Bem-sucedido romance de estreia de Emily Gould, Melhores amigas pinta um retrato honesto e bem-humorado da mulher na faixa dos 20 e tantos aos 30 e poucos anos hoje, com suas expectativas e questionamentos. Segundo da coleção Geração Ha, com livros para mulheres em busca de diversão, riso solto e camaradagem, o livro acompanha as trajetórias de Bev e Amy, amigas de longa data que chegaram aos 30, mas ainda não encontraram seu rumo na vida. Ao longo da trama, entre sushis, taças de vinho e cigarros ocasionais, elas dividem seus planos e suas incertezas uma com a outra. Juntas, terão que descobrir se a amizade é capaz de resistir à força do tempo e às reviravoltas da vida, nesta deliciosa crônica da vida da mulher moderna, num livro para fãs de séries como Girls e Gilmore Girls, ou filmes como Frances Ha.
Na trama, Amy Schein e Beverly Tunney, duas jovens mulheres que se conhecem há anos, estão às voltas com as cobranças da fase adulta, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Amy perdeu seu emprego em um site de sucesso e parece esquecida em um blog pouco conhecido, ao mesmo tempo que espera um pedido de casamento do namorado, Sam. Já Bev permanece solteira e troca um trabalho temporário por outro, amargando a frustração de ter largado a vaga em uma editora para mudar de estado e investir em um amor que não deu certo.
Quando se viram pela primeira vez, Amy e Bev trabalhavam em uma grande editora em Manhattan, onde Amy parecia ter um futuro promissor. Com personalidades e estilos bem diferentes, as duas se tornaram amigas graças à insistência de Bev. Em comum, uma certa imaturidade e os problemas financeiros: enquanto Bev acumula dívidas de seu financiamento estudantil, Amy sempre acaba gastando mais do que tem. Quando a retraída Bev conhece, em um bar, o charmoso Todd, acaba se apaixonando. Tempos depois, pede demissão para acompanhar o namorado, que decide estudar no Wisconsin.
Com o fim do romance, Bev volta a Nova York se sentindo mais derrotada do que de costume e acaba emendando uma vaga temporária na outra. Em um desses trabalhos, conhece um rapaz que, a princípio, julga desinteressante e decide chamar de Steve, ignorando seu verdadeiro nome. Movida pela carência e pelo desejo de jantar em um bom restaurante sem precisar pagar por isso, Bev aceita o convite dele para sair. Depois de uma noite de sexo descompromissado e sem proteção, ela descobre que está grávida.
Para Amy, as coisas também não têm dado muito certo. Ela havia trocado a editora em Manhattan por um site de sucesso, mas foi demitida e obrigada a se contentar com um emprego em um blog obscuro, recebendo um salário menor. Embora goste de Sam, fica decepcionada ao perceber que ele não pensa em casamento, apesar de passar muito tempo na casa dela. Por fim, Sam anuncia que vai morar uma temporada na Espanha e Amy é despejada do imóvel onde vive, por não concordar com mais um aumento no aluguel.
Ao longo das páginas, Emily Gould usa uma linguagem leve, com toques de ironia, para tecer um enredo que retrata bem a maneira como vivemos atualmente, imersos em tecnologia e, muitas vezes, deixando que a superficialidade tome conta das relações e a agitação diária nos afaste de quem realmente importa. Melhores amigas leva a refletir sobre o significado moderno da maturidade e o risco de se tornar vítima dos piores impulsos.
O AUTOR - Emily Gould nasceu em Silver Spring, em Maryland, nos Estados Unidos. Blogueira e escritora, ela trabalhou no site Gawker.com. Desde 2011, ela e a sócia Ruth Curry comandam a Emily Books, que funciona como editora e livraria online.


Professor, escritor e pesquisador especializado em língua portuguesa e literatura brasileira, reeleito presidente da Academia Brasileira de Letras para o exercício de 2017, Domicio Proença Filho vivenciou nas últimas décadas, a partir da docência de cursos especializados, um diálogo constante com mais de 20 mil professores e cerca de dez mil profissionais de outras áreas. Essa realidade didática significativa evidenciou uma estreita relação entre leitura e repertório cultural, chamando sua atenção para a necessidade de uma visão pragmática e integrada dos conceitos relacionados com a escrita e a leitura. Tal bagagem deu origem a Leitura do texto, leitura do mundo, que tem como objetivo central discutir a conexão entre texto e conhecimento.
Proença aborda o ato de ler e a sua importância, refletindo sobre aspectos relevantes referentes à leitura como fonte de prazer e cultura. Já no âmbito das conceituações e seu inter-relacionamento, ele abre espaço para considerações sobre o processo linguístico da comunicação ao discutir as funções da linguagem e destacar sua interação com história, ideologia, cidadania e contexto social. No que diz respeito à obra de arte literária, por sua vez, o autor propõe reflexões sobre sua especificidade, seu vínculo com a língua-suporte em que se concretiza e a representatividade cultural de que se reveste – apontando os múltiplos enfoques que, por sua natureza, o texto de literatura possibilita.
O livro é dividido em dez partes: “Conhecimento, comunicação e linguagem”, “Conhecimento, cultura e comunicação”, “Linguagem, língua e signo”, “O processo linguístico da comunicação”, “Enunciado, discurso e texto”, “Língua, discurso e estilo”, “Literatura, linguagem e língua”, “Literatura, leitura e interpretação textual”, “Caminhos da leitura” e “Leitura de textos”. Esse último segmento inclui interpretações de conteúdo literário (assinados por autores como Camões, Machado de Assis, Cruz e Souza e Vinicius de Moraes) e não literário (ensaios de Alfredo Bosi, Alberto da Costa e Silva e uma passagem de um sermão de Padre Antônio Vieira), apresentando exemplos que não devem ser entendidos como modelos rígidos e seguem, nas palavras do autor, “a crença de que um determinado olhar pode mobilizar outros olhares num processo de ampliação do convívio prazeroso e enriquecedor com o texto de literatura”.
Leitura do texto, leitura do mundo ressalta ainda a relevância da matéria literária como poderoso nutriente do imaginário nacional e o papel do escritor como testemunha do seu tempo, tratando, em relação à cultura, da rearticulação dos conceitos tradicionais diante da atual realidade globalizada. Para Domicio Proença Filho, “a leitura, em especial a dos textos literários, ainda é, na contemporaneidade, uma das atividades mais eficazes na direção do nosso conhecimento de nós mesmos, dos outros, do mundo e de nossa relação com os outros e com o mundo”.


O AUTOR - Nascido em 1936 na cidade do Rio de Janeiro, Domicio Proença Filho é autor de mais de 60 livros – entre obras didáticas, crítica e ensaio, poesia e ficção. Formou-se em Letras Neolatinas pela Faculdade Nacional de Filosofia da então Universidade do Brasil, hoje UFRJ. Professor emérito e titular da cadeira de Literatura Brasileira na Universidade Federal Fluminense (UFF), lecionou e ministrou cursos em diversas universidades do Brasil e do exterior. Produziu programas para o Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação (MEC) e criou projetos culturais como a Bienal Nestlé de Literatura. Na Academia Brasileira de Letras ocupa a cadeira 28, para a qual foi eleito em 2006.

A vida moderna é alucinante. A sociedade atual se constrói sobre os valores da velocidade, da onipotência, da onisciência e da onipresença. Os habitantes das grandes cidades vivem várias vidas em uma: dividem-se entre compromissos e comprometimentos que se multiplicam sem parar: o trabalho, a família e até mesmo o lazer tornam-se uma obrigação para caracterizar uma existência bem-sucedida. Todos devem ser capazes de fazer “tudo ao mesmo tempo agora”, de saber tudo e estar atualizado instantaneamente. Mas o ser humano não foi feito para viver como se tivesse poderes divinos. Não tem. E as limitações cobram seu preço: estresse e toda sorte de doenças psicossomáticas, como depressão e síndrome do pânico. Além disso, cria-se uma existência agressiva, impaciente e intolerante, pois não há tempo para estabelecer relacionamentos profundos e verdadeiros com o outro: o imediatismo do “eu” impede a empatia e uma vivência saudável em sociedade.
Uma sociedade doente precisa de tratamento. E algumas pistas para a cura vieram do Oriente e foram disseminadas mundo afora a partir dos anos 60: a ioga, a meditação, a noção da boa alimentação tanto física como espiritual. Mas, a partir daí, outro problema se apresentou: como botar em prática os princípios orientais, que exigem um nível de renúncia e mudança de hábitos impraticáveis para os habitantes de um mundo frenético? Como conciliar uma rotina extenuante com um tempo dedicado às atividades meditativas? Como ajustar-se a uma alimentação natural com um a quase total presença de alimentos processados e industrializados nas prateleiras dos supermercados? Como tornar-se um monge em plena cidade?
Pedram Shojai tem a resposta. Em Monge Urbano – Como parar o tempo e encontrar sucesso, felicidade e paz, lançamento do selo de bem-estar Bicicleta Amarela, o fundador da Well.org, consagrado mestre de qigong, mestre herbalista e doutor em medicina oriental, mostra que não é preciso fazer um retiro para encontrar seu centro e o sentimento de calma. Com a prática, é possível desacelerar, se reabastecer e focar nas coisas realmente importantes, mesmo em meio ao caos e à agitação do mundo contemporâneo. Monge Urbano revela os segredos para manter o coração aberto, a mente antenada e uma profunda sensação de bem-estar, mesmo nas circunstâncias mais complicadas. “Passei toda a minha carreira empenhado em trazer a antiga sabedoria do Oriente ao nível da terra para pessoas comuns aqui em nossas cidades, e este livro é produto de milhares de encontros bem-sucedidos com pacientes na minha clínica. O problema é que as práticas esotéricas trazidas da China, do Tibete e da Índia eram quase sempre derivadas de tradições ascéticas, pessoas que renunciavam ao mundo, mas estavam sendo praticadas por chefes de família aqui no Ocidente”, explica Shojai.
O livro apresenta um programa prático de domínio das necessidades diárias desenvolvido por Shojai com ferramentas e exercícios simples, capazes de elevar a existência por meio de aprendizados como honrar o corpo por meio da alimentação, descarregar energias presas e se libertar de vícios em substâncias ou experiências tóxicas. Em dez capítulos, Shojai, que promove seminários e retiros em todo o mundo e fundou a Taoist Path School of Alchemy, mostra exercícios de controle do estresse, como administrar o tempo, lidar com fluxos de energia para aumentar a vitalidade e diminuir o cansaço, técnicas para um repouso mais saudável. Também aborda como combater o sedentarismo, o excesso de peso, baixa autoestima, a solidão, a falta de dinheiro e como restabelecer uma conexão maior com a natureza e dar foco e propósito para a vida.
Por meio de exercícios e vivências que podem ser encaixados na atribulada rotina do dia a dia e mudanças alimentares que podem ser adaptadas ao ritmo ocidental como o aumento do consumo de chás relaxantes e detox de cafeína, por exemplo, é possível criar uma existência mais saudável. “Simplesmente sobreviver não basta. Nós queremos prosperar. O monge urbano pisa em bases sólidas e avança na plena consciência. Aprendemos a sair do modo de sobrevivência em direção à cobertura no arranha-céu que é o corpo humano.”

O AUTOR - Pedram Shojai é fundador da Well.org, produtor dos filmes Vitality e Origins e apresentador dos podcasts The Health Bridge e The Urban Monk. É também um consagrado mestre de qigong, mestre herbalista e doutor em medicina oriental. Shojai promove seminários e retiros em todo o mundo e fundou a Taoist Path School of Alchemy. É sacerdote ordenado pela linhagem do Templo do Dragão Dourado, na China. Vive no sul da Califórnia.


Uma longa viagem de carro ao interior entrecortada por pensamentos sobre encerrar um relacionamento e a angústia com uma mórbida perseguição telefônica. Alguma coisa ruim vai acontecer? O romance de estreia de Iain Reid é um murro. Baseado em uma narrativa profundamente psicológica, Eu estou pensando em acabar com tudo é uma espécie de thriller minimalista, que esconde muito bem o medo de uma tragédia iminente com alegorias sobre a própria vida ser uma tragédia anunciada.
Antes de se embrenhar pela ficção, o autor canadense Iain Reid vem de dois trabalhos de não-ficção elogiados pela crítica americana: One bird's choice e The Truth About Luck, relatos autobiográficos divertidos e com um profundo viés geracional, além de contribuir regularmente para veículos como o jornal National Post e a revista New Yorker. Com Eu estou pensando em acabar com tudo, Red constrói uma trama onde a tensão pode ser sentida no ar, nos movimentos e convicções, na entrelinha do texto.
No livro, o casal protagonista viaja à fazenda da família de Jake, único personagem que tem o nome citado no livro, para que a moça, que narra a trama, conheça os pais do rapaz. Tanto a viagem aparentemente banal quanto a própria fazenda carregam histórias sombrias no subtexto. A cabeça da garota está atormentada pela perseguição de um homem misterioso que deixa sempre a mesma mensagem de voz, mas não consegue contar a Jake. A casa da fazenda também tem seus traços sinistros no porão e a história toda corre com a sensação de que estamos todos só aguardando o inevitável.
Em uma espécie de jornada cerebral que une elucubrações filosóficas e medo, o livro apresenta tanto referências de terror clássico como Stephen King, quanto suspenses menos tradicionais, sustentando sua narrativa curta e densa, para além das limitações inerentes ao gênero. São diversas camadas de acontecimentos, com o temor surgindo aos poucos nos pensamentos da narradora e nos flashes inesperados de vizinhos que conversam sobre um acontecimento macabro. A obra de Reid se sustenta como romance para além das barreiras do horror e foi recebida com entusiasmo por críticos de jornais como The New York Times e The Independent. 
O AUTOR - Iain Reid é canadense e escreveu dois livros de não ficção que foram premiados e aclamados pela crítica e público, One Bird’s Choice e The Truth About Luck. Seus textos foram publicados em veículos importantes como o The New Yorker, The Globe and Mail e o National Post. Em 2015, o autor recebeu o prêmio RBC Taylor Emerging Writer Award. Este é o seu primeiro romance.

Livie, a mais centrada das irmãs Cleary, segurou as pontas após a morte dos pais num acidente em que Kacey, a mais velha, foi a única sobrevivente, e cuidou da irmã quando ela caiu em depressão. Aos poucos, Kacey superou seus traumas e encontrou a felicidade, enquanto Livie se dedicava aos estudos. Agora, no segundo do livro da série de sucesso Ten Tiny Breaths, K. A. Tucker joga o foco de sua envolvente narrativa sobre a caçula e questiona: até que ponto vale a pena dominar seus sentimentos por medo de se machucar? Uma pequena mentira é mais um livro da coleção <3 Curti, do selo de entretenimento Fábrica231, para quem não abre mão de uma boa história romântica.
Pronta para viver as emoções típicas de uma caloura, Livie decide superar a timidez e viver a vida como uma garota de 18 anos, com festas, bebidas e garotos. Reagan, a elétrica companheira de quarto, ajuda Livie na missão. Muito tímida, ela nunca tinha se relacionado com ninguém, nem mesmo uma “ficada”. E, em sua primeira festa universitária, acaba bebendo, beijando e se vendo melhor amiga de desconhecidos. Até tatuagem ela faz no melhor estilo "Se Beber Não Case".
Mesmo com a ressaca do dia seguinte, Livie tem flashes do acontecido e a confirmação de que trocou beijos com Ashton Henley, o capitão da equipe de remo e conhecido garanhão da universidade. Mas algo acontece desse inusitado encontro. Ashton, um cara reservado na vida pessoal e com um passado traumático e misterioso, não esconde o interesse por Livie. Ela, por sua vez, tenta decifrar seus sentimentos e as reações em seu corpo provocadas pela simples proximidade com Ashton.
O receio de ser mais uma na lista de conquistas do capitão é grande e por isso ela tenta ser racional. Investir no relacionamento com Connor, o melhor amigo de Ashton e seu companheiro de dormitório e de time, é uma das formas encontradas. Mas nos assuntos do coração é difícil manter a razão. Com Ashton, Livie descobre que pequenas mentiras podem mudar o rumo da história e levá-los para lados opostos. Como também aproximar duas pessoas com passados traumáticos num presente incerto. Neste cenário descobrem ainda que, apesar dos obstáculos, nada é capaz de atrapalhar um encontro de almas. 
O AUTOR - K.A. Tucker é autora bestseller de quatorze livros, incluindo as obras da série Ten Tiny Breaths e He Will Be My Ruin. Nascida em uma pequena cidade de Ontario, no Canadá, a autora publicou pela primeira vez aos seis anos de idade, com a ajuda de um bibliotecário de sua escola e de uma caixa de lápis de cor. Leitora voraz, Tucker divide sua paixão pelos livros com seu marido e duas filhas.

Em tempos de exposição excessiva pela Internet, as alunas de um internato dirigido por freiras católicas, em Dublin, dispõem apenas de um quadro de avisos para divulgar desabafos e opiniões, anonimamente, a respeito de acontecimentos e colegas. É nesse Canto dos Segredos que surge uma foto de Chris Harper, jovem estudante de um internato vizinho morto um ano antes, com a legenda: “Sei quem matou”. Quinto livro da aclamada série Dublin Murder Squad, que conquistou milhões de leitores no mundo inteiro e rendeu à Tana French o prestigioso Prêmio Edgar Allan Poe, O Canto dos Segredos traz a autora irlandesa em sua melhor forma, numa espantosa trama de suspense contemporâneo.
A foto e a mensagem do quadro de avisos são encaminhadas ao detetive Stephen Moran, detetive ambicioso, mas sem perspectivas de ascensão profissional na Divisão de Casos Não Solucionados. Ele cobiça um posto na Divisão de Homicídios, mas não tem ideia de como chegar lá – até a adolescente Holly Mackey entrar em seu escritório com uma pista irresistível para a solução de um assassinato de grande destaque. Moran trabalha ao lado da durona detetive Antoinette Conway para desvendar o mistério, entrevistando as meninas que preferem viver isoladas das famílias e preservar um universo próprio, em que se protegem da realidade exterior.
Se intriga, inveja e preconceito são elementos comumente explorados em tramas policiais, O Canto dos Segredos, a última criação da irlandesa Tana French privilegia a intensidade de sentimentos das adolescentes, cuja amizade é posta à prova durante a investigação de Moran e Conway. Há oito jovens suspeitas da autoria da mensagem. Divididas em dois grupos extremamente coesos, todas elas desafiam os policiais a romperem com a lealdade às amigas. A descoberta de que o companheirismo tem prazo de validade e que a vida sepulta os tênues laços de afetividade, no entanto, chega cedo para as meninas.
Contrapondo o trabalho dos detetives aos acontecimentos que culminaram com a morte de Harper, Tana French monta uma trama detalhada dos motivos para um crime brutal. Moran e Conway pertencem a outro mundo, o dos adultos, e pouco escondem o desconforto quanto à sensação de invisibilidade a que são relegados pelas jovens de educação privilegiada. Simultaneamente, eles observam as adolescentes como meninas atrevidas, sedutoras e dissimuladas, sempre prontas a desafiá-los. Através dos policiais, a autora não poupa críticas à futilidade, ao exibicionismo e ao consumismo da juventude.
Além do empenho dos detetives diante das jovens ostensivamente arrogantes, o casal de policiais trava uma luta surda: Stephen Moran precisa de habilidade para provar sua capacidade de trabalho junto a Antoinette Conway, que o testa durante toda a investigação. Os duelos silenciosos entre todos esses personagens e as graduais revelações sobre o assassinato fazem de O Canto dos Segredos uma leitura surpreendente, uma constante na obra de Tana French. 
O AUTOR - Tana French cresceu na Irlanda, na Itália e no Malawi. É autora de No bosque da memória (vencedor dos prêmios Edgar, Anthony, Macavity e Barry de melhor primeiro romance), Dentro do espelho, O passado é um lugar e Porto inseguro (vencedor do prêmio do jornal Los Angeles Times de melhor livro de mistério). Todos eles – publicados no Brasil pela Rocco – são best-sellers no mundo inteiro. Ela mora em Dublin, com o marido e os dois filhos. Seu website é www.tanafrench.com. 


Em O ruído do tempo, seu primeiro romance desde O sentido de um fim, vencedor do Man Booker Prize, e após o sensível ensaio sobre o luto Altos voos e quedas livres, Julian Barnes resgata e ficcionaliza a trajetória do compositor russo Dmitri Shostakovich para retomar questões recorrentes em sua obra como a memória e a verdade. Ao (des)construir uma breve biografia de um dos grandes nomes da música do século 20, Barnes celebra a liberdade artística e oferece um texto extremamente humano sobre integridade, coragem e poder.
A história tem início em 1937, na União Soviética, com um homem parado ao lado de um elevador durante a madrugada. Apoiando uma maleta na perna, ele fuma um cigarro atrás do outro enquanto rostos e nomes, de vivos e mortos, cruzam sua cabeça a mil. Porém, como o leitor é lembrado logo nas primeiras páginas, “nada começa desse jeito, numa certa data e num certo lugar. Tudo começa em muitos lugares, e em muitos momentos; algumas coisas até mesmo antes do próprio nascimento de alguém, em países estrangeiros, e na mente de outras pessoas”.
Shostakovich tem certeza de que será preso, exilado na Sibéria, talvez até executado. Ele escreveu um de seus maiores concertos, Lady Macbeth de Mitsensk, mas não agradou ao Poder. Para os críticos oficiais, sua composição, “apolítica e confusa”, “gritava, grunhia, grasnava e ofegava”. Em vez de ter sido produzida para ser assobiada pelos trabalhadores, estava contaminada pelo “formalismo e o cosmopolitismo” que ameaçavam a “verdadeira música russa”. O Estado soviético vê a arte como algo que só diz respeito ao povo; o narrador, no entanto, que conduz a trama a partir da consciência do protagonista, acredita que ela pertence a todos e a ninguém, a todos os tempos e a tempo nenhum, aos que criam e aos que desfrutam: “a arte é o sussurro da história, ouvido acima do ruído do tempo.”
Três momentos da vida de Dmitri Shostakovich se encaixam para construir um personagem complexo, contraditório, que se alternou como vítima, engrenagem da tirania. No processo, a literatura, em especial a dos russos Gógol e Tchekov, surge como a grande homenageada em uma abordagem quase surreal do totalitarismo por trás da Cortina de Ferro, que se universaliza a partir das notas kafkianas e orwellianas que erguem o stalinismo ao status de grande (e trágica) farsa. Acima de tudo, em seu virtuosismo contido e cuidadosamente dissonante, O ruído do tempo, mais do que ter a música como peça central, é um romance construído de maneira musical por um dos grandes prosadores contemporâneos – e se destaca como uma das incontestáveis obras-primas de Julian Barnes.
O AUTOR - Finamente irônico, à inglesa. Dono de uma prosa concisa e elegante, igualmente sensível e vigorosa. Julian Barnes é um dos principais autores britânicos de uma geração criativa e consistente surgida no início dos anos 1980.



A corrida para o Azul Sereno está chegando ao fim. Mas, para vencer, Perry precisa fazer o último sacrifício. Será que ele está pronto para isso? A caminho do Azul Sereno é o derradeiro capítulo da trilogia Never Sky, o grande sucesso da brasileira radicada nos EUA Veronica Rossi. Aria e Perry estão determinados a achar o último refúgio para forasteiros e ocupantes, a grande chance de fugir das tempestades de éter.
Confinados na caverna para onde tiveram que se retirar por causa do aumento das tempestades, o grupo tem que enfrentar a dor da perda de Liv e da ausência de Roar, desaparecido na sua última missão.
O pequeno Cinder é a chave para Azul Sereno, mas Hess e Sable estão em vantagem na corrida, eles ainda mantêm o jovem como prisioneiro. E o tempo para o resgate do garoto está se esgotando. Sem outra opção, Perry e Aria juntam um time único para uma missão impossível.
Neste último livro, os protagonistas partem para a mais perigosa de suas aventuras. Muito mais que o amor proibido entre dois jovens, agora toda vida dos ocupantes e forasteiros está em risco. É sobre os ombros dos dois que recai toda a responsabilidade. Um final emocionante e épico para uma das melhores sagas dos últimos anos.

Joey Harker nunca quis ser um líder, mas o destino o levou a este papel. E agora é sua responsabilidade evitar o fim do Entremundos, do Multiverso e tudo mais que existe. A roda da eternidade é a alucinante conclusão da série Entremundos. Imaginada por ninguém menos que Neil Gaiman, e escrita pelo premiado autor Michael Reaves e sua filha Mallory, o livro mostra o destino de Joey Harker e os outros andarilhos.
Joey imaginava que tinha encontrado seu lugar como um agente do Entremundos - organização responsável por manter a paz nos vários universos e dimensões, com sua habilidade de andar entre as dimensões -, mas sua última missão foi um desastre e colocou todo o universo em risco. Agora a Cidade-base, quartel-general do Entremundos, está perdida no fluxo temporal numa corrida contra a Brux. Joey desperta em um futuro devastado, e somente com a ajuda de Tom, um estranho ser de outra dimensão, ele consegue voltar ao seu tempo para tentar consertar o problema.
Machucado e solitário, Joey se recusa a desistir. Com a ameaça da Noite Gélida cada vez mais próxima, Joey começa a recrutar novos andarilhos para ajudar em sua luta. Mas, para variar, as coisas não saem como o planejado. E apesar de não querer estar no comando, assumir o papel do Ancião é uma grande honra e responsabilidade, e ele não pretende deixar seus amigos e todo o universo na mão.
Repleto de ação e aventura, A roda da eternidade leva Joey Harker e Acacia Jones ao confronto definitivo contra Lord Dogknife, Lady Indigo e forças da magia, Brux e ciência, Binários. E fecha com chave de ouro uma série surpreendente, mais um sucesso com a marca de Neil Gaiman.
O AUTOR - Neil Gaiman foi premiado com as medalhas Newberry e Carnegie por O livro do cemitério. É autor de diversos livros de sucesso, entre eles Coraline, que foi adaptado para o cinema, e Os lobos dentro das paredes. Ele nasceu na Inglaterra, mas mora há muitos anos nos Estados Unidos.

Um verão. Uma menina. Um plano. 65 maneiras de fazer a diferença. Neste livro romântico e cativante, Michele Weber Hurwitz, elogiada autora de livros juvenis, conta a história de Nina Ross, uma menina de 13 anos que, um pouco entediada e solitária durante as férias, resolve dar um gostinho diferente aos seus dias com um plano inusitado: fazer uma boa ação por dia, anonimamente, a alguém de sua vizinhança. A cada um dos 65 dias em que põe seu plano em prática, Nina descobre algo novo sobre seus vizinhos e sua família capaz de surpreendê-la. E aprende que as coisas podem não acontecer sempre do jeito que esperamos, mas podem ser ainda melhores. Como o verão inesquecível em que ela salvou o mundo – ou pelo menos fez uma pequena diferença nele – e as próprias férias.
Nina tinha apenas um curso de desenho artístico previsto para as férias, mas enquanto as aulas não começam observa a movimentação da vizinhança deitada na rede do quintal. Na casa ao lado, a Sra. Chung mira concentrada duas bandejas de plástico repletas de mudas de cravos. Apoiada em muletas, a vizinha resmunga alguma coisa com frustração. Como irá plantar as flores com a perna engessada?
Ao ver a cena, os pensamentos de Nina a levam de volta a uma aula com o Sr. Pontello: “Quase sempre são as coisas comuns, as que passam despercebidas, que acabam fazendo alguma diferença.” A lembrança a fez pensar na avó, que sempre tinha alguma “Simples Verdade” sobre todas as situações. De repente, Nina percebe o que deve fazer. Vai plantar os cravos para a Sra. Chung. Pela primeira vez na vida não irá esperar que alguém tome uma atitude. Ela mesma fará isso.
Foi assim que tudo começou. E se alguém pudesse mesmo influenciar os acontecimentos ao redor? Ou até mesmo alterá-los para melhor? Nina estava decidida, realizaria 65 boas ações até o primeiro dia das aulas do ensino médio. Isso iria mantê-la ocupada, pois, afinal, além do curso de verão, só tinha que ler dois livros para a futura aula de literatura.
Decidira, porém, que todas as boas ações em sua vizinhança seriam praticadas de forma anônima. Assim, à medida que os dias passam, Nina vai aumentando sua lista: brinquedos organizados no quintal da Sra. Cantaloni, biscoitos para o Sr. Dembrowski, conserto na capa do pequeno Thomas, um elogio sincero à roupa da mãe de Jorie... Mas será que tudo isso fará realmente alguma diferença no mundo? Como encarar e aceitar as reações das pessoas? Podem boas ações provocar situações equivocadas? Como Nina atesta, a vida pode mesmo ser cheia de surpresas. 
O AUTOR - Michele Weber Hurwitz mora em um subúrbio de Chicago com o marido e os três filhos. Visite Michele — e o bairro de Nina — em www.micheleweberhurwitz.com.


No quarto livro da série Gladiador, de Simon Scarrow, Marcus está livre do regime de treinamento da escola de gladiadores, mas continua em busca da mãe, entregue ao mercado escravo. Para resgatá-la, o jovem terá que ir ao encontro de seu pior inimigo, Decimus, o homem que destruiu sua família.
Acompanhado do amigo Festus e do guarda-costas Lupus, cedido por ninguém menos que Julius Caesar, seu antigo empregador, Marcus retorna à Grécia, rumo à região para onde ele e a mãe foram levados como escravos após o assassinato de Titus, o homem que ele pensava ser seu pai. A sede de vingança é a única coisa que pode acabar atrapalhando os planos do jovem gladiador.
Apesar de levar consigo uma carta escrita pelo imperador romano que instrui a todos que cruzam o caminho do trio a ajudá-los, a tarefa não será simples para Marcus. Além de enfrentar antigos e novos inimigos, ele ainda deve guardar em segredo o nome do pai verdadeiro, o líder da revolução de escravos, Spartacus.
À medida que o leitor acompanha os passos de Marcus, descobre detalhes sobre as sociedades grega e romana e é apresentado a figuras históricas que ganham vida com a narrativa ágil e a trama contagiante de Scarrow, que alia, com presteza, narrativa histórica e literatura infantojuvenil.
O AUTOR - Simon Scarrow nasceu na África e viveu em diversos lugares do mundo, incluindo Hong Kong e Bahamas, antes de se estabelecer na Grã-Bretanha. Sempre se interessou pela escrita e sua paixão por história começou na escola, em particular quando aprendeu sobre a Antiguidade com seus professores de Latim e História. Já viajou para países como Itália, Grécia, Turquia, Jordânia, Síria e Egito fazendo pesquisas para seus romances históricos.

8 Comentários

  1. Eu estou pensando em acabar com tudo e Pequena grande mentira foram os que mais gostei!

    ResponderExcluir
  2. nossa quanto lançamento legal o que mais me chamou atenção foi o eu estou pensando em acabar com tudo que parece ser bem legal
    eu tb quero ler o a roda da eternidade e a continuação do never sky

    ResponderExcluir
  3. Carol!
    A Rocco traz sempre bons lançamentos!
    Achei linda a capa de O verão em que salvei o mundo em 65 dias.
    Gostaria de ler: Gladiaor, Monge urbano, A roda da eternidade e Uma pequena mentira.
    Bom carnaval e moderação, hein?
    “Não basta saber, é preferível saber aplicar. Não é o bastante querer, é preciso saber querer.” (Johann Goethe)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  4. Gostei bastante da sinopse de Melhores amigas, e O caminho do Sol Sereno.
    Mas em geral, gostei de todos... achei bastante variados os lançamento
    coisa que perfeito, assim todos os tipo de publico ficaram felizes

    ResponderExcluir
  5. Oi,gostei de alguns lançamentos.
    E lendo as sinopses, o que me deixou com muita vontade de ler,foi o " Eu estou Pensando em Acabar com Tudo". Parece ótimo!

    E o livro "Melhores Amigas",também me agradou! :)

    ResponderExcluir
  6. Esse mês eu solicitei Eu estou pensando em acabar com tudo, a capa misteriosa e a sinopse me chamaram a atenção. Porém foi bem difícil escolher apenas um, até porque Melhores amigas e Uma pequena mentira também parecem bem instigantes.

    ResponderExcluir
  7. Adoro lançamentos!! Os que mais chamaram minha atenção foi Uma pequena mentira e Eu estou pensando em acaba com tudo.
    Bjoss

    ResponderExcluir
  8. Apesar de eu ser fã da editora rocco, esses lançamentos não chamaram minha atenção por enquanto.

    ResponderExcluir

Comentários ofensivos e/ou preconceituosos não serão aceitos.

Obrigado por visitar e comentar.