Sinopse - Nesta história real, Deborah Lipstadt enfrenta no tribunal David Irving – um dos mais conhecidos negacionistas do Holocausto. Acompanhe todo o processo do julgamento enfrentado pela historiadora e seu empenho em ter que corroborar que um dos episódios mais cruéis da humanidade de fato aconteceu. David Irving é um autor inglês que usa métodos pouco ortodoxos de pesquisa histórica em seus inúmeros livros sobre a Segunda Guerra Mundial e o Terceiro Reich, nos quais ora atenua os impactos e as atrocidades dos campos de concentração, ora questiona a própria existência das câmaras de gás. Irving chega até mesmo a negar a existência do Holocausto, que descreve como “uma lenda”. São justamente essas alegações negacionistas que levam a historiadora americana Deborah Lipstadt a descrevê-lo, em seu aclamado livro Denying the Holocaust, de 1993, como “um dos mais perigosos porta-vozes do negacionismo do Holocausto”. Indignado, Irving decide abrir um processo por difamação contra Lipstadt. Agora, a historiadora se vê obrigada a enfrentar, na Inglaterra, uma batalha jurídica que não se restringe à reputação de dois estudiosos, mas que diz respeito ao registro da própria História. Amparada por uma competente equipe de defesa, Lipstadt inicia uma minuciosa análise do trabalho de Irving para mostrar como, a partir de uma postura ideológica, antissemita e racista, ele perverte documentos e registros históricos com o objetivo de “absolver Hitler”. Em Negação, livro que deu origem ao filme homônimo com previsão de estreia para março de 2017, Deborah Lipstadt narra os dias do julgamento em Londres e revela o drama que foi ter de seguir o conselho de seus advogados e ficar em silêncio enquanto seu objeto de estudo e seus princípios eram desvirtuados diante de um tribunal e da imprensa de todo o mundo.

O Holocausto foi a perseguição e o extermínio de cerca de seis milhões de judeus pelo Partido Nazista de Hitler durante o Terceiro Reich. Porém, existem pessoas que negam a existência do Holocausto. Essas pessoas afirmam que a quantidade de judeus que morreram é bem inferior à que ficou na História, ou ainda que Hitler e o Partido Nazista nunca tiveram a intenção deliberada de matar judeus. David Irving é uma dessas pessoas.

"Em 1988, quando o governo canadense condenou Ernst Zundel, um imigrante alemão, por promoção do negacionismo do Holocausto, Irving testemunhou a favor de Zundel. Disse no tribunal que não havia uma "política do Reich para o extermínio de judeus", "nenhum documento sequer demonstrando que o Holocausto acontecera" e que as câmaras de gás para extermínio em massa eram uma impossibilidade. Desde então, Irving negou sistematicamente o Holocausto." (p. 16/17)
"Negação" é um livro baseado em fatos reais que trata de uma das maiores vergonhas da história mundial. Por conta do processo contra Deborah E. Lipstadt , a autora precisou realizar uma análise histórica para provar sua inocência, pois na Inglaterra, não existe presunção de inocência. quando Irving acusou Lipstadt de difamação, ela teve que provar que ela era inocente. Ela teve que provar que Irving era, de fato, um negacionista e para isso, teve que provar a existência do Holocausto.
"No fim das contas, eu estava redondamente enganada. Irving levaria tudo muito a sério, assim como também o fariam os tribunais britânicos. O fato de minhas fontes estarem todas documentadas não me protegeu no Reino Unido como me protegeria nos Estados Unidos. Aliás, eu já saía em desvantagem. O sistema jurídico britânico colocava o ônus da prova em minhas mãos, como ré. Era um imagem espelhada da lei americana: nos Estados Unidos, Irving teria de provar que eu menti; no Reino Unido, cabia a mim provar que estava dizendo a verdade." (p. 18)
O livro é dividido em cinco partes: O Prólogo, que mostra o momento em que  Deborah recebe uma carta de sua editora explicando sobre o processo que Irving estaria abrindo contra ela por difamação, O Prelúdio, que discute os aspectos anteriores ao julgamento, como a estratégia da defesa, O Julgamento, que vai analisar cada teoria de Irving, incluindo os documentos apresentados por ele, O Resultado e O Posfácio. 

No Prelúdio, temos uma visão mais pessoal da vida da autora, onde ela explica o interesse em estudar o Holocausto, como foi sua criação e como foi crescer em uma casa ortodoxo-moderna em Manhattan, em uma época que milhares de "refugiados" chegavam ao país.

Sem dúvida, a parte do Julgamento em si, em que observamos as teorias de Irving e a forma como ele tenta banalizar esse terrível marco da nossa história é a parte que mais impressiona durante a leitura. Nós saímos do presente (o momento do julgamento) e voltamos no tempo, indo parar em um lugar sombrio, doloroso e repleto de perdas.

Durante a leitura, observamos que Irving realmente acredita nas suas teorias, de forma tão fervorosa, que em alguns momentos, as pessoas param para prestar a atenção e até mesmo questionar determinadas situações, como no caso das 500 mil pessoas que haviam morrido envenenadas pelo gás no crema 2.
"Apesar de seu histórico de distorções e mentiras, Irving havia nos seduzido a ponto de levarmos suas teorias - ainda que apenas por um momento - a sério." (p. 199)
"Negação" é um livro extraordinário que não apenas fala da história da humanidade, mas que apresenta uma mulher que lutou com unhas e dentes para manter a integridade e falar por aqueles que não estavam mais presentes.
"Irving está mirando em você, mas está acertando toda a comunidade judaica e a verdade histórica." (p. 66)
A Universo dos livros realizou um ótimo trabalho de revisão, diagramação e layout. O livro ainda conta com respostas a perguntas frequentes que a autora recebeu, uma nota falando sobre a autora e notas de fim, onde consta toda a literatura citada durante todo o livro, como manuscritos,  publicações, entre outros.


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7 Comentários

  1. Carolina!
    Gosto muito de livros que aboradam a época do Holocausto, principalmente quando são baseados em fatos reais.
    Acho um tremendo absurdo algumas pessoas ainda acreditarem que essa época da história, muito triste por sinal, não existiu... Tantos sobreviventes já deram seus relatos de dor e sofrimento...
    E que mulher soberana a Deborah E. Lipstadt que lutou com unhas e dentes para provar seu ponto de vista.
    Queria poder ler e assistir o filme.
    Uma maravilhosa semana!
    “Todo homem, por natureza, quer saber.” (Aristóteles)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JULHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  2. Olá!
    Um livro muito interessante, ainda mas que aborda acontecimentos dessa época. São coisas que você além de aprender na escola, você também aprende lendo esses tipos de livros. Gostei muito dele, tem uma premissa maravilhosa e se não engano deve haver um filme sobre ele né?

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  3. É incrível imaginar que alguém possa negar que algo desse tamanho tenha acontecido. Claro que também tem todo um estudo e não podemos rechaçar totalmente as dedicações dos outros.
    Eu sou do grupo que acredita que tenha acontecido, são tantos dados tristes e amargos que vemos por aí e tantas vidas que esse período ceifou.
    Que pegadinha sem graça essa do destino em colocar nas mãos da justiça uma mulher que tanto entende do assunto e ainda por cima se passar de "mentirosa". Por fim, achei a resenha maravilhosa e nos desperta a curiosidade pra esse livro tão intenso!

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  4. Olá!!! Adoro esse tipo de livro, que nos trás um pouco da história que nos cerca, o enredo já me conquistou por isso. É impressionante saber que de fato a autora é obrigada a provar que fala a verdade, espero que o filme possa retratar de maneira muito fiel os acontecimentos do livro, confesso que tenho receio dessas adaptações.

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  5. Olá !
    Gosto muito de livros que trazem uma boa história baseadas em fatos reais em um período histórico !
    Já li vários livros sobre o Holocausto e é um tema que nunca vamos ter o suficiente !!

    adorei!
    Bjo

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  6. Gostei muito da resenha do livro, normalmente não leio livros sobre o holocausto, mas achei bem interessante a história e bateu a vontade de ler!!
    Beijoss

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  7. apesar de nao ler o genro eu amei a resenha e ja quero ler haha, principalmente que e no periodo historio vou amarr
    beijos

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