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Um Diário de uma Garota
Conheça Minnie Goetze: Uma garota de 15 anos acaba de perder a virgindade com o namorado de sua mãe, Monroe, 35, em meados dos anos setenta em San Francisco. “Eu tive relações sexuais”, diz a jovem. “Puta merda!”
Desde o início, da adaptação do livro lançado nos EUA em 2003, que aborda em tom semi-autobiográfico O Diário de uma adolescente, você vai experimentando o mundo (assim como o apetite de Minnie para o sexo, drogas e arte), embora a perspectiva de sua heroína acontece por meio de uma mistura de escritos em diário, narrações sinceras e cartuns divertidos. Qualquer pessoa que tenha lido o livro poderia pensar que sua narrativa não-linear e a mistura de prosa e graphic novel não se presta exatamente para a tela grande – e isso tudo é o que faz do filme de estreia da roteirista e diretora, Mariane Heller muito mais impressionante, porque funciona.
A diretora não tinha a intenção de transformar aquele diário cru, franco de uma criança num conto moralista de transição para a fase adulta, numa obra de advertência para pais e adolescentes, não; ao mesmo tempo, ela não queria por na tela uma obra que “explorasse a fragilidade de uma adolescente com cenas gratuitas para chocar a audiência”, e isto era o desafio, um equilíbrio complicado dado o enredo do livro. É Minnie quem mais ou menos inicia a relação com o homem mais velho, e sua curiosidade também a leva a experimentar drogas, a relacionar-se com uma colega, participar de um triângulo e outras situações arriscadas -, mas ela também é talentosa, mal-humorada, apaixonada e sofre. Enfim, ela é mais real do que os detalhes picantes presentes no filme. Felizmente, Heller encontrou na Inglaterra uma atriz capaz de bancar um personagem tão complexo e real nas telas, Bel Powley. “Ela foi crucial para o sucesso deste projeto”, diz Heller. “Bel enviou um vídeo do teste, o que é surpreendente, porque eu nunca ouvi falar de pessoas escolhendo o elenco a partir de um vídeo, sem contato direto. Eu assisti o teste e fiquei apaixonada por ela.”
Na estreia, o público de Sundance estava entusiasmado, como as exibições do festival costumam ser, mas havia o risco de receber as primeiras críticas sob o fogo moral, da relação entre um adulto e uma adolescente, e o filme ficar perdido em apenas um foco: abuso de menor. “Estou preparada para a reação das pessoas “, diz Heller. “Mas, se assistirem sem preconceitos, verão alguns sentimentos reais entre os dois, e acho Monroe (interpretado pelo astro de True Blood,Alexander Skarsgard) tem, emocionalmente falando, 15 anos de idade. Eu penso que ele foi irresponsável, mas eu o vejo em uma relação supercomplicada que se forma na zona cinzenta de nossas vidas. Em última análise, ele ajuda a Minnie entrar em contato com sua sexualidade, o que é uma coisa boa e que também a ajuda a encontrar o seu próprio valor”.
Powley acrescenta: “Nós não estamos tentando promover sexo de homens adultos com meninas de 15 anos de idade, mas um filme com seus personagens sem pré-julgar. Nós não queríamos retratar Monroe como um predador, porque isso ele não é. E Minnie estava em um ponto em sua vida onde ela poderia ter caído apaixonada por quem tirou a sua virgindade, assim como acontece a um monte de jovens meninas”.
Para a diretora e a atriz, a história de Minnie traz um tanto da adolescência de Gloeckner, mesmo que na vida real ela não tenha ido para os mesmos extremos. “Quando era adolescente e comecei a descobrir a sexualidade eu também senti que algo estava errado comigo”, diz Heller. “Eu me senti poderosa e confortada com o livro de Phoebe, pela representação de uma jovem sem medo de explorar a sua sexualidade”, diz Powley, que deixou a adolescência há poucos anos, e completa: “Com certeza, eu passei por tudo o Minnie atravessa. Mariane quis retratar o que realmente acontece com uma adolescente em termos da frustração, oscilando entre tantas coisas diferentes ao mesmo tempo. E isso era um pesadelo quando eu tinha 13, 14, 15; Mas aos 16 eu já havia passado por tudo isso, então tinha me tornado uma pequena adulta”.
Os fãs do livro certamente ficarão satisfeitos com a adaptação fiel, mas este filme não é apenas para teenagers. Nas palavras da personagem, Minnie, é “para todas as mulheres, meninas que já cresceram, e viveram as mesmas situações.”
O livro será lançado em no Brasil com o titulo O diário de uma garota normal ainda neste semestre.
Esse post foi tirado do site da Faro Editorial (aqui). Todo o crédito desse post pertence à Faro Editorial.

8 Comentários

  1. Eu confesso que este estilo de livro/serie/filme não chama minha atenção, mas para quem curte acho que agradara bastante,
    Fora que sexo de uma garota desta idade com um homem adulto..
    Mas acho que tem um publico bem grande que ira curtir claro.

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  2. Oi Carol!
    Não conhecia o livro nem o filme, mas confesso que a história não me interessou muito. É uma situação difícil para se adaptar ao cinema, imagino as críticas que a diretora escuta...
    Bjs

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  3. Oi Carol. Não conhecia esse livro mas achei a história interessante. Não sei se assistiria a um filme com essa história mas o livro com certeza eu leria.

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  4. Uouuuu isso que é um baita livro kkkkk
    Não li nada comparado a isso :p
    Fiquei com vontade de ler, vamos esperar o lançamento :D

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  5. Oi Carol,
    Para quem gosta pode ser uma leitura bacana, mas eu não curto, então não pretendo lê-lo.
    Beijocas ^^

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  6. Ola Carol que historia em rsrsrs, no começo pensei que menina mais pervertida kkkkkkkkkk mais ai pensei bem nao podemos julgar neh e fora que ainda nem li o livro nem vi o filme.. mais parece ser bem intrigante pela a historia, mtoo legal a resenha comparando os dois lados.. bjooos

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  7. Oi
    Não curti o gênero mas achei algumas partes da história bem engraçadas. Vou procurar conhecer um pouquinho mais da história, pois posso passar a gostar...

    abs

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  8. Não conhecia ainda nem o livro nem o filme gostei de ver um traça de humor na historia o livro não faz muito meu gênero mais vou dar uma olhada !!!

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