SinopseEste romance conta uma incrível história de amor entre um francês e uma descendente de indígenas tupi-guarani. Esse grande amor é brutalmente interrompido para ressurgir com todas as forças depois de 272 anos.Uma parte desse caso de amor se passa no município de Carvalhos, no Estado de Minas Gerais, no ano de 2013. A outra parte se passa no Arraial dos Franceses, na Capitania de Minas Gerais, no século XVIII. (...)
O “Mon Journal”, um estranho diário, desaparece misteriosamente no ano de 1741, no Arraial dos Franceses, para ser encontrado apenas no ano de 2013 em Carvalhos. Tal diário é o elo que esclarece a relação entre os dois casais de épocas tão distantes e tão diferentes.
Há, ainda, um estranho ser que os acompanha durante todo o desenrolar da narrativa. Um ser não visível, mas que lhes causa grandes apreensões.



A história é narrada em terceira pessoa e como a sinopse explica, é dividida em dois tempos.
Somos levados para Carvalhos, uma cidade de Minas Gerais no ano de 2013 para conhecer Jean, um jovem francês que veio com os pais para o Brasil aos cinco anos de idade. Jean está visitando o amigo Alaor e sua família, a mãe Jamilah, o pai Munir e a irmã Samira. 
Passar uns dias na cidade, conhecer alguns locais paradisíacos e se divertir um pouco antes de procurar um emprego. Esse é o plano de Jean. Mas tudo muda quando ele conhece Karina, a amiga de Samira.
Sabe quando encontramos alguém e temos a nítida impressão de que existem borboletas no nosso estômago? Foi assim que os dois se sentiram. A aproximação dos dois é inevitável e Karina torna-se a guia de Jean.
Como ele é francês, seu interesse é aguçado em conhecer o Distrito Francês da cidade, que data da época da mineração do Brasil, em meados de 1700. E é lá que Karina mora com sua avó. Na biblioteca da casa, eles encontram um misterioso diário, chamado de Mon Journal e escrito pelo patriarca da família Dubois.
A história dessa família é contada a partir de 1720, onde Rogê e sua esposa Nicole, decidem ir para Minas Gerais, para tentar enriquecer com o ouro da mineração.
E assim conhecemos a história da índia Iraci, seu marido português Borba e sua filha Yara. O leitor acompanha a dificuldade encontrada pela família, o acolhimento gentil de Borba e sua família e amizade que nasce entre Yara e o jovem Adrien. Essa mistura de cores, nacionalidades e costumes descreve perfeitamente o nosso Brasil.
Acontece que conforme Jean e Karina mergulham nesse diário, começam a notar alguns eventos estranhos ao seu redor, realizados por um ser desconhecido...
Os dois começam cada vez mais a se envolver tanto um com o outro quanto com a história de Yara e Adrien e vão acabar descobrindo uma triste verdade.
A trama é bem desenvolvida e traz duas histórias ligadas não apenas pelo sobrenatural, mas também pelo amor. 
O autor Daniel de Carvalho demonstra uma grande sensibilidade ao compor essa obra. A forma como ele romantiza os personagens e seus sentimentos é espetacular. Ele é cauteloso nas descrições do envolvimento físico, mas destaca os sentimentos. A troca de olhares, os corações acelerados, o nervosismo ao encontrar a pessoa amada. São situações que não vemos com tanta frequência nas obras atuais e que despertam o lado romântico do leitor.
Os personagens são carismáticos. Desde os secundários da história de Carvalho, como Alaor e Samira, que brincam e provocam os amigos enamorados, quanto aos secundários da história de Adrien e Yara, como Piatã e Ayubu. A diversidade cultural mostrada no livro e o modo como todos tentam "encaixar-se" nos costumes um dos outros é bonito de se ler.
Como uma parte da história se passa em meados de 1700, a linguagem muda um pouquinho também. Não há a concordância formal com a qual estamos acostumados e em alguns momentos temos a impressão de que a frase está incorreta. Porém, tal iniciativa do autor gera um maior realismo aos diálogos.
Em relação à revisão, diagramação e layout, a editora realizou um ótimo trabalho. Foram encontrados dois erros de digitação e grafia, mas nada que interferisse na compreensão do texto. Existem alguns detalhes internos no livro que enriquecem ainda mais a obra. A capa combina perfeitamente com o conteúdo e é muito bonita.
O Francês é uma história de amor atemporal, que comprova que as almas gêmeas esperam o tempo necessário para se reencontrarem.

"...E se você não existisse
Diga-me por quem eu existiria?
Estranhas adormecidas em meus braços
Que eu não amaria jamais..." (p.114)

6 Comentários

  1. Uau ,adorei sua resenha ,fez o livro parecer ótimo e quando eu ler ,por que eu vou ler ,espero não me decepcionar ,hahahaha e aliás adorei a capa .

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  2. Apesar do livro aparentar ser ótimo, tanto no enredo quanto nos personagens, confesso que não me vi interessado pelo livro. Como eu não curto romance de época, dificilmente eu me vejo atraído por livros nesse estilo. Por conta disso, não pretendo lê-lo!

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  3. Não conhecia o livro e, apesar de não ler tantos romances, me interessei por esse. Parece ser muito bom e achei mais interessante ainda por ser romance de época.

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  4. gostei bastante do livro pois amo demais ler histórias que são contadas atraves dos tempos, achei maravilhosa tua resenha e mal posso esperar para começar a leitura.

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  5. Parece interessante, mas como é de romance não pretendo ler, pois estou evitando livros desse genero por enquanto, e por isso não pretendo ler
    http://viajandopelapaginas.blogspot.com.br/

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  6. Carol, digamos que o livro foi razoável para mim. Eu não entendi muito bem esse surgimento de personagens repentinamente, para todas as direções. Também não gostei da forma, mais que esperada, que o novo casal se encontraram. A única coisa realmente boa neste livro é este triste segredo prestes a ser revelado.

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