Farenheit 451 é uma das maiores obras-primas de ficção científica de todos os tempos (ou seria, se se tratasse, de fato, de ficção científica). E ganha agora uma versão em quadrinhos de altíssimo nível gráfico por Tim Hamilton – autorizada e avalisada por Ray Bradbury na introdução. Além da qualidade gráfica, o texto, com a impactante narração do personagem principal, é diretamente calcado na novela original. 451 graus Farenheit, ou 233 graus Celsius, é a temperatura de combustão do papel comum. Logo, dos livros. E os livros são os instrumentos que “incendeiam” as ideias. A sociedade de Farenheit 451, porém, é uma sociedade que preza acima de tudo a paz. O caminho da paz, para ela, passa por dois elementos fundamentais: um, material, o outro, espiritual. Materialmente, trata-se de suprir as necessidades básicas dos cidadãos. Nessa sociedade afluente e racional, todos vivem em casas confortáveis, vestem-se e se alimentam satisfatoriamente, têm empregos e contam, para se entreter, com úbiquas telas de TV, por onde participam interminavelmente de programas interativos (o livro foi escrito nos anos 1940, o que o torna terrivelmente premonitório). Mas a satisfação material não garante a paz social se houver insatisfação espiritual. Isto é, se existirem a imaginação, a fantasia, os questionamentos, as alternativas. Tudo aquilo de que os livros são depositários. Os livros são, portanto, proibidos. Porém proibir os livros não elimina os já publicados. Para isso existem os bombeiros, agentes especializados em localizar livros escondidos e em queimá-los in loco (não há necessidade de agentes para combater incêndios, pois as casas, ao contrário das mentes, são agora a prova de fogo). Felizmente, bombeiros com lança-chamas não podem queimar a memória...


Num mundo onde os livros são proibidos e as pessoas são alienadas, não questionam e condenam quem questiona as coisas, Guy Montag é um bombeiro cujo trabalho não é apagar incêndios e sim queimar livros. Ele vive sua vida se escondendo atrás de uma máscara, mas isso tudo começa a mudar quando ele conhece a jovem Clarisse McClellan, sua jovem vizinha e nova vizinha. A garota é uma pensadora, ela questiona praticamente tudo, Guy a acha estranha ele disfarça mas ela percebe que ele não é feliz.
Com o clima de tensão pois uma guerra pode ser declarada a qualquer momento, ele continua sua vida e seu trabalho Ele diariamente encontra Clarisse pelo caminho e conversam e aos poucos sem ele perceber, ele começa a questionar as coisas. Começa a pensar por si próprio. Durante uma chamada, sem seus colegas perceberem, Montag esconde em seu uniforme um livro, mas a dona dos livros se recusa a sair da casa em que ela mesma põe fogo. Através da esposa ele descobre sobre que aconteceu com Clarisse. Ele fica deprimido e seu capitão o visita, lhe explica como eram as coisas e como elas chegaram até os tempos atuais. Sua esposa descobre um livro que ele escondeu , ele mostra á ela um esconderijo com vários livros e quando ela pega um e tenta queimá-lo ele a impede. Ele lê vários para sua esposa, mas apesar de seus esforços ela não entende o porque disso. Montag lembra de alguém ele flagrou lendo poesia e vê nessa pessoa alguém que possa entende-lo e leva um exemplar da Bíblia Sagrada até ele.Juntos eles bolam um plano para mudarem as coisas, mas isso tudo vai pelos ares quando Montag incomodado com a natureza fútil de sua esposa e amigas lê um trecho de um livro de poesias para elas o que foi contra o conselho de seu novo amigo Feber que estava ouvindo tudo através de um ponto eletrônico. As coisas não terminam muito bem e seu capitão desconfiado dissimuladamente o interroga após Montag lhe entregar um livro. Eles recebem um livro e ao chegar ao local do chamado Montag tem uma surpresa, pois eles foram para sua casa. Sua esposa o abandona e o capitão ordena que ele queime a própria casa sem querosene, lentamente com o lança-chamas, o cão robô está por perto para que Montag não tente nada. Após receber um golpe do capitão, o radioconcha cai de Guy e o capitão o pega, ele pretende rastrear o amigo de Montag. Quando Guy dispara o lança-chamas contra o capitão e deixa outros dois bombeiros inconscientes, mas não antes do cão o acertar com a agulha de procaína, ele consegue disparar no cão e foge. Agora ele é um homem procurado, ele vai até Faber e lhe entrega todo dinheiro que conseguiu para o plano, um novo cão mecânico foi trazido para caça-lo, a guerra foi declarada. Ele consegue escapar por pouco do cão e dos helicópteros e encontra outras pessoas como ele que o ajudam a disfarçar seu cheiro para que o cão não consiga encontra-lo e vê através de uma transmissão o cão atacar um homem inocente e todos pensarem que era ele. Agora junto dessas bibliotecas vivas eles vagam pelo país preservando conhecimento na esperança de que os livros possam ser aceitos novamente.



12 Comentários

  1. Olá.
    Mais uma obra famosa que ganha versão para os HQs. Que legal! Os fãs desse gênero com certeza devem estar enlouquecidos. Tenho muita curiosidade para conhecer o enredo em ilustrações, deve ter ficado muito bonito e rico em detalhes. Obrigada pela belíssima resenha. Abraços.

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    1. Obrigado, que bom que gostou e sim tem ilustrações muito boas, além de ser um ótimo HQ baseado em um clássico.

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  2. Nossa, já me arrepiei logo de cara com as expressões : livros são proibidos e queimar livros!! Mas o tema é bem interessante! Eu amo ler, então quero muito saber se essas bibliotecas vivas vão ter sucesso!
    Beijos
    Camis - Leitora Compulsiva

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    1. Bem para isso você terá que ler para descobrir.

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  3. Eu amo distopias e dizem que Fahrenheit 451 é uma leitura obrigatória para fãs do gênero.
    Os livros realmente são um importante legado da humanidade, tanto os livros científicos, filosóficos e de ficção, pois além de trazer informação, nos faz pensar.
    Achei a sinopse bem interessante e com certeza vou ler esse livro.

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  4. Oi!
    Ainda não conhecia essa historia, mas achei a ideia dessa distopia bem criativa tendo os livros como tema central e ainda mais eles sendo proibidos o que me deixou curiosa para poder ler !!

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    1. Recomendo o hq, o livro original nunca li. Mas ouvi que é muito bom e se eu gostei do hq que foi inspirado nele, imagino que o livro seja muito bom.

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  5. Nusssss não me imagino vivendo em que a leitura seja proibida. Deve ser um livro eletrizante e instigante.
    O título não me é estranho, mas não me lembro se conhecia o enredo, ou de onde ouvi falar.
    Fiquei mega curiosa com a obra, e esse é um que eu leria o original antes da versão em HQ.

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    1. Não não me sentiria livre num mundo onde ler é crime, pois pode fazer as pessoas pensarem por si mesmas e não serem alienadas.

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  6. Bom como não curto HQ's, acabei não me interessando por essa nova versão sobre um livro, mas mesmo assim, a história parece ser bem interessante.

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    1. Eu gostei e acho que o livro deve ser ainda muito melhor que o hq. Mas como não li a obra original não posso afirmar isso.

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