo. Ela tinha sido criada para vigiar e proteger o que fosse dela, e Pete era dela. Eles eram a matilha". (p. 09)

Infelizmente a missão dá errado e Maggie perde seu chão e acaba ferida...

Na parte I, chamada "Scott e Stephanie" conhecemos os parceiros em Los Angeles. Stephanie Anders é a melhor parceira que um policial poderia pedir e ela e Scott estavam tendo uma noite tranquila até que um acontecimento inesperado e sem lógica acontecesse, deixando Scott gravemente ferido e Stephanie falece. 
Agora, meses após esse incidente, Scott tem sessões de regressões com o psiquiatra, o doutor Charles Goodman. 
Em paralelo, um novo investigador é designado para o caso, o detetive Bud Orso, um homem que está dedicado em resolver um crime contra seus irmãos de azul.
Scott está decidido em trabalhar sem ter mais parceiros então se inscreve no setor de treinamento de K-9, onde conhece Dominick Leland (um personagem que se destaca por sua personalidade!).
Na parte II, chamada "Maggie e Scott"  começamos a observar a interação desses dois protagonistas. Conforme é possível imaginar, esses dois protagonistas tem suas dores e estão quebrados, sofrendo com suas perdas. 
Tanto Maggie quanto Scott são personagens repletos de nuances. Os traumas e a maneira como os dois enfrentam o cotidiano são ao mesmo tempo semelhantes e diferentes. A construção dos protagonistas é delicada e permite ao leitor se apaixonar por ambos. Maggie começa o processo de cura de Scott sem ele perceber. Seu apoio incondicional, sua mera presença, faz com que Scott ganhe mais disposição e também se empenhe mais para descobrir o que houve na noite fatídica. 
A terceira parte, chamada "Proteger e Servir" leva o leitor a algumas respostas sobre o crime. Ao mesmo tempo que avançamos na investigação, percebemos que existem pessoas poderosas envolvidas e que Scott não faz ideia de onde está se metendo.
E a parte IV, chamada "Matilha"... com um título desses não precisa de muitos comentários não é?
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um bom trabalho. Existem alguns errinhos de digitação e grafia, assim como alguns trechos traduzidos foram "aportuguesados". Mesmo assim, é possível realizar a leitura sem problemas. 
Um dos detalhes internos que se destaca é a imagem da digital humana mesclada com uma "digital" canina. Esses detalhe aparece na página inicial de cada parte e também nos versos das capas. Não sei se é possível observar esse detalhe nas imagens abaixo (desculpem pessoal, baixa resolução da câmera do celular =\)



A capa é interessante, desperta a atenção e combina com o conteúdo.

Um livro policial, mas que também fala de superação e perda, e demonstra o lindo laço criado entre o ser humano e os animais.

"Esses cães não são máquinas, caramba. Eles estão vivos! Eles são criaturas de Deus de sangue quente, que vivem e têm sentimentos e vão te amar com todo o coração! Vão amar vocês quando seus filhos bastardos mijarem em suas covas! Vão ver e testemunhas suas maiores vergonhas e não irão julgá-los!..... E tudo o que eles pedem, tudo que eles querem ou precisam, tudo que custa pra VOCÊ pra ter TUDO isso, é uma simples palavra de carinho". (p. 77)

6 Comentários

  1. Eu nunca li nada parecido com isso . Também nunca tive cachorros pelo menos não na minha vida pós infância e antes disso , bom ... eu não me lembro . Mas eu acho incrível a maneira como algumas pessoas tratam seus cães alguns ás vezes recebem um tratamento melhor do que certos humanos, mas o que mais me chama atenção é a facilidade que eles tem em se apegar as pessoas e esse livro com certeza relata algo disso . Muito bom , fiquei curiosa pra conhecer mais essa história :)

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    1. Oi Ana Carolina, tudo bem?
      O livro é uma graça e tem um ar policial que prende o leitor. O que eu mais gostei no livro foi perceber como Maggie entende os acontecimentos à sua volta, através das sensações e cheiros ;)
      Obrigada pelo comentário!
      Bjkas

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  2. O único livro sobre animais com humanos com o qual me dei bem foi Marley&Eu. Não sei porque, sempre acho meio forçado. E o enredo me pareceu confuso :/ Pela resenha e por ser romance policial acho que eu daria chance a ele um dia, mas não agora.

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    1. Oi Grazi, tudo bem?
      Eu gostei bastante do livro, observar a interação de um cão treinado traumatizado e um policial traumatizado, ambos por perderem seus parceiros, sinceramente foi uma leitura inédita pra mim.
      Obrigada pelo comentário.
      Bjkas

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  3. Oi!
    Nunca li nenhum livro policial,acho que é uma boa oportunidade, vendo a resenha agora ele me parece bom. Gosto quando mostram o amor entre o animal e o ser humano. Acho que esse livro tem um pouco de suspense, porque se tiver vou gostar mais ainda.

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  4. Olá!
    Eu não gosto muito de livros que contam histórias de animais. As histórias não me prendem.
    O livro parece ser interessante, mas não me prendeu.
    Beijinhos!
    www.eraumavezolivro.blogspot.com.br

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