SinopseNo mundo em que Corin vive, logo nos primeiros anos de vida o nome da sua alma gêmea é marcado para sempre no seu punho. A busca pela pessoa predestinada pode durar anos, até mesmo décadas. Mas e se você nunca encontrar essa pessoa? Ou se encontrar e simplesmente não amá-la? E se, como Corin, a última coisa que você quiser é ser encontrado? Com essa obra, a autora ganhou o prêmio Sony Young Movellist.









O local: Inglaterra. 

Os personagens: Corin é uma jovem de 19 anos, sarcástica, inteligente e que adora burlar as regras impostas pela sociedade. Principalmente a regra sob a alma gêmea. 

Jacinta é a irmã mais velha de Corin. Ela passou por um grande trauma quando adolescente, de forma que é um pouco surtada. Qualquer quebra em sua rotina a leva até a ala psiquiátrica do hospital. A convivência entre as duas é bem difícil, pois Corin ressente-se da irmã mais velha, que por sua vez, na maior parte do tempo, está aérea ou é ácida. Não há amor fraternal entre as duas.
Colton Furnish estuda com Corin desde sempre, mas devido aos últimos acontecimentos no curso profissionalizante, aproxima-se da protagonista. Ele é o oposto da Corin: gentil, respeita as regras e tem um lar bem estruturado e amoroso. 


Enredo/ Trama/ Narrativa e HistóriaNessa sociedade, quando jovens, as pessoas tem um nome tatuado em seu pulso. Apenas o primeiro nome. O nome do seu companheiro. E elas devem mantê-lo oculto.


"Os livros de História dizem que, por tradição, as almas gêmeas devem tirar os protetores de pulso somente na noite de núpcias". (p. 11) 

Acontece que entre o surto de Jacinta e o falecimento de seu pai quando Corin tinha dez anos, a protagonista luta diariamente contra o sistema, que trouxe tanta infelicidade a sua vida. O que percebemos durante a leitura é que o sistema também luta contra Corin, como no caso de sua graduação nos cursos profissionalizantes.

"Todo mundo está sujeito a ter ideias preconcebidas e ideais de como você deve ser, como você deve querer ser, o que você deve fazer. Nada estraga mais uma pessoa quanto os outros esperarem algo dela. O mundo deixa você para baixo, você se irrita, não consegue responder às expectativas, ou, quando o faz, não é exatamente como esperou que fosse. No fim, todos não passam de caquinhos recém colados com fita adesiva e pedaços de barbante". (p.70)

Como se isso não bastasse, estão ocorrendo suicídios de jovens em todo o país. Apesar da mídia não expor em detalhes os motivos dessas mortes, Corin utiliza o submundo para adquirir mais informações.

" E o sujeito não parava de dizer: Ela é minha alma gêmea e eu estou feliz que ela queira morrer, porque eu a odeio". (p. 63)

A trama mescla a situação pessoal da Corin com os acontecimentos gerais, tornando a leitura mais dinâmica. A narrativa é feita em primeira pessoa, pela perspectiva da protagonista e acaba dando um tom mais intimista à história. A história é surpreendente, principalmente quando chegamos ao final desse primeiro livro e revelações são realizadas.

"A humanidade é muito boa em se gabar das coisas que supostamente são positivas e encobrir as coisas que não quer que mais ninguém saiba". (p. 66)

A interação de Corin e Colton vai amadurecendo com o avançar das páginas. Colton consegue ir quebrando as muralhas erguidas pela protagonista e Corin vai apresentando ao Colton o lado interessante de se quebras as regras.

A escrita da autora: A escrita da autora é direta e concisa. Não há excesso de adjetivos e descrições, mas nos casos das explicações sobre as peculiaridades dessa sociedade, como por exemplo, a semana do racionamento, o centro de vida eterna, o próprio conceito dos relacionamentos, as explicações são mais detalhadas.

Revisão/ Diagramação/Layout e Capa: A editora realizou um ótimo trabalho. A diagramação é simples, mas muito bem feita, as páginas são amareladas e o tamanho da fonte é agradável. A revisão está impecável e a capa chama a atenção. 


"Esta é a primeira coisa que lhe ensinam quando você entra na escola, antes de lhe ensinarem a se limpar e a dar descarga depois de usar o banheiro; e antes de ensinarem a responder à chamada. Mas nem precisava. Seus pais lhe contam quando você está aprendendo a dizer seu nome; repetem inúmeras vezes quando você está aprendendo a dar seus primeiros passos vacilantes; é a sua canção de ninar quando você não pode ficar acordado até tarde. E, quando você entra na escola, as orientações são repetidas. Passam a fazer parte de sua psique. A partir do momento em que ele aparece pela primeira vez, você não revela a ninguém o nome em seu pulso". (p.07)

"O nome em seu pulso" é um romance, mas também uma crítica a sociedade. É uma história que leva o leitor a refletir não apenas sobre o amor e o companheirismo, mas também sobre as verdades ocultas que coordenam uma sociedade.


5 Comentários

  1. conheço o livro só pela capa, vendo assim nem dá pra imaginar que é um livro tao incriveis, adoro ler livros críticos e reflexivos, gostei ainda mais por se tratar de uma leitura independente coisa rara hoje em dia.

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  2. Adorei a resenha, não conhecia o livro, mas super me interessei pela história, adoro livros que fazem a gente refletir, fiquei super curiosa para conhecer um pouco mais dessa história, pretendo ler em breve.

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  3. Desde que vi essa sinopse pela primeira vez fiquei curiosa sobre a história. O nome em seu pulso parece ser uma distopia (fantasia, não sei o gênero...) ótima e essa crítica que faz à sociedade só deve deixar o enredo melhor... Espero não me decepcionar com e leitura...
    Bjs

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  4. Oiiee,
    Gostei da resenha, ainda não tinha ouvido falar do livro, mas pelo visto ele é bom, gosto quando os livros nos fazem refletir sobre certos temas, fiquei curiosa para ler.
    Beijos *-*

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  5. Carolina!
    Um livro que questiona a sociedade, já está valendo e com romance, melhor.
    Achei intrigante essa história da tatuagem...
    “A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.”(Mario Quintana)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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