Sinopse - "A seleção de narrativas deste livro nos transmite aspectos sutis da milenar cultura japonesa e é encabeçada pelo famoso conto “O velho cortador de bambu”, que integra a destacada lista dos 1001 livros para ler antes de morrer. Nele e nos demais contos aqui apresentados, em meio à Natureza vista como divindade, assistimos ao confronto entre as forças do Bem e do Mal. Ricos em descrições, os relatos desvendam a nossa condição humana e os nossos instintos, enquanto acompanhamos o destino pessoal e quase sempre tristonho de donzelas, madrastas e bravos guerreiros, em cenários extraordinários".

Minha opinião - Antes de falar sobre o livro, preciso deixar claro que não havia lido nada sobre o tema. Apesar do interesse em contos e lendas, até hoje não pesquisei muito sobre o assunto. Então não tenho ideia sobre a grafia correta dos nomes e termos e a origem desses contos. A minha opinião é de uma leitora que entrou em contato pela primeira vez com essas histórias através desse livro.
O livro possui oito contos: "O conto do cortador de bambu"; "A princesa Hase", "A bela bailarina de Yedo", "A donzela de Unai", "A flauta", "Milagre na véspera de ano novo", "Pochi, um cão leal" e "Rai-Taro, o filho do trovão".
O conto mais longo é o que dá título ao livro, o cortador de bambu, que conta a história de Sanuki no Miyatsuko, conhecido como o Velho Cortador de Bambu. Um dia em seu trabalho no campo, ele encontra um talo que tinha uma base brilhante, e dentro desse talo, havia uma garotinha linda de 10 centímetros. Essa garotinha se tornou uma linda mulher, chamada princesa Kaguya-hime.
Sua beleza tornou-se conhecida, e cinco pretendentes importantes surgiram. Cada um deles tem uma missão extraordinária a cumprir se quiser conquistar essa princesa independente.

"Todos os cinco homens parecem ser igualmente corteses. Como eu poderia dizer qual deles é o mais merecedor? Se algum dos cinco me trouxer uma coisa especial que eu gostaria de ver, saberei que a sua afeição é a mais nobre e me casarei com ele". (p. 19) 

Cada busca uma lição. Cada lição uma reflexão sobre a vida, a maneira como agimos e como encaramos o mundo.
Os outros contos também trazem lições extraordinárias, como a inveja de uma madrasta pela sua enteada, um casal de velhinhos tão bondosos que ao ser recompensados acabam despertando a cobiça de seus vizinhos e a lição de humildade adquirida por um jovem que foi criado por uma família simples, mesmo ele tendo uma origem importante.
São ensinamentos que todos nós devemos levar por toda a vida: praticar o bem sem expectativas de recompensas, não prejudicar o próximo, ser honesto e justo, ser honrado e amar incondicionalmente.

"- Você nos trouxe fortuna, nos deu tudo. O que nós te demos, Rai-Taro, meu filho?
Ele respondeu:
- Vocês me deram três coisas: ensinaram-me a trabalhar, a sofrer e a amar". (p. 132)


O que a autora fala do livro:

O livro O Cortador de Bambu e outros contos japoneses faz parte da Coleção Contos Mágicos da Editora Aquariana/DeLeitura, uma coleção que reconta histórias da tradição oral de outros povos, revelando elementos culturais que, curiosamente, apontam contrastes e similaridades com a nossa cultura. Os contrastes surgem pela referência a outras épocas e regiões, outros costumes, valores e crenças. As similaridades, pelo fato de narrarem histórias sobre o homem e suas necessidades básicas. Ou seja, em todos os tempos e lugares há algo em comum com a nossa essência. Daí a identificação com personagens, daí as semelhanças entre contos de origens tão diferentes, daí sua imortalidade. 

A tradição oral é composta, basicamente, por relatos que passam de uma geração a outra, de pais para filhos, de um povo para outro. Nesse contar e recontar, as histórias vão se modificando, se adaptando, gerando versões diversas. É transmissão de saberes, de crenças, mitos e lendas entre homens que sentavam ao redor do fogo, em noites intermináveis, em busca de aconchego, diálogo, cumplicidade, superação de medos e incertezas.

Essas histórias, a princípio sem registro, ficaram guardadas no tempo da memória até chegarem à escrita e permanecem vivas e atuais. Nelas nos reconhecemos e nos reencontramos. Sua origem perde-se no tempo. Inicialmente destinadas ao público adulto, sofreram alterações em seu enredo e muitas se tornaram contos infantis. 

A seleção de contos japoneses deste livro é encabeçada pela adaptação do famoso “O velho cortador de bambu”. São contos que nos falam sobre o confronto entre o bem e o mal, sobre a condição humana, sobre destinos de mulheres submissas, temperando realidade com encantamento e magia.

Conhecer a história das civilizações através da literatura nos faz mais cientes dos códigos de ética que movem o homem – de ontem, de hoje –, mais cientes do outro e de nós mesmos. É leitura mais que recomendada para jovens de todas as idades que preservam o prazer da descoberta. 

Sonia Salerno Forjaz

6 Comentários

  1. Não me interessei muito pelo livro não... achei a resenha boa, mas o livro não conquistou meu interesse. é isso...

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    1. Oi Bruno. Quem sabe o próximo a ser resenhado não desperte a sua atenção?
      Bjkas

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  2. Livros que além de bonitinhos e bem feitos trazem reflexões para nossa vida são sempre ótimos. Mais uma dica para o clube de leitura dos meus Juvenis :)

    Beijos
    Passaporte Literário

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    1. Eu acho muito importante livros com conteúdo na formação infantil Jhey.
      Bjkas

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  3. Não conhecia este livro, mas ele parece ser ótimo
    Obrigado pela dica ;)

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    1. Fico feliz em ter fornecido a dica Lissandro.
      Bjkas

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