Resenha Não Chore, Não - Mary Kubica

Sinopse - No centro de Chicago, a jovem Esther Vaughan desaparece de seu apartamento sem deixar vestígios. Uma carta sombria dirigida a “Meu bem” é achada entre seus pertences, deixando sua colega de apartamento, Quinn Collins, se perguntando onde a amiga estaria e se ela era - ou não - a pessoa que Quinn achava que conhecia. Enquanto isso, em uma pequena cidade de porto de Michigan, uma mulher misteriosa aparece no tranquilo café onde Alex Gallo trabalha lavando pratos. Ele é atraído imediatamente pelo seu charme e beleza, mas o que começa como uma paixão inofensiva rapidamente se transforma em algo mais sinistro...

"Não chore, não" é narrado em primeira pessoa por dois personagens: Quinn e Alex. Tudo começa com Quinn, uma jovem que sempre que possível, passa suas noites em barzinhos e baladas, dormindo com caras aleatórios. Quinn divide o apartamento com Esther, uma jovem completamente diferente dela. Para Quinn, Esther é algo chato e sem graça, que semanalmente vai à Igreja, não gosta de sair à noite e tem uma vida bem entediante. Então, uma manhã quando o despertador de Esther toca e ela não está em casa, sua janela está aberta e não há sinal de a jovem passou a noite em casa, ao invés de chamar a polícia ou fazer algo, Quinn decide voltar a dormir e curar sua ressaca. Sim, Quinn é uma amiga incrível...
"Em retrospecto, eu deveria ter adivinhado logo que algo não estava certo. O estrondo no meio da noite, a janela aberta, a cama vazia. Mais tarde, culpei uma porção de coisas por minha indiferença, desde uma dor de cabeça, passando pela fadiga até a estupidez galopante. Mas ainda assim. Eu deveria saber no mesmo instante que algo não estava certo." (p. 07)
Em paralelo, temos a narrativa de Alex, um jovem que mora em uma cidade portuária e trabalha em um café. Quando uma mulher misteriosa chega ao local, Alex sente-se intrigado por ela, mas ao invés de puxar uma conversa normal, começa a observá-la à distância, algo que se torna um pouco obsessivo. Ele até mesmo tem um nome para ela: Pearl.
A intriga do livro é realmente tentar entender a correlação entre as duas narrativas e Quinn e Pearl. Mary Kubica tem o talento de trazer reviravoltas inesperadas em suas obras e em "Não chore, não" não é diferente. 
O que deixa a desejar no livro é exatamente a narrativa arrastada que Quinn e Alex realizam. Quinn passa muito tempo mais avaliando a si mesma do que se preocupando com a amiga enquanto que Alex tem uma vida bem triste e se apega a uma desconhecida e sua narrativa é cheia de divagações.
"Pearl não sabe que estou aqui. Rondando à distância, completamente oculto pela grossa neblina e pelos galhos de densos arbustos, eu a vejo levar a pá de jardim ao solo e começar a cavar." (p. 242)

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5 comentários

  1. Olá!
    Gostei do livro, tinha lido várias resenhas dos livros da autora é me agradou muito. Esse tem uma ótima premissa e um suspense bem legal. Agora a personagem me deixou receosa por não ser uma boa amiga, mas só lendo para ver né.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  2. A premissa é boa mas me parece que não foi bem explorada, essa leitura arrastada é complicada e desestimula demais. Mas ainda assim, acho que faria a leitura.

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  3. Oi Carol,
    Primeira resenha que leio do livro, e já estou criando teorias de que Ester e a mulher que Alex observa são as mesmas. Fiquei curiosa para para onde essa observação dele vai parar e qual relação os dois terão!
    Me pareceu um livro que prende o leitor na trama.
    Beijos

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  4. Quando li a sinopse achei super interessante e fiquei curiosa para saber mais sobre correlação de Alex e Quinn. Que super amiga a Quinn hein?? haha
    Uma pena que seja arrastada pois isso me faz desanimar muito com a leitura.
    Mas leria mesmo assim para poder tirar próprias conclusões.

    beijinhos
    She is a Bookaholic

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  5. Olá! Gosto bastante de livros desse gênero, cheios de mistérios e reviravoltas, mas confesso que essa sinopse e a sua resenha não me empolgaram não, é bem ruim quando a escrita desse tipo de livro fica arrastada, pois realmente desanima um pouco.

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