Sinopse - Em um mundo em que todos são iguais, uma garota se destaca por sair do padrão. Uma história promissora e de ritmo acelerado, escrita por Rachel Vincent, autora best-seller do The New York Times. “Nós temos cabelos castanhos. Olhos castanhos. Pele clara. Somos saudáveis, fortes e inteligentes. Mas só uma de nós já teve um segredo.” Dahlia 16 vê seu rosto em toda multidão. Ela não tem nada de especial – é apenas uma entre as outras cinco mil garotas que foram criadas visando o bem da cidade. Ao conhecer Trigger 17, porém, tudo muda. Ele a considera interessante. Linda. Única. Isso significa que ele deve ser defeituoso. Quando Dahlia não consegue parar de pensar nele – nem resistir a procurá-lo, ainda que isso signifique quebrar as regras – ela percebe que deve ser defeituosa também. Mas, se ela for defeituosa, todas as idênticas também são. E qualquer genoma com defeito descoberto deve ser recolhido. Destruído. Ser pega com Trigger não apenas selaria o destino de Dahlia, mas o das cinco mil garotas com o mesmo rosto. No entanto… e se Trigger estiver certo? E se Dahlia for mesmo diferente? Subitamente, a garota que sempre seguiu todas as regras começa a quebrá-las, uma a uma

"Dezesseis" é o primeiro livro da série da autora Rachel Vincent, publicado aqui no Brasil pela Universo dos Livros. Narrado em primeira pessoa pela protagonista Dahlia 16, o enredo leva o leitor  à Lakeview, uma cidade que preza pela eficiência e produtividade. Para isso, eles seguem a norma de Preservação e Distribuição Igual de traços genéticos. Ou seja, nos laboratórios são criados pelos geneticistas 5.000 espécimes idênticos por vez (clones) que irão para determinada área de trabalho: agricultura, exército, administração, educador e por aí vai. Cada um deles recebe um único nome e um número, que vai sendo alterado de acordo com o envelhecimento.
O objetivo da norma é criar indivíduos saudáveis, sem falhas, doenças ou até mesmo hormônios que desencadeiam a necessidade de procriação. Afinal, se eles são criados no laboratório, não existe a necessidade de procriação.
Dahlia 16 é uma jovem que se sobressai nas suas atividades, plantando tomates ou outros vegetais, mas que, apesar de orgulhosa dos seus feitos, não pode demonstrar isso. Dahlia 16 não é um indivíduo e sim parte de um todo. Para ser parte do coletivo, o ego e qualquer outro sentimento individualista deve ser eliminado. Qualquer demonstração que não coincida com o esperado, pode significar uma falha genética e isso leva ao descarte da amostra. Todas as 5000.
"Tento afastar esse pensamento, mas não consigo expulsá-lo da cabeça. Quero ser melhor em tubérculo do que Olive, da mesma forma que eu queria ser melhor que todas as outras em grãos, vinhas e legumes. E não só pela glória de Lakeview". (p. 10)
Apesar de viver tendo seus questionamentos pessoais, Dahlia 16 se encaixa perfeitamente no coletivo, até que um dia sua rotina é alterada e ela se vê presa em um elevador parado com Trigger 17. Ele faz parte das Forças Especiais e é líder do esquadrão, além de ter habilidades sensacionais como hacker. Com as câmeras desligadas, os dois quebram a regra de confraternização e começam a conversar. É quando a protagonista descobre um mundo além do imaginável.
"O que é esse sentimento? Por que me sinto atraída por ele como um imã por um metal, quando sei que apenas isso é suficiente para significar problemas para nós dois?" (p. 82)
Dias se passam e a rotina se instala, mas um novo encontro é o que culmina em uma reviravolta gritante no enredo e faz com que Dahlia 16 corra em busca de respostas.
"Há algo de errado comigo, e o único homem que sabe qual é o problema acabou de fugir para se salvar". (p. 93)
É maravilhoso observar a forma como Dahlia 16 busca sua individualidade e começa a questionar o mundo ao seu redor. É como ver alguém tomar consciência do mundo pela primeira vez. Trigger 17 também tem seus encantos. Seus olhares desafiadores, sua mente ágil e seu meio sorriso que acelera o coração da Dahlia são apenas algumas das características que farão os leitores vibrarem com cada pequena vitória dele.
"- Achei que estivesse preparado para morrer.- Estou. Mas não estou preparado para ver você morrer". (p. 127)
A trama é excepcional. A forma como os detalhes vão delineando o quadro maior, a verdadeira face de Lakeview, deixam o leitor maravilhados com a criatividade da autora. Os detalhes do funcionamento de Lakeview, a história da manipulação genética, os acontecimentos da casa da administradora são simplesmente sensacionais. A cada página virada o leitor fica cada vez mais de queixo caído, pois é uma revelação atrás da outra. E o final? Simplesmente desesperador...
A história também faz com que o leitor pense na sociedade atual e na necessidade dela de encaixar todos no mesmo padrão, desafiando e aterrorizando aqueles que defendem a sua individualidade.
Em relação à revisão, diagramação e layout a Universo dos Livros realizou um ótimo trabalho. A capa combina perfeitamente com a história.
"Agora, o que vejo no refeitório não são centenas de idênticas minhas terminando de comer peito de frango, milho com manteiga e feijões pretos, mas uma sala cheia de corpos olhando para o teto com olhos vazios. Centenas de corpos iguaizinhos a mim, mortos". (p. 49)


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8 Comentários

  1. Carolina!
    Tão bom ler um livro de ficção que parece crível, porque todo desenrolar da trama é bem escrita e fundamentada. E ainda traz uma protagonista que busca sua individualidade em um mundo que até então não sabia existis.
    Quero poder ler.
    “A única sabedoria que uma pessoa pode esperar adquirir é a sabedoria da humildade.” (T. S. Eliot)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JUNHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  2. Achei bacana a historia a protagonista descobriu que é diferente e busca por soluções e quer ser feliz independente do que ira enfrentar gosto disso, quero conferir.
    Até mais!!!

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  3. Oi Carol ;)
    Confesso que o que me chamou atenção primeiro foi essa capa LINDA, mas a premissa me agradou demais!
    Gostei dessa história de criar clones "perfeitos"! E o casal está me lembrando muito o Tobias e a Tris de Divergente, que eu amo S2
    Que bom que os detalhes do livro se encaixam, e que o final é surpreendente. Estou muito curiosa pra ler!
    Bjos

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  4. Olá,
    Quando vi esse lançamento fiquei bastante curiosa pela trama. A história realmente é encantadora é diferente e, também tem algo de ficção porque cria pessoas iguais para trabalharem em locais diferente e mesmo assim é como se fosse alinhamento, algo que só pode seguir aquilo. Gostei da personagem é acho que ela seria a primeira a quebra essa regra.

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  5. Uau,que história diferente e legal ! Me lembrou alguns filmes que ja assisti, como O Doador de Memórias, esse estilo de sociedade perfeita e todos em uma determinada função. Isso tá chamando a atenção atualmente, acredito que seja uma leitura fluida e agradável, com algumas reviravoltas. Eu iria gostar de ler ;)

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  6. Boa tarde!
    Gostei da forma criativa que a autora conseguiu criticar os padrões de nossa sociedade em sua obra, com ficção científica e distopia. Deve ser interessante ver como a Dahlia vai saindo do ''ovo'' onde foi eclodida e presa.
    Realmente, a capa passa a exata essência da história, pelo que li aqui.
    Quero muito ler esse livro.
    Abraços.

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  7. Esse final acabou com meu psicológico. Necessitando da continuação pra ontem Adorei sua resenha. Ficou otima

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  8. Olá! Fiquei super curiosa para conferir este livro, que parece possuir personagens e enredo muito interessantes, e esse final desesperador hein, pelo jeito vai valer mesmo a pena iniciar essa leitura, mesmo sem o segundo volume.

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